29 agosto 2018

A Celebração do Sacramento da Reconciliação


Aumentam, dia após dia, as dificuldades relativas à vivência do Sacramento da Reconciliação (confissão ou penitência). O crescimento de uma concepção individualista de responsabilidade pessoal, a imagem de Deus que está introjetada por certos tipos de catequese, o afrouxamento ou quase extinção da noção de pecado por parte de sectores da sociedade, o deslocamento da religião cada vez mais para o foro íntimo e privado, certa crise de autoridade e credibilidade que se abate sobre a Igreja enquanto instituição, além de sérias dificuldades históricas já vividas pela teologia penitencial, são algumas das causas que geram resistência e questionamentos quanto a esse sacramento.

Em se tratando da sua celebração litúrgica, quase sempre ela é reduzida a um encontro pessoal do penitente com seu confessor, o padre, a não ser as raras celebrações comunitárias da Reconciliação. Ainda que suas modalidades de celebração não modifiquem nem comprometam sua validade, não há sombra de dúvidas que, quando celebrada comunitariamente, aparecem, de modo mais claro, suas dimensões de vida nova, cura, libertação, renovação da vida cristã, alegria pela misericórdia divina, louvor, festa, gratidão pelo amor de Cristo manifesto até o extremo da cruz, etc.

Por ser um sacramento cercado de tabus e questionamentos, não obstante sua beleza e rico sentido espiritual e vivencial, muitas vezes ele é celebrado num clima de medo e nervosismo, sobretudo quando da primeira vez, quase sempre às vésperas da Primeira Eucaristia. É comum, em nossas comunidades, vermos crianças aflitas, nas longas filas, à espera da sua primeira confissão, decorando o “ato de contrição” e contando nos dedos os pecados, um a um, inúmeras vezes, para não deixarem nenhum para trás!

Espera-se que, com o tempo e a prática, a participação nesse sacramento seja feita de modo mais tranquilo e frutuoso, sem as afectações próprias das primeiras experiências, até porque um primeiro contacto com o confessor, sinal e mediador da bondade e da providência de Deus, pode ser um excelente estímulo para a valorização dessa experiência de cura, como a caracteriza a Igreja.

Será que há alternativas quanto à celebração desse importante sacramento? O que podemos fazer para deixá-lo menos “sofrível” por parte de nossos catequizandos e de nossos padres?

Na edição anterior, trazíamos os seguintes questionamentos a respeito da celebração do Sacramento da Reconciliação: será que há alternativas quanto à celebração desse importante sacramento? O que podemos fazer para deixá-lo menos “sofrível” por parte de nossos catequizandos e de nossos padres?

Valorizar o Sacramento da Reconciliação em si mesmo

Um primeiro passo necessário é valorizar o Sacramento da Reconciliação em si mesmo, tirando-o da sombra do Sacramento da Eucaristia. Isso exige um longo trabalho da conscientização, não somente dos catequizandos, mas de todo cristão, de que o Sacramento da Penitência tem sua eficácia e frutos próprios, mesmo sem a Eucaristia. Explicando melhor: costumamos vincular necessariamente um ao outro, quando passamos a ideia de que “temos que fazer a confissão para comungar”, como se ouve sempre, inclusive na catequese. Assim, passa-se a ideia de que o Sacramento da Reconciliação só existe por causa da comunhão eucarística. No entanto, se a comunhão eucarística tem como condição a comunhão plena com Deus e com os irmãos - o que a confissão sacramental pode garantir - é fato que o Sacramento da Reconciliação também pode e deve ser buscado, mesmo se a pessoa ainda não participa da comunhão eucarística.

Os frutos do Sacramento da Reconciliação

Mas, quais seriam esses frutos próprios do Sacramento da Reconciliação? Certamente, ele é muito mais que um “descarrego” de pecados. É um exercício de conversão contínua, um exame permanente de nossas posturas e comportamentos, que leva a uma vida cada vez mais sintonizada com o projecto de Deus. O convite à reconciliação faz crescer a consciência do quanto ferimos a amizade, o amor e a comunhão com Deus, sobretudo quando falhamos no amor ao nosso semelhante. A vivência desse sacramento liberta para uma vida mais feliz, equilibra a relação com Deus, que passa a ser pautada pelo amor, e não pelo medo. Faz-nos perceber o quanto somos frágeis e também o quanto isso não nos torna menores diante de Deus, mas nos impulsiona a uma superação constante das próprias limitações.

