27 abril 2019

10 coisas que deve saber sobre o Domingo da Divina Misericórdia


A Igreja celebra o segundo Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia. O que é este dia e por que é tão importante para os católicos? Estas são 10 coisas que deve saber sobre esta data:

1. O Domingo da Misericórdia baseia-se em revelações privadas

Esta celebração acontece no segundo Domingo da Páscoa. Baseia-se nas revelações privadas a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu as mensagens de Jesus sobre a sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polónia.

2. Faz parte do calendário da Igreja por acção de São João Paulo II

No ano 2000, o Papa João Paulo II canonizou Santa Faustina e, durante a celebração, declarou: “É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de ‘Domingo da Divina Misericórdia’” (Homilia, 30 de Abril de 2000).

3. Esta revelação privada tem efeitos válidos na liturgia

No seu comentário teológico sobre a mensagem de Fátima, o então Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Emérito Bento XVI, escreveu: “Podemos acrescentar que frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se reflectem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram por exemplo a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”.

4. A Igreja convida a celebrar a Divina Misericórdia de várias formas

Entre outras coisas, oferece uma indulgência plenária: “Para fazer com que os fiéis vivam com piedade intensa esta celebração, o mesmo Sumo Pontífice (João Paulo II) estabeleceu que o citado Domingo seja enriquecido com a Indulgência Plenária”, “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos” (Decreto da Penitenciaria Apostólica de 2002).

5. A imagem da Divina Misericórdia foi revelada pelo próprio Jesus

Esta imagem foi revelada a Santa Faustina em 1931 e o próprio Jesus lhe pediu que a pintasse. Em seguida, explicou-lhe o seu significado e o que os fiéis alcançarão com ela.
Na maioria das versões, Jesus mostra-se levantando a sua mão direita em sinal de bênção e apontando com a sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco.
“O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (...) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).
Toda a imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”.

6. Esta devoção conta com orações particulares

O Terço da Divina Misericórdia é um conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia.
Costuma-se rezá-lo às 15h (momento da morte de Jesus), usando as contas do terço, mas com um conjunto diferente de orações.  Primeiramente, reza-se o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo.
Depois, nas contas do ‘Pai Nosso’, diz-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”.
E nas contas da ‘Ave Maria’, reza-se: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”.
No final, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

7. A Divina Misericórdia está vinculada ao Evangelho do segundo Domingo da Páscoa

A imagem da Divina Misericórdia representa Jesus no momento em que aparece aos discípulos no Cenáculo – após a ressurreição –, quando lhes dá o poder de perdoar ou reter os pecados.
Este momento está registado em Jo 20,19-31, que é a leitura do Evangelho deste domingo.
A leitura é colocada neste dia porque inclui a aparição ao apóstolo Tomé (quando Jesus o convida a tocar as suas chagas). Este evento ocorreu no oitavo dia depois da Ressurreição (Jo 20,26) e, por isso, é utilizado na liturgia oito dias depois da Páscoa.

8. Os sacerdotes têm um poder especial para administrar a Divina Misericórdia

Em Jo 20,21-23, afirma-se: “Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio’. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’”.

9. A confissão é a acção da Divina Misericórdia até ao fim dos tempos

Jesus capacitou os apóstolos (e seus sucessores no ministério) com o Espírito Santo para perdoar ou reter (não perdoar) os pecados.
Como estão facultados com o Espírito de Deus para fazer isso, sua administração do perdão é eficaz: realmente elimina o pecado em vez de ser um símbolo de perdão.

10. Nas revelações privadas, Jesus dá suma importância à sua Segunda Vinda

Jesus promete regressar em glória para julgar o mundo no amor, como claramente diz no seu discurso do Reino nos capítulos 13 e 25 de São Mateus.
Somente no contexto de uma revelação pública como é ensinado pelo Magistério da Igreja se pode situar as palavras da revelação privada dada a Irmã Faustina.
“Prepararás o mundo para a minha última vinda” (Diário, 429).
“Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848).
“Fala às almas desta Minha grande misericórdia, porque está perto o dia terrível, o dia da Minha justiça” (Diário, 965).
Prolongo-lhes o tempo da Misericórdia, mas ai deles, se não reconhecerem o tempo da Minha visita” (Diário, 1160).
“Antes do Dia da justiça envio o dia da misericórdia” (Diário, 1588).
“Quem não queira passar pela porta de Minha misericórdia, tem que passar pela porta de Minha justiça” (Diário, 1146).

