23 dezembro 2016

Feliz Natal!


«Natal! Depois desse dia, sabemos que o Amor salvará o mundo». 
Raoul Follereau

Um Santo e Feliz Natal!



18 dezembro 2016

A 'Luz de Belém' na nossa comunidade


A Junta Regional de Évora do Corpo Nacional de Escutas (CNE) acolheu, dia 11, a cerimónia nacional de receção e partilha da ‘Luz da Paz de Belém’, acesa na Gruta da Natividade, que assinala o local do nascimento de Jesus.
Sem nunca se apagar durante o percurso, a luz chegou ao território nacional trazida da Áustria por quatro escuteiros portugueses, que tiveram à sua espera mais de 1300 escuteiros.
Em Portugal, a cerimónia nacional da Luz da Paz de Belém Portugal realiza-se “há apenas três anos” mas tem vindo a crescer, depois de ter aparecido “timidamente” em Braga.
Hoje, a Luz de Belém, chegou à nossa comunidade paroquial e cada um de nós pôde trazer esta Luz para a sua casa, desafiados assim a mantê-la acesa nesta quadra natalícia que tanto nos diz...




17 dezembro 2016

Quinta obra de Misericórdia Corporal: Visitar os enfermos


No passado sábado, dia 10, fizemos a nossa primeira visita deste advento aos doentes/idosos da nossa comunidade, acompanhando assim o nosso pároco. Temos feito destas visitas uma parte da nossa caminhada de Advento, desde há uns dois anos para cá. Com o apelo que a Igreja nos foi dando neste Ano da Misericórdia que acabamos de celebrar, sentimos ainda mais a necessidade de o fazer, não só pelos doentes mas também por cada um de nós, porque são sempre experiências marcantes para os mais novos e de extrema importância na caminhada cristã de cada um.




Na tarde deste sábado, dia 17, fizemos novas visitas e com novo grupo de catequizandos.
Para nos ajudar a saborear estes momentos únicos fica esta reflexão. Rezemos por todos estes idosos da nossa comunidade e por aqueles que cuidam deles dia após dia. Assim é viver em comunidade.





“…porque …enfermo me visitastes.”(Mt 25,36) ” 
Pobre da casa que não tem irmãs doentes! Deus muitas vezes, concede mais e grandes graças em consideração às almas sofredoras e afasta muitos castigos unicamente em consideração a elas.” (Diário de Santa Faustina 1268).

A obra de misericórdia corporal: Visitar os enfermos convida a estar presente junto aos doentes e idosos, tanto na assistência física, quanto lhes proporcionando um pouco de companhia. Nas Sagradas Escrituras, podemos ler: “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Job 29, 15). Muitas vezes o enfermo necessitará dos pés e das mãos dos outros e também do afecto, ternura e compreensão.  O melhor exemplo da Sagrada Escritura é o da parábola do Bom Samaritano que curou o ferido e, ao não poder continuar a cuidar dele directamente, confiou os cuidados que necessitava a outro em troca de pagamento (Lc 10, 30-37).

No dia em que sua mãe a repreendeu por manter em casa pobres e doentes, Santa Rosa de Lima lhe replicou: “Quando servimos aos pobres e doentes, servimos a Jesus. Não nos devemos cansar de ajudar o próximo, porque neles é a Jesus que servimos.”




É preciso superar a dificuldade de enxergar o invisível. O doente e o idoso transformam-se misteriosamente, por desígnio divino, em ícone de Jesus crucificado. Dizia Santa Faustina: “Naquele que sofre devemos ver Jesus crucificado, e não um parasita ou um peso para a congregação. A alma que sofre submetendo-se a vontade de Deus atrai mais bênçãos divinas para o convento, do que todas as almas que trabalham.”(Diário 1268). Isto também se aplica para as famílias. Os doentes, idosos e sofredores que em nossa casa, e sabem submeter sua indigência a Deus, atraem para toda a família muitas graças de conversão e libertação. Eis um bom motivo para cuidar bem deles.

