31 dezembro 2011
24 dezembro 2011
06 dezembro 2011
Noite de Vigília em Stª Maria de Rendufinho
No passado sábado, dia 3 de Dezembro, a comunidade paroquial de Stª Maria de Rendufinho viveu mais um momento especial de oração.
Estamos em tempo de Advento e, neste tempo forte da liturgia e vida cristãs, é-nos feito um convite muito especial: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" porque está a chegar o Deus Menino, o Deus que incarnou e se fez criança, humilde e frágil, e que no entanto através da sua humildade e fragilidade conseguiu dividir a história em duas metades (a.C. e d.C.).
Foi com este apelo de João Baptista que nos vimos, mais uma vez, juntos e em comunhão, como comunidade cristã a fazer caminho, dando um passo de cada vez.
Ele aponta-nos a direcção, e a nossa missão a partir daí é a de sermos fiéis às exigências do mesmo para assim podermos chegar à meta com um maior grau de santidade.
Portanto... continuação de uma boa caminhada!
Natália Matos
Fotos: André Guimarães e José Lemos
Dezembro 2011
Dezembro 2011
15 novembro 2011
Sagrado Lausperene em Stª Maria de Rendufinho | 2011
O material encontra-o AQUI!
Todos os anos, por esta altura, a nossa comunidade paroquial como tal, vive mais intensamente o mistério eucarístico. O Sagrado Lausperene é vivido como momento forte de tomada de consciência do que é a Santíssima Eucaristia. Um momento privilegiado para todos nós reflectirmos sobre o dever de 'eucaristizarmos' a vida, vivendo-a em contínua acção de graças e colocando-a ao serviço dos outros.
Todos os anos, por esta altura, a nossa comunidade paroquial como tal, vive mais intensamente o mistério eucarístico. O Sagrado Lausperene é vivido como momento forte de tomada de consciência do que é a Santíssima Eucaristia. Um momento privilegiado para todos nós reflectirmos sobre o dever de 'eucaristizarmos' a vida, vivendo-a em contínua acção de graças e colocando-a ao serviço dos outros.
Nos dias 12 e 13 deste mês de Novembro foram dias em que nós, Catequese de Rendufinho, vivemos esta experiência mais intimamente.
Sábado, dia 12, o grupo de catequistas com as crianças, adolescentes e jovens da catequese, tiveram um momento particular, junto do Senhor, com a oração de vésperas do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, devidamente preparada, juntamente com toda a comunidade paroquial.
Foi uma experiência vivida por muitos como a primeira, e daí também ser uma experiência marcante nas suas vidas.
O Santíssimo esteve exposto a noite de sábado e todo o dia de domingo para a adoração de todos os paroquianos.
03 outubro 2011
Festa do Acolhimento 2011/2012
O guião encontra-o AQUI!
Domingo, dia 2 de Outubro, a paróquia de Stª Maria de Rendufinho viveu mais um dia de alegria. Treze crianças foram acolhidas pela comunidade paroquial para iniciarem a sua caminhada catequética.
Domingo, dia 2 de Outubro, a paróquia de Stª Maria de Rendufinho viveu mais um dia de alegria. Treze crianças foram acolhidas pela comunidade paroquial para iniciarem a sua caminhada catequética.
Pais, catequistas e toda a assembleia, comprometeram-se a fazer esse caminho com eles, sendo o suporte, o apoio de que necessitam. Um caminho que tanto tem de enriquecedor como de exigente. Um caminho tão cheio de alegrias como, por vezes, é confrontado até por possíveis frustrações e desânimos. Mas é aí que cada pai e mãe, cada catequista e toda a comunidade paroquial exerce o seu papel fundamental. É importante que elas cresçam 'em sabedoria, estatura e graça' diante de Deus e dos homens. É esse o objectivo que nos une neste caminho e... dessa consciência parte tudo.
Cada criança, nesta celebração, recebeu o seu catecismo que os acompanhará ao longo do ano assim como a t'shirt oficial da Catequese de Rendufinho para uso nas várias actividades conjuntas, mais uma lembrança deste dia, certificando a sua presença.
No final da celebração foram também 'presenteados' com um certificado, como forma de incentivo para todos, aqueles que no ano catequético 2010/2011 não fizeram faltas não justificadas.
Com esse gesto esperamos colher mais frutos neste ano que agora inicia e assim entregarmos ainda mais certificados.
27 setembro 2011
Começar com o pé direito
A tarde foi toda ela dedicada à reabertura de mais uma etapa cheia de desafios, de novos conhecimentos, de novas amizades e de novas experiências que a própria catequese envolve.
Começamos esta aventura com um Peddy Paper, um percurso onde puderam relembrar aquilo que foram aprendendo ao longo dos anos, um percurso cheio de actividades diferentes permitindo um convívio e partilha entre todos.
Quatro grupos - Isaías, Daniel, Ezequiel e Jeremias (nomes de profetas) - seguiram o trajecto indicado pelos catequistas.
A tarde terminou com a Eucaristia onde celebramos a festa do compromisso e envio dos catequistas.
Perante toda a comunidade paroquial, cada catequista assumiu, por mais um ano, a responsabilidade em cooperar, com os pais dos catequizandos, na educação cristã de cada um.
No final da celebração foram entregues os diplomas desta actividade realizada mais o prémio para o grupo vencedor, o grupo Ezequiel.