Fonte: ACI Digital


Terço da misericórdia



Inicie rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Pai-Nosso…
Ave-Maria…
Creio…

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)

Ao fim do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Esse terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de Setembro de 1935: “Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra. Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição”.

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário.

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:
“Pela recitação desse terço, agrada-Me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a Minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame.”
“Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

Fonte: Canção Nova



25 abril 2019

Por que rezamos o 'Regina Coeli' e não o 'Angelus' no tempo Pascal?






Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli ou Rainha do Céu, junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.
A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Angelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.
Assim como o Angelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.
Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.

A oração:

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos:
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).

Fonte: imissio.net




24 abril 2019

Catequese sobre o Pai Nosso #13


Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje completamos a catequese sobre o quinto pedido do “Pai-Nosso”, analisando a expressão «assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6, 12). Vimos que é próprio do homem ser devedor diante de Deus: d’Ele recebemos tudo, em termos de natureza e de graça. A nossa vida não só foi querida, mas foi amada por Deus. Deveras não há espaço para a presunção quando juntamos as mãos para rezar. Não existem na Igreja “self made man”, homens que se fizeram sozinhos. Todos somos devedores para com Deus e para com tantas pessoas que nos proporcionaram condições de vida favoráveis. A nossa identidade constrói-se a partir do bem recebido. O primeiro é a vida.

Quem reza aprende a dizer “obrigado”. E nós muitas vezes esquecemo-nos de dizer “obrigado”, somos egoístas. Quem reza aprende a dizer “obrigado” e pede a Deus para ser benévolo com o próximo. Por muito que nos esforcemos, permanece sempre uma dívida impagável diante de Deus, que nunca poderemos restituir: Ele ama-nos infinitamente mais de quanto nós o amamos. E depois, por muito que nos empenhemos para viver segundo os ensinamentos cristãos, na nossa vida haverá sempre alguma coisa da qual pedir perdão: pensemos nos dias passados na preguiça, nos momentos em que o rancor invadiu o nosso coração e assim por diante... São estas experiências, infelizmente não raras, que nos fazem implorar: “Senhor, Pai, perdoai-nos os nossos pecados”. Deste modo pedimos perdão a Deus.

Pensando bem, a invocação podia até limitar-se a esta primeira parte; teria sido bela. Ao contrário Jesus liquida-a com uma segunda expressão que é um todo com a primeira. A relação de benevolência vertical por parte de Deus desvia-se e é chamada a traduzir-se numa relação nova que vivemos com os nossos irmãos: uma relação horizontal. O Deus bom convida-nos a sermos todos bondosos. As duas partes da invocação ligam-se com uma conjunção impiedosa: pedimos ao Senhor que perdoe os nossos pecados, as nossas faltas, “como” nós perdoamos aos nossos amigos, às pessoas que vivem connosco, aos nossos vizinhos, a quem nos fez alguma coisa desagradável.
Cada cristão sabe que existe para ele o perdão dos pecados, isto todos o sabemos: Deus perdoa tudo e perdoa sempre. Quando Jesus conta aos seus discípulos o rosto de Deus, esboça-o com expressões de terna misericórdia. Diz que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por uma multidão de justos que não precisam de conversão (cf. Lc 15, 7-10). Nos Evangelhos nada deixa suspeitar que Deus não perdoa os pecados de quem está bem disposto e pede para ser reabraçado.