Santa Faustina deixou um vasto testemunho espiritual sobre o sofrimento e a doença física, nem todos os doentes conseguem expressar tão bem os sentimentos profundos de solidão, indiferença, injustiça e humilhação que sofrem. Testemunha a Santa:

Hoje me senti mais doente, mas Jesus me deu neste dia mais possibilidade de me exercitar na virtude. Aconteceu que tive mais trabalho na minha obrigação. A irmã na cozinha demonstrou-me a sua insatisfação por me ter atrasado para o almoço, embora eu não pudesse vir mais cedo de maneira alguma. No entanto, passei a sentir-me tão mal que tive que pedir a Madre Superiora permissão para me deitar. Fui pedir a irmã N… que me substituísse na obrigação. De novo levei um “pito”: ‘Como é? A irmã já descansou tanto que de novo vai deitar? Que tanto fica deitada!’ – Ouvi tudo isso, mais ainda não era tudo; precisava ainda pedir à irmã que estava cuidando das doentes para me trazer comida. Quando lhe falei disso, saiu correndo atrás de mim da capela para o corredor para poder dizer o que estava sentindo – ‘Por que a irmã vai se deitar? – e assim por diante … disse-lhe então que nada mais me levasse. Escrevo isso bem resumido, porque não tenho a intenção de escrever sobre essas coisas, mas o faço para que não se proceda assim com um doente, porque isso não agrada o Senhor. (Diário 1268)


Intenção de oração:

Rezemos pelas pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este!

Oração:

Senhor, ensina-me a tornar-me as mãos e os pés dos que sofrem fisicamente e estão perto de mim, ajuda-me a compreendê-los em seus delírios, exigências e fragilidades, dá-me o Teu coração misericordioso. Obrigada Senhor. Amém




30 novembro 2016

Recoleção para Catequistas

 


Dia de Recoleção para Catequistas do Arciprestado da Póvoa de Lanhoso.

Há dias extraordinários! Há dias cheios! Há dias de recoleção espiritual!
E, no passado sábado dia 26 de novembro de 2016 vivemos um dia assim: extraordinário, cheio…de recoleção espiritual! Um dia cheio de oração, reflexão, bênção e partilha. Este dia foi vivido, conjuntamente com outros catequistas do Arciprestado da Póvoa de Lanhoso - que acederam ao convite feito pela ECA, para a vivência de um dia a contemplar o "Rosto da Misericórdia". A Obra do Amor Divino, em Travassos (Paróquia da Póvoa de Lanhoso) foi o local eleito para este retiro, orientado pelo Pe. Rui Sousa que após a oração da manhã, nos desafiou a “Procurar o Rosto de Misericórdia”, em momento de reflexão. Desafio aceite. “E se não O encontrar?”- este foi o segundo momento de reflexão proposto às dezenas de catequistas, que perante a serenidade das palavras do Pe. Rui, e na medida do possível, refletia sobre “O que espera Deus de mim?”. Tivemos efetivamente um programa cheio e vivemos um dia marcante. Marcante também pela intervenção calorosa do Pe. João Torres, que nos falou sobre a Pastoral Prisional de Braga e sobre o trabalho voluntário que é feito com os reclusos de Braga e de Guimarães. No entender do Pe. João, a Igreja Católica tem um papel primordial na prevenção da criminalidade, assim como no apoio a quem regressa à liberdade. 
Efetivamente, e como afirmava o Pe. João, “os reclusos são pessoas”. São pessoas que têm (na maioria) família: esposa, filhos, pais, irmãos, tios, avós. Têm uma família para os acolher, quando regressarem à liberdade. Ou deviam ter! Há também quem apenas tenha a rua como acolhedora. É por isso que temos que ser Igreja, temos quer ser caridosos, e por isso podemos “abraçar” um dos projetos promovidos pela Pastoral Prisional de Braga, sob a coordenação do Pe. João. De entre os vários projetos, apresentados pelo Pe. João, um dos que neste momento evidencia maior necessidade é o da DVDTeca - recolha de dvds para visualização de filmes, onde se proporcionam momentos diferentes em dias iguais, àqueles que, em algum momento falharam, mas que não deixam de ter direito à dignidade da pessoa humana. E, para aqueles que não têm visitas nem apoio, podemos minimizar o impacto negativo do comportamento da sociedade, oferecendo produtos de higiene pessoal. Deste modo, podem ser entregues na Pastoral Prisional de Braga, produtos como: sabonetes, gel de banho, shampoo, escovas para lavar os dentes, pastas dentífricas, pomada de barbear e lâminas para cortar a barba, entre outros. Tivemos assim, a oportunidade de renovar o olhar que deve ser tido sobre quem mais precisa! 