Quem frequentemente busca a confissão, sem escrúpulos e sem temores descabidos, vai descobrindo lentamente a sábia pedagogia de Deus, que nos conduz ao seu amor, entre tropeços e quedas tão comuns ao nosso ser criatural. Refina a visão crítica de si mesmo, ao mesmo tempo que aprende a ser tolerante consigo e com o próximo. Sobretudo, insere sua vida no mistério salvífico da cruz do Senhor, que a todos resgata na sua imensa misericórdia.

Pe. Vanildo Paiva
Especialista em Catequese e Liturgia
in Catequese Hoje







26 agosto 2018

A vocação e a pessoa do Catequista

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” 
(João 15,16)


Vocação é um chamado que Deus faz a cada pessoa. Ele tem um projeto de construção de seu Reino e necessita de colaboradores. A resposta a esse chamado se dá através da missão assumida. A própria Sagrada Escritura traz alguns textos que narram a experiência de pessoas que foram tocadas pelos apelos da vida, dos acontecimentos da história e responderam ao chamado de Deus.
Abraão foi chamado a sair de si mesmo para construir um mundo melhor. Deus o chamou para liderar o projeto da formação do seu povo. Moisés foi chamado para animar e libertar o povo escravizado. Jonas foi chamado para converter uma cidade. João Batista recebeu a missão de preparar a vinda do Senhor. Os apóstolos foram chamados, pelo próprio Jesus, para a propagação do Reino. Maria foi chamada para cooperar no plano salvífico de Deus.

A vocação catequética não é diferente. É um chamado que Deus faz às pessoas que se comprometem com o trabalho de construção do seu Reino. Um chamado a sair de si mesmo e ir ao encontro do outro, fazendo-o se encantar por Jesus Cristo e sua proposta de vida plena. O catequista é alguém que recebeu o chamado para exercer este ministério. É um passo a mais no seguimento e no testemunho a Jesus Cristo.
A vocação do catequista se revela com o atendimento a esse chamado para assumir, verdadeiramente, o batismo e anunciar, com alegria, o Reino de Deus. É chamado a refletir em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus e seu projeto. “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça; transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.”(DA 18). Desta forma, o catequista é alguém chamado a conhecer Jesus Cristo, amá-lo e levar sua mensagem a todos por meio do testemunho de vida.

A missão do catequista é atrair as pessoas ao seguimento de Jesus e fazer experiência do amor de Deus. Portanto é uma pessoa escolhida por Deus, através da Igreja e, por ela, encarregada para ser sinal-instrumento eficaz, para transmitir, com a própria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino de Deus que se revelou plenamente em Jesus Cristo.
Diante desse chamado para ser encantador de pessoas por Jesus, o catequista precisa ser uma pessoa que ama e se sente realizada; pessoa de maturidade humana e de equilíbrio psicológico; pessoa de espiritualidade, que deseja crescer na santidade; que alimenta sua vida na força do Espírito Santo, para transmitir a mensagem com coragem, com entusiasmo e ardor; que se nutre da Palavra de Deus, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana.
O catequista é pessoa que descobre o rosto de Deus nas pessoas, nos pobres, na comunidade, no gesto de justiça e de partilha e nas realidades do mundo. É pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente. “Olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo” (DGC 16).
O catequista é ainda uma pessoa em processo de crescimento e de aprendizado, desde a infância até a velhice. É alguém que sabe que não basta boa vontade: é preciso atualização. É pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão e cultivar amizades; pessoa capaz de conviver e de fazer a experiência da partilha em comunidade.
Ser catequista é assumir a missão de Jesus Cristo, ser verdadeiramente outro Cristo, ser sinal visível de Deus, fazer ressoar a Palavra de Deus por meio da vida e dos ensinamentos. Ser catequista é ser Igreja, assumir a identidade de Igreja e testemunhar a graça e o amor de Deus em comunhão com a Igreja, Sacramento de salvação.
Assim, para desempenhar bem este bonito ministério e exercer bem a missão, o catequista deve ser pessoa simples, capaz de receber a todos. Deve ser pessoa atenciosa e sensível para escutar conforme as necessidades de cada catequizando; disponível para o serviço; pessoa de fé e de bons exemplos; autêntica e honesta consigo mesma e com os outros. Deve ser ponto de união e de comunhão; um animador que leve a comunidade a crescer no caminho de Jesus Cristo.



Pe. Almerindo da Silveira Barbosa
Comissão Bíblico-Catequética da Diocese de Luz-MG
in Catequese Hoje



25 agosto 2018

Cinco dicas para preparar a Reunião de Pais


1 - Aviso de Recepção.