Mas a graça de Deus, tão abundante, é sempre exigente. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito e a não reter só para si aquilo que recebeu. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito. Não é ocasional que o Evangelho de Mateus, logo depois de ter oferecido o texto do “Pai-Nosso”, entre as sete expressões usadas frise precisamente a do perdão fraterno: «Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas» (Mt 6, 14-15). Mas isto é forte! Eu penso: algumas vezes ouvi quem disse: “Nunca perdoarei aquela pessoa! Nunca perdoarei o que me fez!”. Mas se tu não perdoares, Deus nunca te perdoará. Fechas a porta. Pensemos se nós somos capazes de perdoar ou se não perdoamos. Um sacerdote, quando eu estava na outra diocese, contou-me angustiado que tinha ido conferir os últimos sacramentos a uma idosa que estava em ponto de morte. A pobre senhora não conseguia falar. E o sacerdote disse: “Senhora, arrepende-se dos pecados?”. A senhora acenou que sim; não os podia confessar mas acenou que sim. É suficiente. E depois ainda: “A senhora perdoa os demais?”. E a senhora, em ponto de morte acenou que não. O sacerdote ficou angustiado. Se tu não perdoares, Deus não te perdoará. Pensemos se nós cristãos, aqui, perdoamos, se somos capazes de perdoar. “Padre, eu não consigo, porque aquela gente fez-me tantas”. “Mas se tu não conseguires, pede ao Senhor que te conceda a força para conseguires: Senhor, ajuda-me a perdoar. Encontramos aqui a ligação entre o amor a Deus e o amor ao próximo. Amor chama amor, perdão chama perdão. Ainda em Mateus encontramos outra parábola muito intensa dedicada ao perdão fraterno (cf. 18, 21-35). Ouçamo-la.
Havia um servo que tinha contraído uma dívida enorme com o seu rei: dez mil talentos! Uma quantia impossível de restituir; não sei quanto seria hoje, mas centenas de milhões. Mas aconteceu o milagre, e aquele servo não obtém um prazo mais longo para pagar, mas o perdão total. Uma graça inesperada! Mas eis que precisamente aquele servo, logo a seguir, se volta contra um seu irmão que lhe deve cem denários — pouca coisa — e, mesmo sendo esta uma quantia acessível, não aceita desculpas nem súplicas. Por isso, no final, o dono chama-o e condena-o. Pois se não te esforças por perdoar, não serás perdoado; se não te esforças por amar, também não serás amado.
Jesus insere nas relações humanas a força do perdão. Na vida nem tudo se resolve com a justiça. Não. Sobretudo onde se deve pôr um limite ao mal, alguém tem que amar além do devido, para recomeçar uma história de graça. O mal conhece as suas vinganças, e se ele não for interrompido corre o risco de se alastrar sufocando o mundo inteiro.

Jesus substitui a lei de talião — o que me fizeste, eu restituo-te — com a lei do amor: aquilo que Deus fez a mim, eu restituo-o a ti! Pensemos hoje, nesta semana de Páscoa tão bonita, se eu sou capaz de perdoar. E se não me sentir capaz, devo pedir ao Senhor que me conceda a graça de perdoar, pois saber perdoar é uma graça.

Deus concede a cada cristão a graça de escrever uma história de bem na vida dos seus irmãos, especialmente daqueles que fizeram algo desagradável e errado. Com uma palavra, um abraço, um sorriso, podemos transmitir aos outros aquilo que recebemos de mais precioso. Qual é a coisa preciosa que recebemos? O perdão, que devemos ser capazes de dar também aos demais.


Catequese do Papa Francisco
24 de Abril de 2019


Semana de Oração pelas Vocações | 2019



O Departamento Arquidiocesano para a Pastoral Vocacional (DAPV) elaborou um conjunto de subsídios para a Semana das Vocações, que este ano se celebra entre os dias 5 e 12 de Maio, subordinada ao tema "A coragem de arriscar pela promessa de Deus".
Ao Departamento bracarense coube a elaboração de todos os subsídios a divulgar a nível nacional, destinados a todas as dioceses do país, de modo a melhor promover a celebração e vivência da semana.


Arrisca
 Letra: Cón. João Aguiar
Música: Diogo Zão

Tu não és gaivota, és pescador.
Tu não és silva, és ferro de arado
de um mundo lavrado de sangue e suor.

Abre a janela ao ruído da rua, 
junta a tua a outras vozes 
ao projeto de Deus que não deves calar.
Vai. Vai.
Não temas o vento, a distância, ou o mar.
É na praia que o tempo adormece e o horizonte se esquece.
Arrisca.
Não te esqueças de amar.

Sê pedra de casa, sê pedra de altar,
sê árvore de fruta, madeira de mar.
Sê grito na noite, silêncio e escuta,
coração aberto, sê mão que labuta.