A oração pessoal foi marcando o dia, sempre sob a orientação do Pe. Rui, e sob o silêncio exemplar da presença de cada um com a presença de Deus. “Fé em Deus; Caridade com os outros e Esperança em nós”, foram também palavras proferidas pelo Pe. Rui e muito significativas para o ouvido de um cristão. “Pôr gosto naquilo que fazemos!” – foi também uma expressão muito usada pelo Pe. Rui, para nos mostrar que efetivamente, nem sempre fazemos o que gostamos, tendo até que fazer muitas vezes o que não gostamos. Mas um cristão faz…especialmente se puser gosto no que faz. “Fazei o que Ele vos disser” – Foi a frase bíblica que o Pe. Rui escolheu, para o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, que se viveu naquela tarde. Foi um dia marcante, com momentos marcantes para a vida de um catequista, percebendo assim que fomos abençoados pela proximidade de quem às vezes perto, está longe. Obrigada ao Pe. Rui Sousa e aos seminaristas (Joel e Filipe) que o acompanharam. Obrigada ao Pe. João Torres. Obrigada à Equipa de Coordenação da Catequese da Póvoa de Lanhoso (EA). Obrigada a Deus. Foi um dia cheio de bênçãos, que terminou com um lanche para confraternização dos vários catequistas.


Paula Antunes, catequista
Novembro 2016


10 novembro 2016

Sagrado Lausperene em Stª Maria de Rendufinho | 2016

O material encontra-o AQUI!

Hora Santa e recolhimento com a bênção do Santíssimo na noite de sábado

Preparação e Oração de Vésperas


Eucaristia de Encerramento...

... com a bênção do Santíssimo



09 outubro 2016

Festa do Acolhimento 2016/2017

O guião encontra-o AQUI!


Depois de vivermos a celebração do compromisso dos catequistas no passado dia 2 de outubro, hoje, dia 9 de Outubro, celebramos a Festa do Acolhimento das crianças que este ano dão início a uma nova etapa das suas vidas - a sua caminhada catequética.
Pais, catequistas e toda a comunidade paroquial assumiram o compromisso na educação da Fé destas crianças. Desafio esse iluminado pela graça de vivermos este ano pastoral como o Ano Mariano.



Senhor nosso Deus,
que amais a inocência e a pureza,
dirigi estas crianças pelos vossos caminhos,
assisti aos pais na sua missão de primeiros educadores da fé,
e fazei descer a Vossa graça sobre os catequistas.
Amen.




Oração dos pais pelos filhos

Senhor, Pai todo – poderoso, nós Vos damos graças
por nos terdes dado os nossos filhos.
São uma alegria para nós, e as preocupações,
temores e fadigas que nos trazem,
aceitamo-las com serenidade.
Ajudai-nos a amá-los sinceramente.
Através de nós destes-lhes a vida,
mas desde toda a eternidade Vós os conhecíeis
e amáveis.
Dai-nos a sabedoria para os guiar,
paciência para os instruir,
vigilância para os acostumar ao bem,
com o nosso testemunho…
Fortalecei o nosso amor para os corrigir
e os tornar melhores.
Por vezes é difícil compreendê-los,
sermos como eles nos desejam
e ajudá-los a caminhar!
Ensinai-nos Vós, Pai misericordioso,
pelos méritos de Jesus Cristo, Vosso Filho
e nosso Senhor. Ámen.