A boa comunicação parte de algumas bases, uma delas é ter alguma forma de verificar se a mensagem é recebida. Não se trata de ter papéis extensos para os pais assinarem, uma simples rubrica num destacável e uma informação breve (local, hora e tema de reunião) basta.
Bem sei que os resultados são discutíveis, mas parece-me importante existir este cuidado. Isto nunca irá dispensar um telefonema aos pais, se assim o entender. O importante está em procurar ferramentas adequadas.

2 - Escolher um tema.

Escolher os tópicos de discussão. Mesmo que seja apenas para uma simples conversa.
“Como é importante a necessidade do exemplo do adulto cristão para a formação da identidade da criança.” 

3 - Ter um ponto de partida.

Tal como num encontro de catequese, o ponto de partida pode e deve provocar/evocar a experiência das pessoas. Para quê? Para promover “faísca” na reunião, independentemente se o fazes com um esquema ou um vídeo do youtube.
“ Chamada à realidade para a catequese como resposta à vontade dos pais em procurar a comunidade, e não o contrário. ”

4 - Pelo menos, uma dinâmica.

Os pais precisam ter voz activa na reunião  (Eu disse, eu faço, eu sinto-me bem, eu sou importante) Só assim irão querer estar por inteiro e partilhar contigo as suas ideias, as suas experiências.
“Para só então tentar perceber onde está a inspiração de Deus para eles, pois antes mesmo deles (pais) já ele sonhava os seus filhos e preparava para eles uma caminhada de fé.”

5 - Algo+.
Compromisso ou simples síntese. Algo concreto deve ficar. Desafia os pais do teu grupo a estarem mais presentes, nem que seja só para irem à missa com os seus filhos... Pelo “exemplo” deles a criança irá crescer para se tornar no adulto cristão de amanhã.


Fonte: Procatequista


22 agosto 2018

Catequese sobre os Mandamentos #06


Continuemos as catequeses sobre os mandamentos, e hoje abordemos o mandamento «Não pronunciarás em vão o nome do Senhor, teu Deus» (Êx 20, 7). Lemos justamente esta Palavra como o convite a não ofender o nome de Deus e a evitar usá-lo inoportunamente. Este claro significado prepara-nos para aprofundar ulteriormente estas palavras preciosas, para não usar o nome de Deus em vão, inoportunamente.
Ouçamo-las melhor. A versão «Não pronunciarás» traduz uma expressão que significa literalmente, tanto em hebraico como em grego, «não assumirás, não te responsabilizarás».
A expressão «em vão» é mais clara e quer dizer: «debalde, inutilmente». Faz referência a uma embalagem vazia, a uma forma sem conteúdo. É a caraterística da hipocrisia, do formalismo e da mentira, do uso das palavras ou do nome de Deus em vão, sem verdade.
Na Bíblia, o nome é a verdade íntima das coisas e sobretudo das pessoas. O nome representa muitas vezes a missão. Por exemplo, Abraão no Génesis (cf. 17, 5) e Simão Pedro nos Evangelhos (cf. Jo 1, 42) recebem um nome novo para indicar a mudança no rumo da sua vida. E conhecer verdadeiramente o nome de Deus leva à transformação da própria vida: a partir do momento em que Moisés conhece o nome de Deus, a sua história muda (cf. Êx 3, 13-15).
Nos ritos judaicos, o nome de Deus é proclamado solenemente no Dia do Grande Perdão, e o povo é perdoado porque por meio do nome se entra em contacto com a vida do próprio Deus, que é misericórdia.
Então, “tomar sobre si o nome de Deus” quer dizer assumir sobre nós a sua realidade, entrar num relacionamento forte, numa relação íntima com Ele. Para nós, cristãos, este mandamento é a exortação a recordar-nos que somos batizados «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», como afirmamos cada vez que fazemos sobre nós o sinal da cruz, para viver as nossas ações quotidianas em comunhão sentida e real com Deus, ou seja, no seu amor. E sobre isto, de fazer o sinal da cruz, gostaria de repetir mais uma vez: ensinai as crianças a fazer o sinal da cruz. Vistes como as crianças o fazem? Se disserdes às crianças: “Fazei o sinal da cruz”, fazem algo que não sabem o que é. Não sabem fazer o sinal da cruz! Ensinai-as a fazer o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O primeiro ato de fé de uma criança. Dever para vós, tarefa a cumprir: ensinar as crianças a fazer o sinal da cruz.
Podemos interrogar-nos: é possível tomar sobre si o nome de Deus de maneira hipócrita, como uma formalidade, em vão? Infelizmente, a resposta é positiva: sim, é possível. Pode-se viver uma relação falsa com Deus. Jesus dizia-o referindo-se àqueles doutores da lei; eles faziam coisas, mas não cumpriam o que Deus queria. Falavam de Deus, mas não faziam a vontade de Deus. E o conselho que Jesus dá é: “Fazei aquilo que eles dizem, mas não o que eles fazem”. Pode-se viver uma relação falsa com Deus, como aquelas pessoas. E esta Palavra do Decálogo é precisamente o convite a uma relação com Deus que não seja falsa, sem hipocrisias, a uma relação em que nos confiamos a Ele com tudo o que somos. No fundo, enquanto não arriscarmos a existência pelo Senhor, tocando com a mão o facto de que nele se encontra a vida, faremos unicamente teorias.
Este é o cristianismo que sensibiliza os corações. Por que são os santos capazes de sensibilizar os corações? Porque os santos não só falam, movem! O nosso coração comove-se, quando uma pessoa santa nos fala, nos diz coisas. E são capazes, porque nos santos vemos aquilo que o nosso coração deseja profundamente: autenticidade, relacionamentos autênticos, radicalidade. E isto vê-se também naqueles “santos da porta ao lado” que são, por exemplo, os numerosos pais que dão aos filhos o exemplo de uma vida coerente, simples, honesta e generosa.
Se multiplicarmos os cristãos que assumem o nome de Deus sem falsidades — praticando assim o primeiro pedido do Pai-Nosso, «santificado seja o vosso nome» — o anúncio da Igreja é mais ouvido e resulta mais credível. Se a nossa vida concreta manifestar o nome de Deus, vê-se quanto é bonito o Batismo e que grande dádiva é a Eucaristia, quão sublime união existe entre o nosso corpo e o Corpo de Cristo: Cristo em nós, e nós nele! Unidos! Isto não é hipocrisia, é verdade. Isto não é falar nem rezar como um papagaio, isto é rezar com o coração, amar o Senhor.
A partir da cruz de Cristo, ninguém pode desprezar-se a si mesmo e pensar mal da própria existência. Ninguém e nunca! Independentemente daquilo que fez. Porque o nome de cada um de nós está sobre os ombros de Cristo. É Ele que nos carrega! Vale a pena tomar sobre nós o nome de Deus, porque Ele assumiu o nosso nome até ao fundo, inclusive o mal que existe em nós; Ele assumiu-o para nos perdoar, para infundir o seu amor no nosso coração. Por isso, neste mandamento Deus proclama: “Toma-me sobre ti, porque Eu te tomei sobre mim”.
Quem quer que seja pode invocar o santo nome do Senhor, que é Amor fiel e misericordioso, em qualquer situação que se encontre. Deus nunca dirá “não” a um coração que o invoca sinceramente. E voltemos às tarefas de casa: ensinar as crianças a fazer bem o sinal da cruz.