Abre a janela ao ruído da rua, 
junta a tua a outras vozes 
ao projeto de Deus que não deves calar.
Vai. Vai.
Não temas o vento, a distância, ou o mar.
É na praia que o tempo adormece e o horizonte se esquece.
Arrisca.
Não te esqueças de amar.

Sê rede e abraço, sê fonte ou sê rio,
sê lume aceso numa tarde de frio. (bis)

Vai. Vai.
Não temas o vento, a distância, ou o mar.
É na praia que o tempo adormece e o horizonte se esquece.
Arrisca.
Não te esqueças de amar. (bis)







23 abril 2019

Uma catequese com a natureza


Na manhã do dia 16 de abril, fomos em direção à Carvalha de Calvos para um dia diferente. 
Uma catequese fora do comum, em que houve tempo para tudo.
Refletir, ajudar, cantar, brincar, aprender...
Pelo caminho, fizemos um minuto de silêncio para refletirmos no que queríamos para aquele dia, as respostas iam todas ter ao mesmo objetivo final. 
Depois desta paragem, continuamos o nosso caminho. Uns a pé, outros de bicicleta. 
Chegando à carvalha, iam começar as atividades. 
A primeira? Cada um escreveu o seu sonho num papel e pôs dentro de um balão e encheu-o. 
Depois separei-os uns dos outros, entreguei um palito a cada um e disse: “Protejam o vosso sonho.”
Começaram a rebentar os balões uns dos outros. 
Mas, o objetivo era não destruir o sonho de ninguém. 
A segunda atividade foi em duplas. 
Fiz um questionário e iam respondendo às várias perguntas. 
Depois de um tempo livre, tivemos uma visita guiada ao Centro de Interpretação da Carvalha de Calvos. 
Fizemos um almoço partilhado, cada um trouxe uma coisinha para partilhar. 
Às 14:00 começamos o Eco Peddy Paper, em três equipas. 
Acabando este, fomos embora, de coração cheio por mais um dia cheio de alegrias. 
Ficaram em registo fotográfico alguns dos momentos. 
Agradeço do fundo do coração aos meus tesourinhos por alinharem nestas minhas ideias. 
Que haja uma próxima vez porque juntar os mais velhos e os mais novos (4°, 5° e 10° ano) são as minhas catequeses preferidas.

Texto e fotos: Paula Silva, catequista













19 abril 2019

Rezar com as sete dores de Nossa Senhora




“Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo” (Jo 19,25-27).

Nossa Senhora das Dores, Mãe de todos os homens, foi ao pé da cruz, onde viveu a sua dor mais crucial. Ali, ela recebeu do Filho a missão de ser a Mãe de todos homens, Mãe da Igreja (Corpo Místico) e de todos os fiéis.
Foi, naquele momento de dor, que Jesus disse a ela: “Mãe, eis aí o teu filho” (este filho simboliza todos nós cristãos). Nesse mesmo momento, Jesus diz a São João, que ali nos representava: “Filho, eis aí tua Mãe”.
Nós, filhos de Deus, temos uma Mãe que sofreu por nós e quer acompanhar-nos por toda nossa vida. Ela quer ensinar-nos que, no meio da dor, podemos conservar a fé e a confiança nas promessas do seu Filho Jesus. Revistamo-nos de respeito e devoção, meditando as sete dores da Virgem Maria.

Contemplando cada dor, podemos rezar: 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias em cada dor contemplada.

As sete dores de Nossa Senhora são:
1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas 2,34-35);
2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2,13-21);
3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas 2,41-51);
4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas 23,27-31);
5. O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João 19,25-27);
6. Maria recebe o corpo do filho tirado da cruz (Mateus 27,55-61);
7. O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas 23,55-56).

Mãe de todos os homens, ensina-nos a dizer, Amém!

Fonte: Canção Nova



As sete palavras de Cristo na Cruz




O profeta Isaías mostra-nos que Jesus Cristo foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7).

Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. Sabemos que as últimas palavras de alguém, antes da morte, são aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Sete Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

1 – “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34)
Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos” ( Mt 5,44). Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado:
“Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”(Mt 6,14).
Certa vez Pedro perguntou-Lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22).