Natália Matos, catequista
Setembro 2011
14 setembro 2011
Transmissores da palavra em formação
Apesar das mudanças de planos na agenda do dia, começou bem, com a oração da manhã a ser presidida por D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, uma situação que não estava prevista. Seguidamente participamos na conferência com o tema "origem, lugar e meta da catequese", apresentada pelo P. Manuel Queirós. A partir das 12:00horas e até às 13:00 tiveram lugar vários ateliês onde cada um escolhia o tema que mais lhe agradava para participar.
Na Cripta do Santuário estavam cerca de três mil catequistas, da Arquidiocese de Braga, em formação, convívio e oração.
Na Cripta do Santuário estavam cerca de três mil catequistas, da Arquidiocese de Braga, em formação, convívio e oração.
Todos rumaram ao Sameiro com o mesmo intuito, o de adquirir mais conhecimentos, para melhor evangelizar
A chuva que começou a cair durante a manhã, obrigou a alterar os locais previstos para os Ateliês, fazendo com que os mesmo se realizassem junto à entrada da cripta.
A dificuldade em ouvir o que se passava em cada atelier era alguma, já que se misturavam os assuntos, mas apesar disso, foi gratificante estar presente. Trazemos sempre mais do que aquilo que levamos e isso é o quanto basta para dizer que valeu a pena!!!
Tive pena de não poder ter ficado para a parte da tarde, mas tinha outros compromissos assumidos aos quais não poderia faltar, no entanto o resto do grupo participou até ao final onde assistiram a um Concerto Oração que leve lugar por volta das 14:30, assistindo seguidamente à celebração da palavra presidida pelo Sr. Bispo Auxiliar D. Manuel Linda.
O caminho faz-se caminhando e todos juntos acreditamos que é possível.
Um bem haja a todos e felicidades na vossa caminhada.
José Lemos, catequista
Setembro 2011
13 setembro 2011
Catequese, responsabilidade da comunicação cristã
Reflexão de D. Jorge Ortiga no Dia Arquidiocesano do Catequista
O Dia Arquiodicesano é momento duma maior consciencialização da verdadeira identidade da catequese, naquilo que ela é e no que supõe como condicionante dos resultados. E o catequista é o intérprete duma reinterpretação desta vocação eclesial.
Este ano é proposta uma afirmação inequívoca que nunca pode ser esquecida: a catequese é responsabilidade da comunidade cristã.
Se é fácil sublinhar estes aspectos, há um pressuposto fundamental. Não havendo comunidades autênticas, é possível desenvolver uma catequese adequada? Pessoalmente, reconheço que sem comunidade nunca pode haver catequese.
O Santo Padre na Verbum Domini, que nos acompanhará este ano, afirma: “O encontro dos discípulos de Emaús com Jesus… representa, em certo sentido, o modelo de uma catequese em cujo centro está a “explicação das Escrituras”, que somente Cristo é capaz de dar (cf. Lc 24, 27.L8), mostrando o seu cumprimento na sua pessoa”.
Como é que Cristo é capaz de dar a verdadeira “explicação das Escrituras”? O Santo Padre responde: “A actividade catequética implica sempre abeirar-se das Escrituras, na fé e na Tradição da Igreja, de modo que aquelas palavras sejam sentidas vivas, como Cristo está vivo, hoje, onde duas ou três pessoas se reúnem em seu nome (cf. Mt 18, 20) (Conf. V.D. n. 74). Só Cristo “ explica” Cristo, e a Igreja tem o dever de mostrar que Ele continua, nas comunidades, a estar vivo.
Será que isto acontece? Ousemos ser realistas e interroguemo-nos: Qual a nossa primeira e indispensável preocupação? Fazer coisas para falar de Cristo ou apostar na Sua presença, para que a Sua voz se torne perceptível, sugestiva e motivadora de vida nova?
Há uma conclusão urgente a fazer. Não basta pressupor que a comunidade existe e que aí está presente Cristo. É preciso construir e edificar verdadeiras comunidades para, depois, partir para outras iniciativas. Tanto trabalho e canseiras inúteis por negligência e esquecimento do essencial.
25 agosto 2011
Nestes dias eu toquei o Céu
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| Na foto com a jovem Ana Marta, elemento também integrado no grupo da Juventude Blasiana |
Antes de mergulhar na narrativa desta experiência – que, confesso, será difícil de traduzir em palavras – partilho um breve testemunho que uma amiga publicou nas redes sociais, logo após vivermos juntas esta aventura, com mais dezassete companheiras de viagem.
É um punhado de palavras simples, mas certeiras. Uma síntese exímia do que foi esta semana para cada uma de nós:
"JMJ Madrid 2011: uma multidão de pessoas, sol q.b., uma pitada de vento, alguma chuva, poucas horas de sono, uma constipação envolvida de rouquidão, bastante confusão nas refeições e no metro, mas valeu a pena por toda a troca de experiências positivas, por todo o diálogo, e por toda a manifestação de Fé; por todas as pessoas que conheci e por todas as pessoas que revi; pelo silêncio arrepiante contrastando a alegria eufórica dos jovens; pelo encontro com o Papa Bento XVI.
Não há palavras para descrever estes dias... ("trago uma mochila difícil de despejar"). Fica a vontade de repetir e reviver esta miscelânea de sentimentos! ;-)
- “Esta és la juventud del Papa”".