04 outubro 2016

Catequese de Rendufinho em Roma

Basílica de São Pedro, Vaticano

Nosso pároco Pe. Salvador e a nossa catequista Paula Antunes

Na cidade eterna, envoltos por milhares de outros catequistas de todo o mundo, a Catequese de Rendufinho fez-se presente no XXVI domingo do tempo comum, no Jubileu Extraordinário da Misericórdia – O Jubileu dos Catequistas. Com a sua característica serenidade, o Santo Padre iniciou a celebração da Santa Missa proferindo estas palavras: “No dia no qual celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, também nós somos chamados a morrer para o pecado, para ressurgirmos para uma vida nova”. Durante a homilia, e dirigindo-se aos catequistas disse ainda: “Neste Jubileu dos Catequistas, pede-se-nos para não nos cansarmos de colocar em primeiro lugar o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou. Não há conteúdos mais importantes, nada é mais firme e atual. (…)  Somos chamados continuamente a viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: “Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. Dá-Lhe lugar: apesar das deceções e feridas da vida, deixa-Lhe a possibilidade de te amar. Não te dececionará”. (…) Porque o Senhor não é uma ideia, mas uma Pessoa viva: a sua mensagem comunica-se através do testemunho simples e verdadeiro, da escuta e acolhimento, da alegria que se irradia”. 
Que o Senhor nos dê a graça de sermos alegres! “Não se fala bem de Jesus, quando nos mostramos tristes”. 
Que o Senhor nos dê a graça de comunicar através da vivência do nosso dia-a-dia! “A mundanidade é como um buraco negro que engole o bem, que apaga o amor, que absorve tudo no próprio eu”. 
Que o Senhor nos dê a graça de fazer história! “Quem vive para si mesmo, não faz história”
Vivamos por isso em comunidade, e com o coração aberto para dar e anunciar a esperança de Jesus. 
Saibamos olhar para além do mal e dos problemas – saibamos olhar longe! 
E, saibamos olhar perto - atendamos ao próximo e às suas necessidades!

Museu do Vaticano 

De acordo ainda com as palavras do Papa Francisco, (…) somos chamados a inquietar-nos, a encontrar formas de os atender e ajudar (…). “O tempo gasto a socorrer os outros é tempo dado a Jesus, é amor que permanece (…)”. “Que o Senhor nos dê a graça de sermos renovados cada dia pela alegria do primeiro anúncio: Jesus morto e ressuscitado, ama-nos pessoalmente!” 
Celebrar juntos, este jubileu de catequistas, foi também a graça concedida a alguns párocos do arciprestado da Póvoa de Lanhoso, de entre os quais esteve o nosso Pároco – Pe. Salvador Mota. 
Momentos muito intensos foram vividos na Praça de S. Pedro, com a presença calorosa do Santo Padre, que nas suas palavras finais, proferiu especial saudação aos catequistas: “Obrigado pelo vosso empenho na Igreja, a serviço da evangelização. Na transmissão da Fé! Que a Nossa Srª vos ajude a perseverar no caminho da Fé e a testemunharem com a vida o que transmitem com a catequese”.
Por ocasião deste Jubileu, tivemos ainda a possibilidade feliz, de entrar na Porta Santa, de visitar o túmulo do Papa João Paulo II na Basílica de S. Pedro, de visitar o museu do Vaticano e a Capela Sistina, a Basílica de Santa Maria Maior (a maior Igreja Mariana em Roma) e a Arquibasílica Papal de S. João de Latrão (catedral da Diocese de Roma – “mãe” de todas as igrejas do mundo). Subimos os degraus da Escada Santa e visitamos a Basílica de São Paulo Fora de Muros (onde se encontra o túmulo de São Paulo debaixo do altar-mor da Basílica).

Basílica de Stª Maria Maior, Roma

Escada Santa, Roma

Não há palavras que resumam numa descrição simples, tamanho sentimento vivido nestes dias de Jubileu. Pode resumir-se no entanto, o pedido feito pelo Papa Francisco na homilia do dia 25 de setembro de 2016, em que chama à atenção nas palavras, para esta centralidade da mensagem do primeiro anúncio de Jesus Cristo que ressuscitou, e para que não nos cansemos de colocar em primeiro lugar, o anúncio principal da Fé. 

Paula Antunes, catequista
Outubro 2016



02 outubro 2016

Compromisso e Envio dos Catequistas 2016/2017

O guião encontra-o AQUI!


"Recomeçar sempre de Cristo!"