Catequese do Papa Francisco
22 de agosto de 2018
© Copyright - Libreria Editrice Vaticana





17 agosto 2018

Festa em Honra de Sta. Maria de Rendufinho | 2018

E decorreram assim uns dias de festa em honra da nossa padroeira.
Dias 13, 14 e 15 de agosto, como é já nossa tradição, são dias onde toda a comunidade homenageia Nossa Senhora, nomeadamente com a procissão de velas, Eucaristia da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora e a procissão solene em honra de Santa Maria de Rendufinho, percorrendo o mesmo itinerário da procissão de velas do dia 13, ou seja, dando a volta ao cruzeiro que se encontra no lugar da Aldeia.
Na procissão da tarde do dia 15 as crianças da Catequese de Rendufinho tiveram a sua participação mais activa, fazendo assim, também elas, a homenagem à Mãe de Jesus.












 





















08 agosto 2018

Catequese sobre os Mandamentos #05


Hoje continuemos a meditar sobre o Decálogo, aprofundando o tema da idolatria, acerca da qual falamos na semana passada. Agora retomemos o tema, porque é muito importante conhecê-lo. E inspiremo-nos precisamente no ídolo por excelência, o bezerro de ouro, do qual fala o Livro do Êxodo (32, 1-8), acabamos de ouvir um trecho dele. Este episódio tem um contexto específico: o deserto, onde o povo está à espera de Moisés, que subiu ao monte para receber as instruções de Deus.
O que é o deserto? É um lugar onde reinam a precariedade e a insegurança — no deserto não há nada — onde faltam água, alimento, abrigo. O deserto é uma imagem da vida humana, cuja condição é incerta e não possui garantias invioláveis. Esta insegurança gera no homem ansiedades primárias, que Jesus menciona no Evangelho: «Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?» (Mt 6, 31). São as ansiedades primárias. E o deserto provoca tais ansiedades.
E naquele deserto acontece algo que desencadeia a idolatria. «Moisés tardava a descer da montanha» (Êx 32, 1). Permaneceu ali quarenta dias e o povo perdeu a paciência. Falta o ponto de referência que era Moisés: o líder, o chefe, o guia tranquilizador, e isto torna-se insustentável. Então, o povo pede um deus visível — esta é a armadilha na qual o povo cai — para poder identificar-se e orientar-se. E dizem a Araão: «Faz-nos um deus que marche à nossa frente!», “Faz-nos um chefe, um líder!”. Para evitar a precariedade — a precariedade é o deserto — a natureza humana procura uma religião “descartável”: se Deus não se deixa ver, fazemos para nós um deus sob medida. «Diante do ídolo, não corremos o risco de uma possível chamada que nos faça sair das próprias seguranças, porque os ídolos “têm boca, mas não falam” (Sl 115, 5). Compreendemos assim que o ídolo é um pretexto para se colocar a si mesmo no centro da realidade, na adoração da obra das próprias mãos» (Enc. Lumen fidei, 13).
Araão não sabe opor-se ao pedido do povo e cria um bezerro de ouro. No próximo Oriente antigo o bezerro tinha um sentido duplo: por um lado, representava fecundidade e abundância e por outro, energia e força. Mas antes de tudo é de ouro, por isso é símbolo de riqueza, sucesso, poder e dinheiro. São estes os grandes ídolos: sucesso, poder e dinheiro. São as tentações de sempre! Eis o que é o bezerro de ouro: o símbolo de todos os desejos que dão a ilusão da liberdade e, ao contrário, escravizam, porque o ídolo escraviza sempre. Há o fascínio, e tu deixas-te levar. Aquele fascínio da serpente, que fita o passarinho, o passarinho não consegue mover-se e a serpente apanha-o. Araão não soube opor-se.
Mas tudo nasce da incapacidade de confiar sobretudo em Deus, de voltar a colocar as nossas seguranças n’Ele, de deixar que Ele confira verdadeira profundidade aos desejos do nosso coração. Isto permite sustentar até a debilidade, a incerteza e a precariedade. A referência a Deus fortalece-nos na debilidade, na incerteza e até na precariedade. Sem primado de Deus caímos facilmente na idolatria e contentamo-nos com garantias míseras. Mas esta é uma tentação que nós lemos sempre na Bíblia. E pensai bem nisto: para Deus, não foi muito difícil libertar o povo do Egito; fê-lo com sinais de poder, de amor. Mas a grande obra de Deus foi tirar o Egito do coração do povo, ou seja, tirar a idolatria do coração do povo. E Deus ainda continua a agir para a tirar dos nossos corações. Esta é a grande obra de Deus: tirar “aquele Egito” que nós temos dentro, que é o fascínio da idolatria.
Quando se acolhe o Deus de Jesus Cristo, que de rico se fez pobre por nós (cf. 2 Cor 8, 9), descobre-se então que reconhecer a própria fraqueza não é a desgraça da vida humana, mas a condição para se abrir Àquele que é verdadeiramente forte. Assim, a salvação de Deus entra pela porta da debilidade (cf. 2 Cor 12, 10); é em virtude da própria insuficiência que o homem se abre à paternidade de Deus. A liberdade do homem nasce do deixar que o verdadeiro Deus seja o único Senhor. E isto permite aceitar a própria fragilidade e rejeitar os ídolos do nosso coração.
Nós, cristãos, dirigimos o olhar para Cristo Crucificado (cf. Jo 19, 37), que é frágil, desprezado e despojado de qualquer posse. Mas é n’Ele que se revela o rosto do Deus verdadeiro, a glória do amor, e não a do engano cintilante. Isaías diz: «Fomos curados graças às suas chagas» (53, 5). Fomos sarados precisamente pela fraqueza de um homem que era Deus, pelas suas feridas. E a partir das nossas debilidades podemos abrir-nos à salvação de Deus. A nossa cura vem d’Aquele que se fez pobre, que aceitou a falência, que assumiu até ao fundo a nossa precariedade para a encher de amor e de força. Ele vem para nos revelar a paternidade de Deus; em Cristo a nossa fragilidade já não é uma maldição, mas um lugar de encontro com o Pai e nascente de uma nova força do alto.