Foi, sem dúvida, uma experiência avassaladora, que guardo com o zelo de quem protege um tesouro. Guardo-a como guardo cada pessoa que caminhou ao meu lado nesta peregrinação. Éramos dezanove, um grupo heterogéneo, mas irmanado sob a bandeira da Juventude Blasiana (Focos de Esperança). Uma dádiva. Um presente de Deus. Uma epopeia de resistência e superação.
O desgaste físico? Incontornável. Uma semana intensa, feita de desafios constantes.
As viagens de metro, por si só, eram um campo de prova. As refeições, um ritual de paciência, consumidas após horas de espera no primeiro pedaço de chão disponível, onde qualquer noção de etiqueta se dissolvia na urgência da fome. O sol, implacável, impunha a regra: hidratar-se ou sucumbir. Água atrás de água, como se não houvesse amanhã.
E, na noite da vigília, a inquietação do relento, um pacto forçado com o chão duro, sob a ameaça invisível de formigas gigantes, dividindo o saco-cama, temendo a chuva e sem qualquer defesa contra ela. Mas foi a noite mais divertida da semana.
E as casas de banho? Um teste de perseverança. Filas intermináveis, quilómetros de espera, uma maratona de paciência que esmorecia até a necessidade mais premente. A água corria tímida, um fio que demorava uma eternidade a encher duas garrafas. Mas havia também a troca de pins e bandeiras, o frenesim de quem colecionava lembranças de outros mundos, numa competição silenciosa pelo maior número de trocas.
E depois, os momentos que justificavam tudo.
Cada encontro com o Papa, cada palavra sua, tornava-nos impermeáveis à dor nos pés, às costas doridas, ao inchaço nas pernas. Gritávamos todos, em uníssono: "¡Esta es la juventud del Papa!" E, de repente, o espanhol era universal. Falávamos todos a mesma língua.
Sentir o impacto avassalador da Via-Sacra, cada passo reencenando o Calvário, e perceber que a emoção apertava a garganta quando menos se esperava. O silêncio absoluto de uma vigília com mais de um milhão de jovens – algo que julguei impossível, mas que aconteceu. A chuva, inesperada, e o Santo Padre, exposto, desprotegido. E nós, como um só corpo, a gritar: "¡No pasa nada!", num gesto coletivo de conforto e coragem. E eu ali, gritando com eles, sentindo a força de um milhão de vozes entrelaçadas.
Conhecem aquele cântico que diz "há um só corpo e um só espírito"? Foi isso. Uma unidade inquebrantável. Não era um campeonato europeu ou mundial de futebol. Não era um concerto apoteótico. Não era um festival de verão repleto de estrelas mediáticas. E, no entanto, estávamos ali. Mais de um milhão de jovens, atravessando as mesmas provações, unidos por uma mesma fé. Movidos pelo Papa e por tudo o que ele representa.
Foi ali que senti a força vibrante de uma Igreja jovem. E foi dali que trouxe a certeza de que a Igreja está viva, pujante, vibrante. De que o cansaço dos que insistem em declará-la ultrapassada se esvai diante da evidência. Cabe-nos a nós mostrar essa vitalidade. Esta é a nossa missão. É nestes momentos que encontramos alento, esperança, sentido para o trabalho que desempenhamos nas nossas comunidades.
Guardo cada instante num cofre inviolável, e ainda assim faltam-me as palavras para vos transmitir a dimensão do vivido. Resta-me a esperança de que, através desta partilha, vos chegue um fragmento desse tempo sagrado.
Acreditem, nestes dias, toquei o Céu.
E, agora, com os pés de volta à terra, resta-me o apelo de Bento XVI a ecoar no coração: "Não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa Fé."
Natália Matos
Catequese e Família
Vídeo: Organização da JMJ 2011
12 agosto 2011
A oração
«Rezai, pois, assim:
‘Pai nosso, que estás no Céu,
santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino;
faça-se a tua vontade,
como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas,
como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do Mal.’
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»
Mt 6, 9-15
11 agosto 2011
Oração energética
Ó meu Deus, presta atenção e ouve-nos; abre os olhos para ver as nossas ruínas e a cidade que tem um nome que vem de ti. Não é por causa dos nossos actos de justiça que depomos a teus pés as nossas súplicas, mas em nome da tua grande misericórdia.
Senhor, ouve! Senhor, perdoa! Senhor, presta atenção! Actua! Pelo teu bom nome, ó meu Deus, não tardes, porque foi o teu nome que foi dado à tua cidade e ao teu povo.»
Dn 9.18-19
O fruto invariável do verdadeiro conhecimento de Deus é energia para orar pela causa de Deus. Realmente, esta energia só pode encontrar saída e aliviar a tensão interna quando é canalizada para tal tipo de oração. E quanto mais conhecimento, mais energia! Talvez não estejamos em posição de agir publicamente contra a impiedade e a apostasia. Talvez estejamos velhos ou doentes ou limitados por alguma outra situação física. Mas podemos orar contra a impiedade e contra a apostasia que vemos ao nosso redor. Porém, se temos pouca energia para orar assim e poucas respostas práticas, este é um sinal seguro de quão pouco conhecemos a Deus.
Para orar: Experimente orar enquanto lê o jornal. À medida que você pensa em como orar, aplique o seu conhecimento de Deus, o que glorifica a Deus, pelo que ele sente compaixão e quais os seus interesses. Peça a Deus que o leve a orar por pessoas e causas de acordo com a vontade dele.