Assim recomeçamos mais um Ano Pastoral, conscientes de que fomos "chamadas por Deus à Vida para fazer uma experiência de Amor e comunhão", e assumindo neste dia 2 de Outubro, "diante do Senhor, e de todos os presentes" o compromisso de sermos fiéis ao projecto de Deus, na medida das nossas possibilidades, e a transmitir o Evangelho aos catequizandos que a comunidade nos confia. 
Sabemos que não estamos sós para assumir esta responsabilidade, "contamos com a ajuda do Espírito Santo, a presença de Jesus, a ternura do Pai e a atenção materna da nossa comunidade paroquial"
Que o Deus Trindade faça de nós um canal do seu Amor e da sua Palavra e, que neste Ano Mariano, sejamos esse rosto materno de Deus junto daqueles com quem nos cruzamos nesta tão nobre missão.









10 setembro 2016

Cumprimenta Jesus direito, menino!


Igreja Paroquial de Fátima

Um sujeito entra na casa de um amigo e, sem cumprimentá-lo, vai directo acomodar o seu traseiro no sofá. Sem noção, não? Agora imagina se esse amigo for, tipo assim… DEUS. Se é inaceitável abrir mão das normas básicas de civilidade debaixo do tecto de um mero mortal, considera a gravidade de estar no templo do Senhor sem Lhe prestar a devida reverência!
Infelizmente, não é raro ver católicos entrarem nas igrejas ignorando a Presença do Dono da Casa. Também podemos observar que muitas pessoas que deveriam ser as primeiras a dar o exemplo – como os pais, os catequistas, sacristão, acólitos, etc. – passam frequentemente diante do altar e do Santíssimo sem se curvarem ou se ajoelharem.

Que fique bem claro: esta não é uma abordagem moralista sobre etiqueta religiosa. Falamos aqui sobre um problema de fé. Afinal, reconheces ou não que a Hóstia Consagrada que está no interior do sacrário é o Corpo do Deus Vivo? Se a resposta for sim, nota o quanto é absurdo passar diante do sacrário “habitado” como quem passa na frente de uma porta inanimada. Um fiel que realmente crê na Eucaristia jamais poderia ser capaz de uma distracção dessas.

Pensa como o Senhor deve se sentir ao ser solenemente ignorado por aqueles que dizem estar ali no templo para adorá-Lo… Poupemos Jesus deste tipo de ofensa, que é tão fácil de ser evitada.
Além de desprezar o Santíssimo no sacrário, muitos fiéis ainda ignoram a dignidade do altar. Poucos são aqueles que tomam o cuidado de se curvar todas as vezes que passam diante dele, e tem gente que acha que o santo altar é como o balcão da padaria da esquina: apoiam os cotovelos quando estão cansados e colocam sobre ele sacolas, bolsas e outros objectos nada litúrgicos.

Se passares cem vezes diante do altar, deves curvar-te levemente diante dele nessas cem vezes. Exagero? De modo algum! Quando entendemos o que é o altar (que está looooonge de ser uma mesa qualquer), percebemos facilmente que não podemos agir de outro modo.

Sobre o santo altar, em cada missa, é renovado o sacrifício de Jesus, que aceitou sofrer e morrer para que nós pudéssemos ter uma vida boa, uma vida cheia de sentido e de esperança. É o altar que ampara o Corpo e o Sangue do Cordeiro Imolado, e por isso é comparável, em sacralidade, ao solo onde foi fincada a cruz de Cristo

Então, basicamente, devemos ter as seguintes posturas nas igrejas: 
ao entrar na igreja, precisamos…
  • curvar-nos levemente para reverenciar o altar, caso o Santíssimo (o sacrário com as Hóstias Consagradas) esteja numa capela lateral; 
  • dobrar um dos joelhos até ao chão, caso o Santíssimo habitado esteja no altar (indicado pela luz vermelha acesa); 

ao passar diante do altar (para cruzar o templo de um lado para o outro, por exemplo), devemos curvar-nos levemente;
ao passar diante do Santíssimo no sacrário, devemos dobrar um dos joelhos até ao chão;
ao vermo-nos diante da Hóstia Consagrada exposta num ostensório, devemos nos ajoelhar para cumprimentar o Senhor. Depois, podemos nos sentar. 
Há uma história bem conhecida de Padre Pio, que certa vez teve a visão de uma alma do Purgatório. Tratava-se de um frade que havia morrido ali naquele convento e que, quando vivo, tinha a tarefa de limpar o altar. Porém, enquanto realizava o seu trabalho, o homem não reverenciava a Jesus Sacramentado em nenhuma das vezes em que passava frente ao altar. No dia seguinte, o Padre Pio, então, rezou uma missa para que aquela alma pudesse finalmente descansar.
Por isso, a não ser que sofras de alguma doença nas juntas, sê um cristão educado e curva-te/ajoelha-te com carinho diante do altar e do Santíssimo. Ou então correrás o risco de passar uma boa temporada ajoelhado no milho, lá no Purgatório!


