28 agosto 2020

Creados para Ti - Jesed y Hnas. Agustinas (música)




C      G       F
Grande eres Señor
Y digno de alabanza
Grande es tu poder
y tu sabiduría 

Am        
Los que te alaban te buscan
G
Los que te buscan te encuentran
Dm                             C    G   F
Los que te encuentran te aman y te alabarán

          C    G    F
Nos has hecho para ti
          C         G   F
Y está inquieto el corazón
      Am              G         F G F
Hasta encontrarte y descansar en ti

          Am          G
(Hasta el día en que podamos verte
    F     Dm    F       G     C G F
y descansar al encontrarte a ti)




26 agosto 2020

Homenagem aos catequistas






Quem são vocês que um dia qualquer
Sentiram o coração bater diferente
E sem o menor medo sequer
Decidiram doar-se a Deus bem de repente?

Quem são vocês que ainda tão jovens,
Deixaram de lado curtir as noitadas
Para dedicar o tempo que têm
A falar de Jesus com palavras abençoadas?

Quem são vocês que depois de longa jornada,
De vida vivida com experiência e sabedoria,
Assumiram um novo desafio na caminhada
Aceitando O chamamento divino que cada ouvia?

Quem são vocês que não se escondem de Deus,
Que de Norte a Sul e de Leste a Oeste,
Muitas vezes deixam de lado os seus
Para atender a missão que recebestes?

Quem são vocês que mesmo sem saber ler,
Mas com uma coragem desconhecida,
Escolheram uma nova forma de viver
Aquela vocação há tanto tempo sentida?

Vocês são uma estrela no céu a brilhar,
Que Jesus ilumina com sua luz,
Pois assumistes a missão de catequizar
Que a outros, pelos caminhos de Deus, conduz.

São pessoas por Jesus escolhidas
Para levar ao mundo a mensagem de amor,
Tornando sua Palavra mais conhecida,
Mostrando a salvação que vem do Senhor.

São da comunidade a voz esperada,
Que leva esperança e fé ao povo de Deus,
Que é sinal da caridade encarnada
Vivendo a solidariedade nos dias seus.

São aqueles que a Palavra vai semeando,
Sabendo que são apenas um instrumento.
E o amor de Deus vai divulgando,
Pondo nessa missão seu sentimento.

São de Jesus as maiores conquistas,
Pessoas que foram escolhidas por amor.
No meio do rebanho, são catequistas,
Imagem fiel de Nosso Senhor!

Maria A. Cicco







22 agosto 2020

8 dicas para aproveitar melhor a missa




Fonte: Aleteia

Como fazer algo além de esquentar o banco da igreja

Muitos vão à missa com a expectativa de tirar proveito dela, mas o que se obtém na missa depende de que tipo de mudança a pessoa está disposta a fazer antes, durante e depois da celebração, porque o que você dedica à missa determina o que você obterá dela.

Permita-me dar 8 sugestões que me ajudaram a tirar mais proveito da missa:
 
1. Prepare-se adequadamente para a missa

– Leia e estude as leituras antes de ir à missa, e escute com atenção quando se proclama a Palavra.
– Estude os ensinamentos da Igreja. Quanto mais você conhecer Jesus e sua Igreja, mais os amará. Não se pode amar o que não se conhece.
– Confesse-se regularmente. Isso lhe ajudará a preparar-se espiritualmente.
– Reze todos os dias. Sem oração não pode haver vida espiritual!
– Vista-se de maneira apropriada. Você vai se encontrar com o Rei dos Reis. Não se vista como se fosse a um simples jantar, a uma balada ou a uma aula. É uma ocasião especial.
– Chegue a tempo e sente-se nos primeiros bancos. Menos distrações e mais tempo para a oração antes da missa.
– Uma vez na igreja, não fique conversando nem observando as pessoas. Reze.
 
2. Tenha uma atitude adequada

– Não espere algo divertido. Você está na missa para oferecer a Deus adoração e receber a graça.
– Busque Deus em cada momento da missa.
– Não permita que as distrações externas atrapalhem sua paz interior.
– Encontre na pregação uma informação preciosa para levar para casa.
 
3. Participe plenamente

– Cante, ainda que seja meio desafinado.
– Responda às orações e reze com vontade. Dê o seu melhor a Deus e não se preocupe pelo que os outros vão pensar.
– Lembre-se de que a missa não é um momento para as relações sociais.
– Ofereça a Deus sua dor e seu sofrimento, sua alegria e suas orações.
 
4. Escute a Palavra de Deus e deixe transformar por ela

– Você está aberto a que Deus o transforme? Se não estiver, não vai se transformar.
– Escute a Palavra que se proclama e deixe que ela o desafie.

Procure algum aspecto da homilia para aplicar durante a semana.
 
5. Conheça, compreenda e proclame sua fé

– Não se limite a recitar o Credo: proclame-o compreendendo o que está dizendo.
 
6. Dê o dízimo

– Se todo católico desse do dízimo, imagine tudo o que poderia ser feito.
– Sim, é nosso dever sustentar a Igreja, mais por nossa fé que pela Igreja em si.
– A maioria das pessoas dá uma "esmola", não o dízimo. Dê o dízimo, não uma esmola.
– Dar o dízimo ajuda a ordenar corretamente os dons que Deus nos deu.
 
7. Ao comungar, entenda o que você está fazendo

– Você está assimilando o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Deus.
– Está se unindo ao céu na terra.
– Está se tornando uma só coisa com o Corpo de Cristo.
– Tenha reverência.
– Compreenda que Ele está em todos os que O receberam.
 