Retirado de O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano (Editora Ultimato, 2008)
10 agosto 2011
O pai é o melhor amigo?
Os pais devem dialogar com seus filhos
Se os pais querem que os seus filhos sejam seus amigos, devem falar com eles.
As suas conversas devem ser diálogos e não sermões ou conferências, e devem girar em torno das inquietudes dos seus filhos: jogos, diversões, estudos, trabalhos, aspirações e problemas.
Não devem esperar que os seus filhos iniciem o diálogo.
Respeitando a sua intimidade e personalidade, os pais, devem dar o primeiro passo. O pai deve dirigir-se ao seu filho não somente para questioná-lo se este cumpriu suas obrigações ou para criticá-lo, mas também para estimulá-lo oportunamente, elogiá-lo com prudência, inteirar-se espontaneamente das suas tarefas, valorizar as suas ideias e iniciativas, acompanhá-lo nas suas emoções e problemas, alegrar-se com as suas alegrias e triunfos, consternar-se pelas suas tristezas e fracassos, levantar o seu animo quando o vê chateado pelas dificuldades, corrigindo-o com um certo tacto quando o observa arrogante e altivo com os seus êxitos, confrontá-lo prudentemente com a realidade que ignora e compreendê-lo na sua idade e temperamento. Viver e sentir com ele, e também vigiá-lo, corrigi-lo, adverti-lo e castigá-lo adequadamente quando for necessário.
Um pai
04 agosto 2011
Que o amor de vocês cresça
É justo que eu tenha tais sentimentos por todos vós, pois tenho-vos no coração, a todos vós que, nas minhas prisões e na defesa e consolidação do Evangelho, participais na graça que me foi dada. Pois Deus é minha testemunha de quanto anseio por todos vós, com a afeição de Cristo Jesus.
E é por isto que eu rezo: para que o vosso amor aumente ainda mais e mais em sabedoria e toda a espécie de discernimento, para vos poderdes decidir pelo que mais convém, e assim sejais puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, repletos do fruto da justiça, daquele que vem por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Fl 1, 7-11
03 agosto 2011
O adultério
«Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração.
Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado, arranca-a e lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que todo o teu corpo ser lançado à Geena. E se a tua mão direita for para ti origem de pecado, corta-a e lança-a fora, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.»
Mt 5, 27-30
31 julho 2011
Ser Criança
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É tornar-se gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é estar de mãos dadas com a vida na melhor das intenções.
É acreditar no momento presente com tudo o que oferece,
é aceitar o novo e desejar o máximo.
é aceitar o novo e desejar o máximo.
Ser criança é chorar sem saber porque.
Ser criança é estar em constante estágio de aprendizado,
é querer buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
é querer buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em dia de chuva,
é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
Ser criança é colar o nariz na vidraça e espiar o dia lá fora.
É gostar de casquinha de sorvete, de bolo de chocolate,
de passar a ponta do dedo no merengue.
de passar a ponta do dedo no merengue.
Ser criança é acreditar, esperar, confiar.
E é ter coragem de não ter medo.
Ser criança é querer ser feliz.
Ser criança é saber embrulhar desapontamentos
e abrir caixinhas de surpresas.
e abrir caixinhas de surpresas.
Ser criança é sorrir e fazer sorrir.
Ser criança é ter sempre uma pergunta na ponta da língua
e querer muito todas as respostas.
e querer muito todas as respostas.
Ser criança é misturar sorvete com televisão,
computador com cheiro de flor, passarinho com pastilha elástica,
lágrimas com sorrisos.
computador com cheiro de flor, passarinho com pastilha elástica,
lágrimas com sorrisos.
Ser criança é errar e não assumir o erro.
Ser criança é habitar no país da fantasia, viver rodeado de personagens imaginários,
gostar de quem olha no olho e fala baixo.
gostar de quem olha no olho e fala baixo.
Ser criança é gostar de sentar na janela e detestar a hora de ir para a cama.
Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrige.
Ser criança é ser capaz de perdoar e anestesiar a dor
com uma dose de sabedoria genuína e peculiar.
com uma dose de sabedoria genuína e peculiar.
Ser criança é andar confiante por caminhos difíceis e desconhecidos
na ânsia de desvendar mistérios.
na ânsia de desvendar mistérios.
Ser criança é acreditar que tudo é possível.
Ser criança é gostar da brincadeira, do sonho, do impossível.
Criança é saber nada e poder tudo.
Ser criança é detestar relógios e compromissos.
É ter pouca paciência e muita pressa.
E ser criança é, também, ser o adulto
que nunca esqueceu da criança que foi um dia."
que nunca esqueceu da criança que foi um dia."
Hoje decidi publicar este texto que encontrei, este texto retrata bem aquilo que todos desejávamos ser, mas que com o passar dos anos alguns deixam de o ser "ser criança".
Tento nunca esquecer o que é ser criança, e para isso nada melhor que estar em contacto com elas, fazer parte delas, viver as brincadeiras delas. Elas dão-nos força, e por mais que seja tudo de forma genuína e inconsciente, é bom receber miminhos deles, tudo o que eles nos podem oferecer.
Quando me junto com este seres magníficos, mesmo que levemos uma máscara para camuflar as nossas emoções junto delas, não conseguimos resistir ao encanto de “Ser criança” e durante o tempo que estamos com elas, voltamos a ser crianças, sorrimos, brincamos, fazemos palhaçadas e tudo que uma criança faz por natureza. Voltamos a ser felizes graças a elas.