Catequese do Papa Francisco
8 de agosto de 2018




06 agosto 2018

Novena a Nossa Senhora da Assunção


Primeiro dia:

Ó Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nós acreditamos na vossa Assunção triunfante ao céu, onde os anjos e santos vos aclamam como Rainha do Céu e da terra.
Nós nos unimos a eles para louvar o Senhor que vos elevou acima de todas as criaturas. Com eles, oferecemos-vos a nossa devoção e amor.
Estamos confiantes de que vós vigiais nossos esforços diários e rogamos para que vós possais interceder por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Confortamo-nos na fé na Ressurreição vindoura e olhamos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Depois desta vida terrena, mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...

Segundo dia: 

Ó Maria, Assunta ao Céu, nós vos veneramos como a Rainha do Céu e da terra. Vosso próprio Filho vos elevou a um trono de glória no Céu, ao lado d’Ele próprio. Por terdes experimentado a amargura da dor e da tristeza com Ele na terra, vós agora desfrutais da bem-aventurança eterna com Ele no Céu.
Qual nossa Rainha amorosa, intercedei por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido).
Somos gratos a Jesus por ter colocado a mais bela das coroas na vossa cabeça, enquanto todos os Anjos e Santos vos aclamam como sua Rainha.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Terceiro dia: 

Ó Mãe, Assunta ao céu, porque estivestes em todos os mistérios da nossa Redenção aqui na terra, Jesus vos coroou não apenas com glória, mas com o poder. Pela vossa mais gloriosa e poderosa intercessão, ajudai-nos, ó Mãe amorosa e apresentai a Jesus o nosso pedido (mencionar o pedido)

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Quarto dia: 

Ó Querida Mãe, Deus vos colocou à Sua mão direita para que possais dispor dos tesouros da graça por um título singular - o de Mãe de Deus.
No meio de todos os Santos, vós sois Rainha deles e nossa - mais cara para o Coração de Deus do que qualquer criatura no Reino d’Ele.
Vós rezais pelos vossos filhos e distribuis para nós toda a graça conquistada pelo nosso Amado Salvador na Cruz.
Com o vosso mais sagrado título, intercedei por nós em nossas necessidades e solicitai a Jesus que nos conceda este favor, se for para o bem de nossas almas (mencionar o pedido).

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Quinto dia: 

Ó Mãe misericordiosa e amorosa, possa a vossa beleza gloriosa encher nossos corações com um desgosto para as coisas terrenas e um desejo ardente pelas alegrias do céu. Que vosso olhar misericordioso olhe com compaixão para nossas lutas e nossa fraqueza neste vale de lágrimas.
Ouvi, então, Mãe amorosa, a nossa súplica e rogai a Jesus por nós (mencionar o pedido).
Cobri-nos com o puro manto da inocência e da graça aqui na terra, e com o da imortalidade e da glória no Céu.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Sexto dia: 

Ó Maria, nossa querida Mãe e poderosa Rainha, tomai e recebei nossos pobres corações com toda sua liberdade e os seus desejos, todo amor, todas as virtudes e as graças com que podem ser adornados.
Tudo o que somos e tudo o que podemos ser, tudo o que temos e tudo o que possuímos por natureza assim como por graça, nós recebemos de Deus através de vossa amorosa intercessão.
Ajudai-nos, querida Mãe, a devolver a Deus tudo o que temos, incluindo nossos pedidos (mencionar o pedido). Ó Nossa Senhora e Rainha, em vossas mãos soberanas confiamos tudo que possa ser devolvido à sua nobre origem.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Sétimo dia: 

Ó Maria, Rainha de todo coração, recebei tudo o que somos e que nos une a vós pelos laços do amor, para que possamos ser vossos para sempre e sejamos capazes de dizer com toda a verdade: "Eu pertenço a Jesus, por Maria".
Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu e Rainha do Universo, Sempre-Virgem Mãe de Deus, obtende-nos o que vos pedimos, se for para a glória de Deus e bem de nossas almas (mencionar o pedido).
Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu, nós vos amamos, mas dê-nos um maior amor por Jesus e por vós.

Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém.
Ave Maria...


Oitavo dia:

Ó Maria, Rainha Assunta ao céu, nós nos regozijamos com o vosso título de Rainha do Céu e da Terra.
Vós destes vosso santo “Fiat” a Deus e vos tornaste a Mãe de nosso Salvador. Obtende-nos a paz e a salvação através de vossas orações, por terdes dado à luz a Cristo nosso Senhor, o Salvador da humanidade.
Intercedei por nós e levai nossas petições diante do Trono de Deus (mencionar o pedido).
Através de vossas orações, possam nossas almas ser preenchidas com um intenso desejo de ser como vós, um humilde vaso do Espírito Santo e uma serva de Deus TodoPoderoso.

Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Ave Maria...