8. Fale sobre Deus às pessoas

– Agora você tem o poder de evangelizar (compartilhar a Boa Notícia de Jesus), que é o motivo pelo qual a Igreja existe.

"Se realmente compreendêssemos a missa, morreríamos de alegria" (São João Maria Vianney).




20 agosto 2020

O amor já cá estava





Texto de Carminho*
Publicado no site da Rádio Renascença 
no dia 06 de abril de 2020


É no amor que ressurgimos, refazemos e superamos. E o amor já cá estava. Exercer esse amor é uma decisão nossa de cada dia, enfrentando a pandemia deste vírus ou uma outra pandemia que também já cá estava: a do isolamento por egoísmo, o isolamento da indiferença, a pandemia da desigualdade, da discriminação e da solidão.

“Ninguém se salva sozinho.” As palavras do Papa Francisco soaram como uma memória antiga, de sempre, mas romântica e ideológica. Um convite à vida em comunhão plena, num lugar reservado para todos mas carregando essa energia de reserva; para depois; sem tempo.

Uma incrível promessa que nos trouxe Jesus com as suas palavras, que de tão precisas e perfurantes, ficam tantas vezes no lugar da alegoria, do sonho, do depois…

Mas é agora que o Papa Francisco recorda: Ninguém se salva sozinho!

E num violento abanão somos acordados para a literalidade desta mensagem, precisa e perfurante, que sempre lá esteve com toda a simplicidade, mas que tantas vezes elevámos para que não fosse da nossa verdadeira conta.

Hoje somos convidados a receber esta mensagem intemporal com a iniciativa de quem a vive no momento: precisamos uns dos outros para nos salvarmos, na prática corrente de cada gesto, de cada decisão, e no simples facto de não termos conhecimento de uma alternativa.

Somos recordados da nossa condição de irmãos no mundo, todos numa mesma situação de vulnerabilidade e dependência. A dependência que assusta porque implica confiar. No vizinho, no incógnito, no bom senso, no jornalismo e no governo, tanto no nosso, como nos governos de outros países.

Não lhes confiamos já um futuro longínquo com carácter de promessa, mas sim tudo o que temos hoje: os nossos pais, os nossos filhos, as nossas economias e projectos, a nossa saúde, a nossa identidade.

Aprender a confiar é talvez um dos maiores desafios deste tempo. E é de tal exigência para todo o mundo, que nos cabe a nós, também, confiar em nós mesmos. Até porque não temos muitas vezes a quem recorrer. Estamos entregues à nossa capacidade de nos desenvencilharmos, de nos protegermos, de nos curarmos.

E estamos então por nós, afinal? Não. Porque ninguém se salva sozinho. A prova viva está a ser testemunhada dia a dia, pelo mundo inteiro. Antes de mais por muitos que arriscam a vida para que todos os outros possam fazer o seu papel, salvando-os a eles de volta. Depois, pela vigia constante de cada casa recolhida e perseverante nesta espera indeterminada. E este quadro só o veremos de longe, reconhecendo um trabalho de formiga solitária que é cada um de nós, mas que constrói um grande universo que é de todos.

De uma forma mais pessoal, digo-vos que tenho assistido a muitos ao meu redor partilhar os seus cansaços e dificuldades para lidar com o confinamento forçado, tendo de dar assistência aos filhos, estando longe dos pais que precisam de cuidados e companhia, sem poderem trabalhar e garantir o sustento que os segura. Mas, ao mesmo tempo, como estes dias sucessivos e repetidos alimentam estas mesmas pessoas que partilham a forma como se superam e ultrapassam, com a imaginação e força de vontade, recorrendo a reservas de amor escondidas que sempre lá estiveram.

Muitos passam revisão à tal identidade que lhes é posta em causa, identidade que repensam porque do caos nasce a filosofia mais pura de nós mesmos. Fechados, visitam-se novamente, numa reflexão mais profunda de como têm vivido até aqui e de como tudo parece estar a mudar para sempre. E queiramos nós que sim. Que a mudança aconteça ou pelo menos que se reforcem os mapas acertados das nossas vidas. Um olhar crítico e higiénico sobre como os outros são importantes para nós, não só para nos protegermos em tempo de COVID19, mas no tempo de paz e saúde, realizando que sempre lá estiveram e nem sempre os conseguimos ver, olhar, abraçar, dignificar.

Nós somos grandes reservas de amor. O amor é o que nos define para lá da inteligência.

É no amor que ressurgimos, refazemos e superamos. E o amor já cá estava. Exercer esse amor é uma decisão nossa de cada dia, enfrentando a pandemia deste vírus ou uma outra pandemia que também já cá estava: a do isolamento por egoísmo, o isolamento da indiferença, a pandemia da desigualdade, da discriminação e da solidão.

Por pouco afirmo os benefícios desta nova guerra que agora enfrentamos e se não o faço é por respeito aos muitos que continuam a precisar deste amor activo, da solidariedade, do gesto gratuito e reparador de cada um de nós. O amor esse, já cá estava.



*Carminho nasceu em Lisboa a 20 de agosto de 1984. Cantora e compositora, é uma das vozes proeminentes da nova geração do fado, que interpreta desde criança. O seu primeiro disco, "Fado", é editado em 2009. Seguiram-se "Alma" (2013) e "Canto" (2014). Em 2016 grava “Carminho canta Tom Jobim”, com a última banda que acompanhou o artista brasileiro ao vivo nos seus últimos dez anos, partilhando temas com Marisa Monte, Chico Buarque e Maria Bethânia. "Maria", lançado em 2018, é o seu último álbum.