in ocatequista.com.br


21 agosto 2016

Objectos Litúrgicos


Cálice
Usado por Jesus na última Ceia, o cálice é um dos mais importantes objectos usados. Destina-se a receber o sangue de Jesus, sob a espécie do vinho. Os Cálices e outros Vasos Sagrados destinados a receber o Corpo e o Sangue de Cristo, tenham copa feita de matéria que não absorva líquidos, quebrem nem se alterem facilmente.

Patena
É um pequeno prato bem raso. Sobre ele se coloca a hóstia usada pelo celebrante.

Corporal
Uma toalha branca quadrada de linho e engomada. Chama-se corporal porque sobre ela se coloca o Corpo do Senhor que estão na píxide e no cálice. É estendido pelo Sacerdote ou Diácono no centro do altar. Sobre ele ficarão as hóstias que serão consagradas.

Galhetas
São duas jarrinhas de vidro que ficam sobre o altar. Numa vai a água e na outra o vinho ainda não consagrado.

Hóstia
Feitas de trigo puro sem fermento. Para os católicos depois da consagração são o Corpo de Jesus. A hóstia magna para o sacerdote é apenas para que possa ser vista de longe no momento da elevação. As pequenas são para a comunhão dos fiéis. Já estão fracionadas por praticidade e para que não se perca nenhum fragmento

Lavabo (Bacia e Jarra)
Ato de lavar as mãos. Na missa, o lavabo se dá após a apresentação das ofertas. Além disso, o lavabo ocorre quando o sacerdote tem necessidade de lavar as mãos, por ocasião do lava-pés, imposição das cinzas, unção das mãos do neo sacerdote e também após a unção com óleo do crisma.

Manustérgio
Vem da palavra latina Manus que quer dizer mão. Uma toalha usada para enxugar as mãos dos ministros e sacerdotes durante a Missa.

Pala
Um quadrado de cartolina revestido de tecido branco e serve para cobrir o cálice para não cair impurezas durante a Missa

Sanguíneo
Uma "tira" ou toalha feita de linho segundo a Conferência Episcopal um pouco mais comprida branca. Serve para enxugar o interior do cálice e da píxide. E também limpar a borda caso escorra. Nele o sacerdote enxuga os dedos e os lábios.

Vela
A chama da vela significa a luz da Fé de todos os que estão presentes ali.


09 julho 2016

Encerramento da Catequese | 2016

No passado sábado, dia 2, demos por encerrado mais um ano de catequese. Reservamos a tarde para celebrar mais uma etapa vivida por todos nós.
Iniciamos com a Eucaristia às 16h, projectando no final imagens das actividades realizadas ao longo do ano, e que já partilhamos na nossa página do Facebook.
De seguida partimos para a aventura da "Caça ao Tesouro" onde, num pequeno percurso, fomos descobrindo um pouco mais desse Tesouro que faz parte das nossas vidas, que é Jesus.
Terminamos a tarde pelas 20h com um lanche/convívio.
Fica aqui a nossa partilha...

Eucaristia



"Caça ao Tesouro"



Lanche/convívio


Foto do grupo com os elementos que ficaram até ao final

11 junho 2016

Peregrinação das Crianças a Fátima | 2016

«Todos temos um lugar especial no coração de Deus», disse o bispo de Bragança-Miranda