Essa é uma das vantagens de ser pai ou mãe, brincar com os filhos, ser criança com eles, viver o mundo deles.
No final do dia quando chegamos a casa, mesmo que cansados após um dia de trabalho, com vontade de descansar e não ter ninguém para nos chatear, vemos os filhos a correr em direcção a nós com as braços abertos para nos receber, com aquele sorriso rasgado de felicidade é um abraço que nos faz esquecer tudo e apenas viver o momento, um abraço que cura todo o cansaço do dia, todas as tristezas, todo o desânimo que por vezes o trabalho nos causa.
Aí esquecemos tudo e rendemo-nos à magia das crianças e nas suas brincadeiras voltamos a "Ser criança".
Aprendi que ser criança é ser o adulto que nunca se esqueceu da criança que foi um dia e que consegue reencontrar a criança que ainda vive no seu íntimo. Ser criança é ver, ser e viver!
"Só se vê com o coração. O Essencial é invisível aos olhos"( ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY ) porque crianças são peritos em ver o essencial com o coração.
30 julho 2011
A Vingança
«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.»
Mt 5, 38-42
29 julho 2011
A ajuda aos necessitados
«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu.
Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.»
Mt 6,1-6
28 julho 2011
O Juramento
«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás diante do Senhor os teus juramentos. Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus, nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus cabelos branco ou preto. Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»
Mt 5,33-37
25 julho 2011
O amor aos inimigos
Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?
Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
Mt 5,43-48
24 julho 2011
Arco-íris
Há, em paralelo, um sentimento de que na natureza acontecem fenómenos que evocam de modo muito especial o seu Criador. Sejam eles a bruma da manhã, a força de um trovão, o brilho dos primeiros raios de sol… seja a beleza do tal Arco-íris. Este, que tantas dúvidas levanta aos mais pequeninos, toca nos Céus e na Terra e por isso apresenta-se como um maravilhoso símbolo de Aliança de Deus com o Homem. É assim que nos é apresentado pelo Génesis: “E Deus disse: ‘Eis o Sinal da Aliança que Eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras: Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da Aliança entre Mim e a Terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da Terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e Me lembrarei da Aliança que fiz convosco e com todo o ser vivo de toda a espécie’.” (Gn 9, 12-15). A engrandecer ainda mais este intangível fenómeno lemos do padre Thiébaud as seguintes palavras: “ Quando, depois de uma tempestade, percebemos o Arco-íris baixando das nuvens sobre a Terra, não podemos impedir-nos de admirar esse belo manto, tecido com as sete cores primitivas, verdadeiro símbolo de misericórdia. Mas, o esplendor desse fenómeno logo se eclipsa em presença de Maria, no qual os sete Dons do Espírito Santo refugiram com tanta magnificência.” (in Arautos do Evangelho, 2009:51) E, para terminar fica a revelação da própria Virgem a Santa Brígida: “ Este Arco-íris, sou Eu mesma que, por minhas preces, abaixo-Me e Me debruço sobre os bons e os maus habitantes da Terra. Inclino-me sobre os bons para ajudá-los a permanecerem fiéis e devotos na observância dos preceitos da Igreja; e sobre os maus, para impedi-los de irem adiante na sua malícia e se tornarem piores.” (idem, ibidem).
A verdade assume proporções imensas! Falar nela às nossas crianças é uma tarefa necessária.
Ana Dias
Julho 2011
Julho 2011
23 julho 2011
As férias estão aí!
A Igreja de Cristo manifesta-se nas pessoas, sejam elas de que idade forem. Mas há uma manifestação que sobressai pela sua intensidade. É manifestação que se dá nos mais pequeninos. Sendo pessoas, são Crianças. A Igreja de Cristo manifesta-se, portanto, de modo particular nas Crianças. Não é preciso ir mais longe, lembremo-nos dos ecos que as suas vozes fazem quando cantam hinos de louvor a Deus, nas missas pensadas para elas, e vividas de modo particular por elas. Que belas vozes. Que lindas harmonias.
Os nossos pequeninos têm graças infinitas, nalguns mais visíveis do que noutros, é certo, mas as graças estão com eles. Atrever-me-ia a dizer que por detrás de uma Criança cheia de graça, há pais com graças a agradecer. Ou dito de outra maneira, por detrás de uma grande Criança, há certamente uns pais com um P grande. Pais que, num mundo tão turbulento, repleto de felicidades fáceis, não medem esforços para ajudar os seus filhos a distinguir, a escolher, a apartar o essencial do acessório. Não é fácil. Enquanto pais debatemo-nos com as dúvidas de cada dia, com os problemas, mas ao mesmo tempo com a ideia convicta de que os nossos actos são tidos como exemplo por aqueles que, vivendo em sociedade, aprendem socializando-se com os agentes do seu microssistema.