Nono dia: 

Ó Mãe Santíssima Assunta ao Céu, depois de anos de martírio heróico na terra, nos alegramos que Vós fostes finalmente levada ao trono preparado para vós no Céu pela Santíssima Trindade.
Elevai os nossos corações convosco na glória de vossa Assunção, acima do toque terrível do pecado e da impureza.
Ensinai-nos como a terra se torna pequena quando vista do céu.
Faça-nos perceber que a morte é a porta triunfal pela qual iremos passar até o vosso Filho, e que algum dia os nossos corpos irão se juntar às nossas almas na infinita felicidade do Céu.
Desta terra, sobre a qual pisamos como peregrinos, nós olhamos para vós em busca de auxílio.
Em honra da vossa Assunção ao Céu nós pedimos a graça de (mencionar o pedido).
Quando a hora da nossa morte vier, levai-nos com segurança à presença de Jesus para contemplar a visão de Deus por toda a eternidade, junto convosco.

Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Ave Maria...



01 agosto 2018

Catequese sobre os Mandamentos #04


Ouvimos o primeiro mandamento do Decálogo: «Não terás outros deuses diante da minha face» (Êx 20, 3). É bom refletir sobre o tema da idolatria, que é de grande alcance e atualidade. A ordem proíbe que se façam ídolos[1] ou imagens[2] de qualquer tipo de realidade: [3] com efeito, tudo pode ser usado como ídolo. Referimo-nos a uma tendência humana, que não poupa nem crentes nem ateus. Por exemplo, nós cristãos podemos interrogar-nos: qual é verdadeiramente o meu Deus? É o Amor Uno e Trino ou então a minha imagem, o meu sucesso pessoal, talvez dentro da Igreja? «A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2113).
O que é um “deus” no plano existencial? É aquilo que está no cerne da própria vida e do qual depende o que fazemos e pensamos.[4] Podemos crescer numa família cristã de nome, mas na realidade centrada em pontos de referência alheios ao Evangelho.[5] O ser humano não vive sem se centrar em algo. Eis, então, que o mundo oferece o “supermarket” dos ídolos, que podem ser objetos, imagens, ideias, papéis.
Por exemplo, inclusive a oração. Devemos rezar a Deus, nosso Pai. Recordo que certa vez fui a uma paróquia na diocese de Buenos Aires para celebrar uma Missa e depois devia fazer as crismas noutra paróquia, a 1 km de distância. Fui a pé e atravessei um bonito parque. Mas naquele parque havia mais de 50 mesinhas, cada uma com duas cadeiras e as pessoas sentadas uma em frente da outra. O que faziam? Jogo de cartas. Iam ali “para rezar” ao ídolo. Em vez de rezar a Deus, que é providência do futuro, iam ali porque liam as cartas para ler o futuro. Esta é uma idolatria dos nossos tempos. Pergunto-vos: quantos de vós fostes, para que vos lessem as cartas a fim de ver o futuro? Quantos de vós, por exemplo, fostes para que vos lessem as mãos a fim de ler o futuro, em vez de rezar ao Senhor? Esta é a diferença: o Senhor está vivo; os outros são ídolos, idolatrias que não servem.
Como se desenvolve uma idolatria? O mandamento descreve algumas fases: «Não farás para ti escultura, nem figura alguma [...] / Não te prostrarás diante delas / e não lhes prestarás culto» (Êx 20, 4-5). A palavra “ídolo” em grego deriva do verbo “ver”.[6] O ídolo é uma “visão” que tende a tornar-se uma fixação, uma obsessão. Na realidade, o ídolo é uma projeção de nós mesmos nos objetos ou nos projetos. Por exemplo, é desta dinâmica que se serve a publicidade: não vejo o objeto em si, mas concebo aquele automóvel, aquele smartphone, aquele papel — ou outras coisas — como um meio para me realizar e responder às minhas necessidades essenciais. E procuro isto, falo disso, penso naquilo; a ideia de possuir tal objeto ou de realizar aquele projeto, alcançar essa posição, parece uma via maravilhosa para a felicidade, uma torre para chegar ao céu (cf. Gn 11, 1-9), e tudo se torna funcional para esta meta.