2 – “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43)
Com essas palavras de perdão e amor ao “bom”  ladrão, Jesus nos mostra de maneira inequívoca o oceano ilimitado de sua misericórdia. Bastou Dimas confiar no Coração Misericordioso do Senhor, para ter-lhe abertas, de imediato,  as portas do Céu.
Não é à toa que a Igreja ensina que o pior pecado é o da desesperança, o de não confiar no perdão de Deus, por achar que o próprio pecado possa ser maior do que a infinita misericórdia do Senhor. Uma grande tentação sempre será,  para todos nós, não confiar na misericórdia de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “como a misericórdia e a bondade do coração de Jesus são pouco conhecidas”! “Jesus, eu confio em Vós”.

3 – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mt 27,46)
Estas palavras, que também estão no Salmo 21, mostram todo o aniquilamento do Senhor. É aquilo que São Paulo exprimiu muito bem aos filipenses: “aniquilou-se  a  si  mesmo,  assumindo a condição de escravo” (Fil 2,8). Jesus sofreu todo o aniquilamento possível de se imaginar: moral, psicológico, afectivo, físico, espiritual, enfim, como disse o profeta: “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades…” (Is 53,5). Depois de tudo isto “ninguém tem mais o direito de duvidar do amor de Deus”. Será uma grande blasfémia alguém dizer que Deus não lhe ama, depois que Jesus sofreu tanto para assumir em si o pecado de todos os homens e de cada homem. Paulo disse aos Gálatas: “Ele morreu por mim”(Gal 5,22).

4 – “Mulher, eis aí o teu filho”…“Filho, eis aí tua Mãe” (Jo 19,26)
Tendo entregado-se  todo pela nossa salvação, já prestes a morrer, Jesus ainda nos quis deixar o que Ele tinha de mais precioso nesta vida, a sua querida Mãe. E como Jesus confiava nela! A tal ponto de a querer para nossa Mãe também. Todos aqueles que se esquecem de Maria, ou, pior ainda, a rejeitam, esquecem e rejeitam também a Jesus, pois negam receber de Suas mãos, na hora suprema da  Morte, o seu maior Presente para nós.

5 – “ Tenho sede! ” (Jo 19,28)
Dizem os Padres da Igreja que esta “sede” do Senhor mais do que sede de água, é sede de almas a serem salvas, com o seu próprio Sacrifício que se consumava naquela hora. E esta “sede” de Jesus continua hoje, mais forte do que nunca. Muitos ainda, pelos quais ele derramou o seu sangue preciosíssimo, continuam  vivendo uma vida de pecado, afastados do amor de Deus e da Igreja.  Quantos e quantos batizados, talvez a  maioria,  nem sequer vai à Missa aos domingos, não sabe o que é uma Confissão há anos, não comunga,  não reza, enfim, vive como se Deus não existisse…

6 – “Tudo está consumado” (Jo 19,30)
Nos diz São João: “sabendo Jesus que tudo estava consumado…”, isto é, Jesus tinha plena consciência que tinha cumprido “toda” a sua missão salvífica, conforme o desígnio santo de Deus. Enquanto tudo não estava cumprido, Ele não “entregou” o seu espírito ao Pai. Assim, fica  bem claro que a nossa salvação depende agora de nós, porque a parte de Deus já foi perfeitamente cumprida até às últimas consequências.

7 – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)
Confiando plenamente no  Pai, que Ele fizera também nosso Pai ao assumir a nossa humanidade, Jesus volta  para Aquele que  tanto amava. É o seu destino, o coração do Pai; e é o nosso destino também. Ao voltar para o Pai,  Jesus indica o nosso fim; o seio do Pai, o Céu.
“Vós sois cidadãos do Céu” (Fil 3,20), grita o Apóstolo; por isso, como diz a Liturgia, é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente as que não passam”.



Prof. Felipe Aquino
in Canção Nova




13 abril 2019

Esses ramos



São apenas ramos de oliveira, mãos de alecrim, folhas de palmeira, peças perecíveis que, na manhã deste domingo, voltam a ser agitadas nas ruas do mundo. Mais uma vez, no domingo que antecede a Páscoa, a comunidade cristã recria a última entrada de Jesus na cidade santa de Jerusalém. Aquela manifestação espontânea, entusiástica e desorganizada da multidão, foi o corolário de um percurso breve e intenso. Durante os três anos de missão, Ele identificara-se com os indigentes, caminhara e comera com eles, dera nome aos sem nome, olhara nos olhos dos cegos, resgatara os paralíticos das suas cadeias e rompera com as estruturas escravizantes do poder. Ele tornara-se um sinal de esperança para uma multidão espezinhada por um exército estrangeiro, esfomeada de liberdade, sedenta de justiça.