D. José Cordeiro presidiu à Eucaristia da 38ª Peregrinação das Crianças esta manhã no Santuário de Fátima

Cerca de 35 mil crianças participaram hoje na celebração de encerramento da 38ª Peregrinação nacional a Fátima, presidida este ano por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.
«Cada um de nós tem um lugar muito especial no coração de Deus. Ele faz uma festa quando um filho se arrepende e volta para a casa do amor na família, o lugar dos afetos e o santuário da vida», disse o prelado, na homília da celebração, que decorreu num contexto de cor e festa com a presença dos mais novos na Cova da Iria.
D. José Cordeiro observou que «as crianças são inseparáveis da Mensagem de Fátima».
«O Francisco, a Jacinta e a Lúcia, vendo as guerras e os sofrimentos do mundo, escutando a voz do Anjo, dialogando com Maria, ensinam-nos uma forma muito simples de ajudar Deus a ficar mais contente ainda connosco – a oração, os sacríficos, o perdão, a adoração e as boas ações», explicou.
O bispo de Bragança-Miranda recordou que o 10 de junho assinala também a «memória do Anjo da guarda de Portugal».

Oração do terço e Eucaristia

«É uma festa antiga, mas ganhou maior importância a partir das aparições aqui em Fátima. Todos sabem a oração do Anjo da guarda?», perguntou aos presentes.
«Jesus quer contar connosco para que esta festa com Deus seja muito, muito alegre e feliz», e para isso D. José Cordeiro sugeriu: «tragam para a festa de Jesus todos os que ainda não conhecem este Deus alegre, rico de misericórdia, e que está tão contente connosco».
«Estamos a viver uma festa cheia de encanto e beleza que se espelha na alegria dos vossos rostos e no colorido dos vossos bonés e das vossas t-shirts” disse, por seu lado, o bispo de Leiria-Fátima.
Dirigindo-se a uma assembleia animada, no final da celebração em que agradeceu a presidência «do bispo mais novo de Portugal», D. António Marto lembrou que este colorido é um «sinal exterior de uma festa maior que aconteceu no interior de cada um».
«Vós sois a verdadeira festa porque é Deus que quer fazer festa convosco e que reconhece as vossas boas ações e sacrifícios», disse o prelado de Leiria-Fátima.
«Sois um espetáculo! Abraço-vos a todos com o meu coração!», disse ainda.

Eucaristia no recinto e um olá ao nosso pároco que passava junto de nós

A celebração começou com um gesto simbólico durante o ato penitencial em que foram lançados e rebentados alguns balões pretos e brancos, seguindo-se depois uma largada de balões com mensagens reunidas durante o mês de maio.
No itinerário catequético de preparação para este encontro foi pedido às crianças que «fizessem algo que deixasse Deus contente», como rezar, fazer um sacrifício ou uma boa ação, perdoar, acolher, adorar, e essa ação deveria ser registada e colocada dentro de uma caixa, que «hoje foi enviada para o Céu».
No final da celebração e depois de ter sido distribuído um balão e um puzzle a cada criança com a mensagem do Anjo aos Pastorinhos, foram lançados mais de 3 mil balões coloridos.
Nesta celebração participaram mais de 220 mil pessoas. Concelebraram 15 bispos e 160 sacerdotes.


Fotos: Catequese de Rendufinho
Notícia: Santuário de Fátima


O primeiro momento do dia foi visitar os túmulos dos pastorinhos na basílica de Nossa Senhora do Rosário 

Momentos antes de iniciar a grande celebração, o que deu para uma pequena entrevista.

Eucaristia no recinto e a bênção do bispo de Leiria-Fátima ao passar por nós no cortejo final

Eucaristia no recinto

Hora de almoço 
Ligeira passagem pelo local onde Nossa Senhora apareceu no dia 19 de agosto. única vez que a aparição de Maria ocorreu fora da Cova de Iria e sim nos Valinhos, e sem ser no dia 13.

Visita à Loca do Cabeço onde ocorreram a 1ª e 3ª aparições do Anjo aos pastorinhos em 1916. Aqui o Anjo ensina às três crianças a oração "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente..."

Visita aos Valinhos

Poço onde ocorreu a 2ª aparição do Anjo aos Pastorinhos em 1916

Casa da Ir. Lúcia. Em destaque o quarto onde ela dormia mais uma irmã.

Casa de Francisco e Jacinta. Este é o quarto onde Francisco faleceu.

Visita à igreja paroquial de Fátima.

Interior da igreja paroquial. Aí vimos o sacrário onde Francisco rezava ao Jesus escondido e a Pia Baptismal onde os três pastorinhos foram baptizados.