Então, entramos na segunda da fase: «Não te prostrarás diante delas». Os ídolos exigem um culto, rituais; a eles as pessoas prostram-se e sacrificam tudo. Faziam-se sacrifícios humanos aos ídolos na antiguidade, mas também hoje: pela carreira sacrificam-se os filhos, descuidando-os ou simplesmente deixando de os gerar; a beleza exige sacrifícios humanos. Quantas horas diante do espelho! Certas pessoas, determinadas mulheres, quanto gastam para se pintar! Também esta é uma idolatria. Não é negativo pintar-se, mas de modo normal, não para se tornar uma deusa. A beleza exige sacrifícios humanos. A fama requer a imolação de si mesmo, da própria inocência e autenticidade. Os ídolos pedem sangue. O dinheiro rouba a vida e o prazer leva à solidão. As estruturas económicas sacrificam vidas humanas para obter maiores lucros. Pensemos em tantas pessoas desempregadas. Porquê? Porque às vezes acontece que os empresários daquela empresa, dessa firma, decidiram despedir as pessoas, para ganhar mais dinheiro. O ídolo do dinheiro. Vive-se na hipocrisia, fazendo e dizendo o que os outros esperam, porque é o deus da própria afirmação que o impõe. E arruínam-se vidas, destroem-se famílias e abandonam-se jovens nas mãos de modelos arrasadores, contanto que aumente o lucro. Também a droga é um ídolo. Quantos jovens estragam a saúde, até a vida, adorando este ídolo da droga.
Aqui chegamos à terceira e mais trágica fase: «...e não lhes prestarás culto», diz. Os ídolos escravizam. Prometem a felicidade, mas não a dão; e passamos a viver por aquela coisa, por essa visão, arrebatados num vórtice autodestruidor, à espera de um resultado que nunca chega.
Caros irmãos e irmãs, os ídolos prometem a vida, mas na realidade tiram-na. O Deus verdadeiro não pede a vida, mas doa-a, concede-a. O Deus verdadeiro não oferece uma projeção do nosso sucesso, mas ensina a amar. O Deus verdadeiro não pede filhos, mas dá o seu Filho por nós. Os ídolos projetam hipóteses futuras e fazem desprezar o presente; o Deus verdadeiro ensina a viver na realidade de cada dia, no concreto, não com ilusões sobre o porvir: hoje, amanhã e depois de amanhã, a caminho do futuro. A concretude do Deus verdadeiro contra a liquidez dos ídolos. Hoje convido-vos a pensar: quantos ídolos tenho, ou qual é o meu ídolo preferido? Pois reconhecer as próprias idolatrias é um início da graça, e põe no caminho do amor. Com efeito, o amor é incompatível com a idolatria: se algo se torna absoluto e intocável, então é mais importante que um cônjuge, um filho ou uma amizade. O apego a um objeto ou a uma ideia torna-nos cegos ao amor. E assim, para ir atrás dos ídolos, de um ídolo, podemos chegar a renegar o pai, a mãe, os filhos, a esposa, o esposo, a família... as coisas mais queridas. O apego a um objeto ou a uma ideia torna-nos cegos ao amor. Levai isto no coração: os ídolos roubam-nos o amor, os ídolos tornam-nos cegos ao amor, e para amar autenticamente é preciso libertar-se de todos os ídolos. Qual é o meu ídolo? Elimina-o e lança-o da janela!