Já conhecemos o final da história: aqueles que o aclamaram como o Cristo, passados poucos dias, haviam de o insultar quando, ridicularizado pelos soldados romanos, percorresse o caminho dos crucificados, em direção ao calvário. E esta imagem condensa muitas palavras.

Montado num jumentinho, o filho de um carpinteiro e de uma mulher praticamente desconhecida, um galileu, apresenta-se como aquele que concretiza a antiga profecia. Ele é a proximidade do reino que todos anseiam, um reino de justiça e de paz, em oposição ao império dominante que se alimenta de injustiça e de violência. Ele surge inequivocamente como o Messias. No entanto, neste mundo, o seu reinado assemelha-se às folhas das palmeiras em dia de ramos.

No domingo volta-se a replicar o cenário, percorrendo o troço que liga o espaço público à igreja onde se celebra a Eucaristia, a festa da Páscoa. Ontem a multidão não hesitou. Houve razões para tal euforia. Hoje, a multidão dos discípulos, vencida pela timidez, mobilizada por outras bandeiras ou simplesmente anestesiada pelo vírus da indiferença, talvez não sinta a urgência de voltar a pegar nos ramos. As ruas ficarão desertas e o silêncio há de recordar as hastes arqueadas dos cedros dos velhos cemitérios.

Os ramos deste domingo não são apenas ramos. São rebentos de esperança de um povo que anseia por uma primavera sem fim. São melodias que se insinuam inesperadamente num mundo ruidoso e de ritmos apressados. São símbolos de unidade numa sociedade fragmentada.

No domingo os ramos não são só folhagem verde. São bandeiras agitadas pelo vento, estandartes de um antigo exército, poemas, hinos dedicados ao nosso Deus e Senhor. No domingo um cortejo inusitado de fiéis voltará a peregrinar. Cantarão em tons maiores, aclamarão mansamente «Hossana Filho de David» como quem, nas ruelas sinuosas de Jerusalém, desperta os habitantes adormecidos da antiga cidade. Nós faremos parte deste grupo. Somos esses ramos agitados pelo vento.