Agora que o tempo é de férias deixemo-las viver, no mais profundo sentido da palavra, mas com o nosso apoio, presença, e supervisão. O Diálogo é um bem necessário para a relação com o outro, e saber dialogar é um bom ensinamento que damos aos nossos filhos. Os tempos passados ao ar livre, com todas as atividades que nos permitem, fazem-lhes (fazem-nos) muito bem. Desde escutar os sons da natureza, a observar as ondulações das montanhas, ou a admirar o correr das nuvens ou os raios quentes do sol, tudo nos oferece um momento particular para contemplar, de modo prazeroso, a criação do nosso Pai. E as Crianças gostam disso. Muitas estão na idade dos porquês. Que bela forma de, ao mesmo tempo que estimulamos o seu pensamento e imaginação, darmos um sentido especial à sua vida. São de aproveitar estes momentos, tais são as suas potencialidades para a aprendizagem, para a vida. E já agora, será que alguma das nossas crianças já viu o primeiro raio de sol, pela manhã, projectado nos montes? Talvez esta seja ainda uma realidade que faça mais sentido nos belos livros de histórias que lhes contamos…
Uma réstia de responsabilidade também tornará estas férias mais vivida!. Ajudar os pais, os avós, os amigos, ter algumas tarefas para desenvolver durante o dia é um óptimo exercício para a formação de uma pessoa responsável.
Fica ainda uma observação breve em relação ao tempo que as nossas Crianças passam em frente à televisão. Sendo o assunto bastante sério, o que é necessária é a nossa presença. Sabemos que a maior parte dos programas transbordam violência. Há estudos neste sentido. Não será má ideia acordar com os nosso filhos a programação a ser vista e o tempo dedicado a essa caixinha que invade os nosso lares e, não poucas vezes, nos tira tempo para coisas, deveras, mais importantes. Além disso, como não se pode controlar tudo, falar sobre o que se vê, comentar aqueles episódios que captam mais a atenção da criança, seja pela positiva seja pela negativa, pode ser produtivo, tanto para pais como para filhos. Trata-se de tentar explicar a existência das coisas!
Eis um breve desabafo. Desabafo que vai ao encontro daquela mensagem sempre presente: “deixai vir a mim as criancinhas” (Lc 18,16). E para concluir, e já agora para facilitarmos essa ida, temos ainda como trunfo a oração, a ser vivida de diversas formas ao longo do dia. Pais, sejam originais e criativos quando rezam com os vossos filhos! Mas lembrem-se…rezem.
Ana Dias
Julho 2011
Julho 2011
22 julho 2011
Há sinais, eu posso vê-los
Vieram então conceitos sobre este deus, de como Ele seria. A visão humana e unilateral para a concepção desse deus,o colocaram em um patamar alto, bastante distante de toda e qualquer relação humana com este. Este Ser divino era uma espécie de supremo Rei, muito semelhante aos tiranos da terra. Todos deveriam alinhar-se aos seus preceitos durante a passagem pela mundo, para que assim tivessem o direito de habitar com Ele na eternidade.
Não demorou muito para que estes deuses criados fossem questionados a medida que as culturas se iam elevando em intelecto e razão.
Se havia um deus, passou-se a pensar, que se apresente, cansamos de especulá-lo.
E o Deus verdadeiro mostrou-se - embora não dando brechas para que fosse compreendido inteiramente pela razão humana - as Escrituras Sagradas e a sua encarnação em Jesus Cristo revelaram-no a nós.
Completamente diferente do que a mente humana tentou fabricar. Deus é um mistério revelado e a se revelar. É tão simples que confunde a todos em profundidade. É tudo que jamais foi visto, e ao mesmo tempo, tudo que comummente pode ser encontrado naquilo que vemos todos os dias (Jesus comparou suas ações com vento, água, pão).
Crer em Deus também é algo misterioso. A primeira coisa para tal é desistir das próprias formulações do que imaginamos que Ele seja, e aceitar passivamente a sua auto revelação, nas Escrituras Sagradas e na pessoa de Jesus Cristo.
Mas nossa mente trabalha de maneira incorrigível, e desejamos estabelecer uma relação com Deus da maneira pela qual aprendemos a nos relacionar com o mundo, pela experimentação sensitiva e direta. Queremos ver, tocar, ouvir.
E num convite desafiador ao nosso entendimento as Escrituras dizem "Provai e vede" (Sl 34.8). E respondemos na nossa fragilidade "Provar e ver o quê?", não se prova o que não se vê.
O desafio é o de nos achegarmos a Deus confiantemente, acreditando que Ele existe. Por tanto, o que nos foi revelado não basta, queremos mais. Mas se o tivéssemos agora da maneira que desejamos, terminaríamos por estragar o propósito de entrega confiante que está sendo construído em nós através dessa momentânea e aparentemente distante relação.
Há sinais, eu posso vê-los e não tenho como negá-los. Deus mostra-se presente através deles. Porém, a nossa fé é muito oscilante. Cremos muito, num instante não cremos tanto, só não deixamos de crer porque somos resgatados a toda hora por uma manifestação que nos arrebata os sentidos. Parece-me que Deus deseja que seja assim. Jesus manifestou a plenitude do Pai, e ainda assim foi rejeitado. Não podemos garantir que a plenitude de Deus manifestada a nós nos daria a confiança necessária que precisamos ter nele. Por isso, acreditamos nos sinais, alguns tão simples, outros tão grandes. Feitos para todos nós ou para especificamente um de nós em dado momento.
Há sinais, eu posso vê-los, portanto, há um Deus eu posso senti-lo.
Há sinais, eu posso vê-los, portanto, há um Deus eu posso senti-lo.
18 julho 2011
Oração pelas Férias
depois de todas as fadigas um tempo verdadeiro de paz.
Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio que purifica e recria.
Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.
Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa que os dias trazem pela mão.
Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.
Dá-nos, de novo,
a graça do canto, do assobio
que imita a felicidade aérea dos pássaros,
das imagens reencontradas, do riso partilhado.
Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo e a espuma branca dos sonhos se dissipe.
Faz-nos peregrinos
que no visível escutam a melodia secreta do invisível.
José Tolentino Mendonça
15 julho 2011
Festa do Encerramento do Ano Catequético | 2011
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
Antoine de Saint-Exupéry
Longa foi a caminhada, muitas foram as novas experiências vividas ao longo do ano e muitas foram as datas marcantes para recordarmos com carinho... mais tarde.
Se fizermos uma retrospectiva daquilo que foi vivido, certamente rasga-se um sorriso no rosto de cada um de nós. E isso porque partilhamos tantos momentos juntos, tantas alegrias, que não haveria forma possível de o demonstrar e até avaliar.
Nós, catequistas, sentimo-nos gratos por participarmos na vida de cada catequizando, e por partilharmos também aquilo que somos, tanto entre nós catequistas e catequizandos como com toda a comunidade paroquial.
No passado dia 9 de Julho celebramos tudo isto. Não só o encerramento de um ano de caminhada conjunta, mas fundamentalmente aquilo que crescemos ao longo deste mesmo ano - individualmente e em grupo. Agradecendo a Jesus por tudo o que nos deu, pelas pessoas que colocou no nosso caminho e que deram um pouco de si, conscientes que também levaram um pouco de nós.
Embora o dia tenha sofrido algumas alterações a nível de organização, devido às condições meteorológicas adversas, tudo correu com a maior naturalidade, a ponto de toda a gente ali presente virar criança por breves momentos.
Após os gastos de energia física no exterior, chega o momento de nos alimentarmos da energia espiritual, na Eucaristia, pela Palavra e pelo Corpo e Sangue de Jesus Ressuscitado. O cume do nosso dia.
A parábola do semeador (Evangelho do dia) foi como que a ‘cereja no cimo do bolo’ que em tudo vinha ao encontro do que vivíamos nesse momento.
Para além da maioria dos catequizandos e todos os catequistas, contamos também com a presença e colaboração do grupo de jovens da nossa paróquia na animação da Eucaristia.
Com esta oração, que rezamos no momento do Pós Comunhão, termino a partilha deste nosso dia, e com ela bendigo ao Pai, por todas estas graças:
E ressuscitando rompestes as cadeias da morte.
Vós nos reuniste à volta da palavra e do pão.
Vós nos congregais pela força do Vosso Espírito de amor.
Senhor Jesus, sois o centro e o sentido das nossas vidas.
Que alegria sentimos hoje por, ao longo deste ano,
termos descoberto que somos mais da vossa Igreja;
que caminhamos como povo de Deus;
que partilhamos a Fé e o Vosso projecto de amor
servindo os homens nossos irmãos.
Senhor da vida:
queremos viver com todo o nosso ser;
queremos crescer, saindo de nós mesmos,
abrindo caminhos;
queremos enraizar a nossa vida em Vós.
Fazei-nos portadores da Vossa Mensagem,
construtores do Vosso Reino,
testemunhas do Vosso projecto de vida.
Senhor Jesus;
queremos viver o Vosso Mistério de Vida
no silêncio de um coração agradecido.
Senhor Jesus;
ajuda também os catequistas desta paróquia,
pois com dedicação e muita amizade estiveram sempre
ao nosso lado sem desanimar.
Obrigado Senhor!!!
Nota: No fim de semana 23 e 24 de Julho, minutos antes da Missa, será projectado um video com imagens das actividades realizadas ao longo do ano, incluindo as do encerramento.
Natália Matos, catequista
Julho 2011
Julho 2011
11 julho 2011
Seria mais fácil...
abandonar a luta por um mundo melhor...
Este mundo que não pára de nascer!
Seria tão fácil
renunciar às reuniões extenuantes,
às discussões,
às exposições,
a essas incontáveis acções e esses compromissos
ditos indispensáveis,
os quais, em certas noites de fadiga extrema,
duvido seriamente
que sirvam meus irmãos.
Seria tão fácil
ouvir estas vozes que me envolvem
e que se dizem sábias, amigáveis,
até mesmo afectuosas,
vozes que se me dirigem assim:
«estás a precipitar-te»
«lutas em vão»
«passas ao lado do essencial».
Vozes que murmuram insidiosamente
nas minhas costas
«ele gosta disto»
«está-lhe no sangue»
«não pode passar sem isso».
Seria tão fácil
ceder à falta de coragem
e vesti-la de boas e pias intenções,
como a dos deveres esquecidos
e das crises de fé.
Seria tão fácil
ficar em casa
ter de novo os serões livres
e os fim-de-semana disponíveis
e o sorriso das crianças
e os braços da namorada.
Seria tão fácil sentar-me
e curar as feridas após as duras batalhas,
repousar as pernas,
os braços, a cabeça
e o meu coração fatigados,
e acolher a paz longe do campo de combate,
e escutar, enfim, o silêncio,
no qual - segundo dizem -
falas aos Teus fiéis.
Seria mais fácil, Senhor,
ficar à margem e não sujar as mãos,
ver os outros baterem-se e debaterem-se
aconselhá-los e lastimá-los,
julgá-los... e rezar por eles,
Seria mais fácil...