[1] O termo Pesel indica «uma imagem divina originariamente esculpida na madeira ou na pedra, e sobretudo no metal» (L. Koehler — W. Baumgartner, The Hebrew and Aramaic Lexicon of the Old Testament, vol. 3, p. 949).
[2] O vocábulo Temunah tem um significado muito vasto, reconduzível a “semelhança, forma”; portanto, a proibição é muito ampla e estas imagens podem ser de todos os tipos (cf. L. Koehler — W. Baumgartner, Op. cit., vol. 1, p. 504).
[3] O comando não proíbe as imagens em si mesmas — o próprio Deus ordenará a Moisés que realize os querubins de ouro para a tampa da arca (cf. Êx 25, 18) e uma serpente de bronze (cf. Nm 21, 8) — mas proíbe adorá-las e prestar-lhes culto, ou seja, todo o processo de deificação de algo, não só a reprodução.
[4] A Bíblia judaica refere-se às idolatrias cananeias com o termo Ba’al, que significa “senhorio, relação íntima, realidade da qual se depende”. O ídolo é o que domina, arrebata o coração e se torna eixo da vida (cf. Theological Lexicon of the Old Testament, vol. 1, pp. 247-251).
[5] Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2114: «A idolatria é uma perversão do sentido religioso inato no homem. Idólatra é aquele que “refere a sua indestrutível noção de Deus seja ao que for, que não a Deus” (Orígenes, Contra Celsum, 2, 40)».
[6] A etimologia do grego eidolon, derivada de eidos, é da raiz weid, que significa ver (cf. Grande Lessico dell’Antico Testamento, Bréscia 1967, vol. III, p. 127)..



Catequese do Papa Francisco
1 de agosto de 2018