P. Nélio Pita, CM 
Publicado em 12.04.2019 in SNPC 




10 abril 2019

Catequese sobre o Pai Nosso #12


Queridos irmãos e irmãs, bom dia! O dia não está assim tão belo, mas que seja um bom dia mesmo assim!
Depois de pedir a Deus pelo pão de todos os dias, a oração do "Pai Nosso" entra no campo das nossas relações com os outros. E Jesus ensina-nos a pedir ao Pai: «Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6,12). Como precisamos de pão, do mesmo modo precisamos de perdão. E isto todos os dias.
O cristão que ora pede a Deus antes de mais pelas suas ofensas, isto é, dos seus pecados, as coisas más que faz. Esta é a primeira verdade de toda a oração: ainda que fossemos pessoas perfeitas, ainda que nos considerássemos santos cristalinos que nunca se desviaram de uma vida de bem, permanecemos sempre como filhos que devemos tudo ao Pai. Qual é a atitude mais perigosa de toda vida cristã? É o orgulho. É a atitude daqueles que estão diante de Deus pensando que eles têm sempre as contas em ordem com Ele: os orgulhosos acreditam que tem tudo no seu devido lugar. Como aquele fariseu da parábola, que no templo pensa estar a orar quando, na verdade, apenas está a fazer um autoelogio diante de Deus: “Agradeço-te, Senhor, porque não sou como os demais”. E as pessoas que se sentem perfeitas, as pessoas que criticam os outros, são pessoas orgulhosas. Nenhum de nós é perfeito, ninguém. Pelo contrário, o publicano, que estava lá atrás, no templo, um pecador desprezado por todos, detém-se no limiar do templo, não se sente digno de entrar, e entrega-se à misericórdia de Deus. E Jesus comenta: «Este, ao contrário do outro, volta para casa justificado» (Lucas 18,14), o mesmo é dizer perdoado, salvo. Porquê? Porque não estava ali orgulhoso, porque reconheceu as suas limitações e os seus pecados.
Há pecados que são vistos e pecados que não são vistos. Há pecados gritantes que fazem barulho, mas também há pecados desonestos, que se escondem no coração sem que nos apercebamos disso. O pior deles é a arrogância que pode infetar até pessoas que vivem uma intensa vida religiosa. Era uma vez um convento de freiras, no ano 1600-1700, famoso, na época do jansenismo: elas eram perfeitas e dizia-se que eram tão puras quanto os anjos, mas soberbas como os demónios. É uma coisa má. O pecado divide a fraternidade, o pecado faz-nos presumir que somos melhores que os outros, o pecado faz-nos acreditar que somos semelhantes a Deus.
Diante de Deus somos todos pecadores e temos razão para bater no nosso peito - todos! - como aquele publicano no templo. São João, na sua primeira carta, escreve: «Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós» (1 João 1, 8). Se te quiseres enganar a ti mesmo, convence-te que não pecaste: desde modo estás enganado.
Somos devedores, antes de mais, porque nesta vida recebemos muito: a existência, um pai e uma mãe, da amizade, das maravilhas da criação ... Mesmo que todos passemos por dias difíceis, devemos sempre lembrarmo-nos que a vida é uma graça, é o milagre que Deus extraiu do nada.
Em segundo lugar, estamos endividados porque, mesmo que tenhamos sucesso no amar, nenhum de nós é capaz de fazê-lo somente com a sua própria força. O verdadeiro amor dá-se  quando podemos amar, mas com a graça de Deus, por que nenhum de nós brilha com a sua própria luz. Há o que os antigos teólogos chamavam de "mysterium lunae" não apenas na identidade da Igreja, mas também na história de cada um de nós. O que significa este "mysterium lunae"? Que é como a lua, que não tem luz própria: reflete a luz do sol. Nós também não temos luz própria: a luz que temos é um reflexo da graça de Deus, da luz de Deus. Se amas é porque alguém, fora de ti, sorriu para ti quando eras criança, ensinando-te a responder com um sorriso. Se tu amas, é porque alguém próximo de ti te despertou para o amor, fazendo com que tu entendesses como nele reside o sentido da existência.
Tentemos escutar a história de uma pessoa que cometeu um erro: um prisioneiro, um condenado, um viciado em drogas ... nós conhecemos tantas pessoas que cometem erros na vida. Sem prejuízo da responsabilidade, que é sempre pessoal, às vezes pergunta-se quem deve ser culpado pelos seus erros, se apenas a sua consciência, ou a história de ódio e abandono que alguém carrega consigo.
E este é o mistério da lua: antes de tudo, amamos porque fomos amados, perdoamos porque fomos perdoados. E se alguém não foi iluminado pela luz do sol, torna-se tão frio quanto o terreno de inverno.
Como podemos deixar de reconhecer, na cadeia de amor que nos precede, também a presença previdente do amor de Deus? Nenhum de nós ama a Deus como Ele nos amou. Basta ficar diante de um crucifixo para compreender a desproporção: Ele amou-nos e ama-nos primeiro.
Rezemos, pois: Senhor, até o mais santo entre nós não deixa de ser teu devedor. Ó Pai, tem piedade de todos nós!

Catequese do Papa Francisco
10 de Abril de 2019


Sinal da Cruz (explicação)



O Sinal da Cruz é o sinal do cristão.

Cristão é todo aquele que recebeu o batismo e procura viver a lei de Cristo.
Foi na cruz que Jesus Cristo morreu e nos mereceu a nossa salvação.
Recordamos no sinal da cruz além da Paixão do Senhor o mistério da Santíssima Trindade que é um só Deus em três Pessoas.

Pelo sinal da cruz consagramos ao Senhor
os nossos pensamentos - cruz na testa
as nossas palavras - cruz na boca
o nosso coração - cruz no peito

para assim merecermos em cada parte do corpo a especial bênção e proteção de Deus.

Não deixes de fazer este sinal da cruz 
à noite e de manhã
nos teus trabalhos
nas tuas tentações.




O sinal da fé cristã: foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral do dia 18/04/2018.
Vídeo da Vatican News