08 julho 2011
A avaliar
"Eu sei em Quem pus a minha confiança" (S. Paulo)
Olhando para trás revemos muitos momentos. Uns positivos outros menos positivos.
Mais um ano passou e chegou a altura de fazermos uma avaliação daquilo que foi feito e daquilo que poderia ter sido feito e não foi.
As dificuldades, os desânimos e frustrações provavelmente estiveram presentes, mas também as alegrias e a esperança de um futuro melhor.
O que podemos fazer que ainda não foi feito? O que podemos melhorar dentro daquilo que foi feito?
O cristão é isso... um ser que está sempre a caminho!
O cristão é isso... um ser que está sempre a caminho!
30 junho 2011
Quando rezamos o Pai Nosso…
Perante tal comentário, a mãe daquela jovem ficou pensativa e nada soube responder naquele momento. De certo identificou-se ela mesma com a reflexão da sua filha pois, pensemos também: quantas vezes pedimos perdão e invocamos que perdoamos quando, na verdade, guardamos mágoas e rancores a quem nos ofendeu?
Estamos habituados a rezar a oração que o Pai nos ensinou e a ensiná-la a nossos filhos mas não são apenas palavras que temos de decorar e recitar, são afirmações que fazemos perante Deus e que merecem o nosso cuidado e atenção. É importante sabermos aquilo que dizemos a Deus e a veracidade das nossas palavras, por isso, além de uma mera oração à qual nos habituamos trata-se de um ensinamento que devemos viver na nossa vida quotidiana para que quando a aclamamos seja verdadeira e traduza fielmente o nosso esforço em perdoar o próximo sabendo que podemos contar com o perdão de Deus.
Mc 11, 20-26: “Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes. Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!». Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá. Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro, para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas. Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no céu não perdoará as vossas ofensas.”
Madalena Nascimento
Junho 2011
Junho 2011
26 junho 2011
Viver em Deus
Vive sempre preocupado muito mais com o que DEUS vê em ti e muito menos com o que as pessoas pensam a teu respeito.
Enquanto tu te preocupares com os juízos dos homens, estarás a viver de aparências, de hipocrisia, só para aparecer bem aos olhos daqueles que nunca terão o direito de serem teus juízes.
Mas, se estiveres permanentemente ocupado em viver bem aos olhos do teu DEUS, tu cuidarás de te aperfeiçoares cada dia mais, com a certeza de que, depois, subirás no "pódio" da recompensa eterna.
23 junho 2011
Festa da Eucaristia e Profissão de Fé | 2011
O guião encontra-o AQUI!
À solenidade do dia juntou-se a festa da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé das crianças da catequese da nossa paróquia.
Foi uma festa bonita, cheia de alegria e de beleza. Não só pelas próprias crianças, mas também pelo empenho de toda a comunidade para que tudo se realizasse da melhor forma possível e ficasse na memória de cada protagonista uma imagem da beleza de um todo como comunidade (comum + unidade).
Parabéns a todos por este ano de caminhada.
Daqui para a frente cada passo tem outro valor e a própria caminhada ganha outro sabor.
Daqui para a frente cada passo tem outro valor e a própria caminhada ganha outro sabor.
Natália Matos, catequista
Junho 2011
Junho 2011
21 junho 2011
"Pegadas na areia"
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava a andar na praia com o Senhor
e através do Céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou
Diante de nós, olhei para trás, para as pegadas
na areia e notei que muitas vezes, no caminho da
minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiantes do meu viver.
Isso entristeceu-me deveras, e perguntei
então ao Senhor:
"- Senhor, Tu me disseste que, uma vez
que eu resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho. Contudo, notei que
durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas. Não compreendo
porque nas horas em que mais necessitava de Ti,
Tu me deixaste sozinho."
O Senhor respondeu-me:
"- Meu querido filho. Eu te amo e
jamais te deixaria nas horas de provação
e sofrimento.
Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, foi exactamente aí que nos braços te carreguei."
Poema escrito em 1936 por Mary Stevenson
Este foi o poema que escolhi para entregar aos meus catequizandos do 10.º ano na altura do Natal. Reconhecendo que a juventude acarreta momentos difíceis para aqueles que estão a tentar encontrar-se a si mesmos, achei que seria bom dar-lhes a conhecer uma mensagem que facilmente transpõem para as suas vidas.
Madalena Nascimento, catequista
Junho 2011
A fé é um dom que nos foi concedido por Deus, mas ao longo da caminhada terrestre surgem obstáculos e dificuldades que nos abalam e nos entristecem. Nem sempre nesses momentos o ser humano encontra a força necessária, dentro de si, para os contornar e ser feliz, o mesmo será dizer que por vezes, na sua imperfeição o Homem desacredita Deus e substitui a fé por ódio e revolta. Por isso, cabe a todos os cristãos sobretudo àqueles que proclamam a palavra de Deus, garantir que esta chega ao próximo para que nesses momentos ele saiba procurar Deus e confie no seu amor e bondade.
Naqueles momentos difíceis, apesar de nós sentirmos dor, perda e desânimo devemos confiar em Deus porque Ele nunca nos abandona e está connosco mesmo que só mais tarde consigamos entender isso.
São esses momentos que testam a nossa fé e nos levam a perceber até que ponto entregamos a nossa vida a Deus!
Madalena Nascimento, catequista
Junho 2011







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