28 setembro 2023

Novena a Nossa Senhora do Rosário


O dia 7 de outubro é a festa de Nossa Senhora do Rosário. Segundo a tradição, foi a própria Mãe de Deus que apareceu um dia a São Domingos de Gusmão (1170-1221), ensinou-lhe a rezar o Santo Rosário e lhe pediu que se propagasse esta prática, prometendo que muitos pecadores se converteriam e obteriam abundantes graças.


Oração Inicial

Ó Mãe e clementíssima Virgem do Rosário! Vós, que plantastes na Igreja por meio do vosso privilegiado filho Domingos o místico remédio do Santo Rosário, fazei que abracemos todos a vossa santa devoção e obtenhamos o seu verdadeiro espírito, de modo que aquelas místicas rosas sejam em nossos lábios e coração remédio para os pecadores e aumento da graça para os justos. Amém.

Pedir aqui com confiança a graça que se deseja obter com esta novena.


Orações Finais

Rezar quatro Ave-Marias e Glórias em reverência às quatro ordens de mistérios do Santo Rosário.

Terminar com a seguinte oração:

Ó Santíssima Virgem, Mãe de Deus, doce refúgio e esperança piedosa de todos os aflitos! Pela confiança e autoridade de Mãe com que podeis apresentar as nossas súplicas ao Juiz soberano do nosso bem, empenhai uma e outra em favor nosso. Consegui-nos a graça de reformar com o Santo Rosário as nossas vidas, aprendendo de tão doce livro a fiel imitação de vosso Filho, Jesus, até podermos adorá-Lo e amá-Lo por todos os séculos dos séculos. Amém.



Oração específica para cada dia:

Primeiro Dia

“Ave, Maria!”

Quanto se alegra a minha alma, ó Mãe amabilíssima, com as doces lembranças que em mim desperta esta saudação! Enche-se de alegria o meu coração ao dizer “Ave, Maria!”, por acompanhar a alegria do vosso Espírito ao escutar da boca do anjo a eleição que fez de vós o Onipotente a fim de dar-nos o Senhor. Amém.


Segundo Dia

“Maria”

Dignai-vos, Mãe amabilíssima, selar com o vosso nome a memória das nossas súplicas; dai-nos a esperança de que o vosso Filho Jesus nos atenda benignamente, para renunciarmos a todas as vaidades do mundo, amarmos firmemente a virtude e almejarmos continuamente a nossa eterna salvação. Amém.


Terceiro Dia

“Cheia de graça”

Salve, doce Mãe, Maria, sacrário riquíssimo em que descansou corporalmente a plenitude da divindade! Aos vossos pés se apresenta despojada a minha pobre alma, pedindo a graça e o amor de Deus com que fostes enriquecida, fazendo-vos cheia de virtude, cheia de santidade e cheia de graça. Amém.


Quarto Dia

“O Senhor é convosco”

Ó Santíssima Virgem! Aquele imenso Senhor que por Sua essência fez todas as coisas está em vós e convosco por modo excepcional! Mãe querida, venha o Senhor a nós através de vós. Mas, como é que poderia vir até um coração tão impuro quanto o meu Aquele Senhor que, para fazer de vós a Sua morada, quis por prodígio que não se perdesse a vossa virgindade mesmo sendo Mãe? Ah, quanta impureza habita em nós para que em nós também habite nosso Senhor! Ajudai-nos, Mãe, a recebê-lo com nosso máximo amor, apesar da nossa profunda indignidade. Amém.


Quinto Dia

“Bendita sois vós entre as mulheres”

Vós sois a glória de Jerusalém; vós, a alegria de Israel; vós, a honra do povo Santo de Deus! Obtende pela vossa intercessão, ao nosso espírito, a mais viva fé para considerarmos e adorarmos mediante o vosso Santo Rosário as misericórdias que fez em vós e por vós o Filho de Deus. Amém.


Sexto Dia

“Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”

Choro, ó Mãe, meus tantos pecados que fizeram morrer na cruz o vosso Filho. Seja um dos frutos da minha oração que eu nunca termine de chorá-los, até poder louvar eternamente o Puríssimo Fruto de vosso ventre. Amém.


Sétimo Dia

“Santa Maria, Mãe de Deus”

Não permitais que se perca a minha alma, resgatada ao preço inestimável do Sangue de Jesus! Dai-me um coração digno de vós, para que, amando-vos, sejam minhas delícias obsequiar-vos com o Santo Rosário para adorar por meio dele o vosso Filho, pelo muito que fez para a nossa redenção e pelo tanto que desejou ao vos tornar a Sua Mãe. Amém.


Oitavo Dia

“Rogai por nós, pecadores”

Mãe de piedade! A vós peço, Mãe do Rei soberano da glória e minha Mãe: alcançai-me a humildade e a plena confiança, para, deste modo, com o auxílio de Deus, receber os favores da Divina Misericórdia pelos méritos de vosso Filho e nosso Redentor. Amém.


Nono Dia

“Agora e na hora de nossa morte”

Estamos sempre prestes a perder a graça de Deus. Fazei, ó Mãe, que não se aparte de minha memória o último momento da vida terrena, que haverá de ser decisivo para a minha vida eterna. Ó Mãe de piedade, concedei-me a esperança de morrer sob a vossa proteção e no amor de meu Jesus. Amém.


Fonte: ACI Digital



O Pacto Educativo Global com Deus em prol da humanidade




A Educação compromete-nos com o acolhimento e inclusão do outro, na sua alteridade, no respeito pela sua singularidade, permitindo que brote do interior de cada pessoa a imagem do Criador. Em consonância com o apelo e o movimento do Papa Francisco em prol de um Pacto Educativo Global (2020), reiterado e rejuvenescido na JMJ em Lisboa, é fundamental reavivar o entusiasmo com as gerações jovens, renovando o compromisso com uma Educação aberta e inclusiva, feita de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão, capaz de incidir no coração duma sociedade e fazer nascer a cultura do encontro, do projetar e caminhar juntos.


1. Educar é amar e apontar caminhos

Educar é amar e apontar caminhos num pacto com as gerações jovens, que empenhe as famílias, as comunidades, as escolas e universidades, as instituições, as religiões, os governantes, a humanidade inteira na formação de pessoas maduras, aptas a superar visões imediatistas e utilitaristas para se comprometerem com o bem comum.
É preciso dialogar sobre o modo como estamos a construir o futuro do planeta e sobre a necessidade de potenciar os talentos de todos para fazer amadurecer uma nova solidariedade universal e projetar o que nos é comum. Esta é uma tarefa que não diz respeito apenas a nós cristãos, mas a todos. Cada pessoa é chamada a ser protagonista desta aliança.
Fará parte destes compromissos a assunção da centralidade da Pessoa e da sua dignidade num processo educativo que visa a maturidade integral e que atenta: à escuta das expetativas, receios e angústias, das esperanças e das propostas dos jovens e à garantia da sua plena participação na ação educativa; ao trabalho educativo sinérgico contra a pobreza e as desigualdades, centrado no exercício de uma cidadania ativa e dinâmica; à compreensão da economia, da política e do desenvolvimento, à luz da perspetiva da ecologia integral, no pressuposto de que o ser humano é intrinsecamente aberto ao mundo, aos outros e a Deus.


2. A Educação é uma semente de esperança

Educar é sempre um ato de esperança. A globalização da indiferença, da violência, do discurso de ódio contra migrantes e outros marginalizados coloca grandes desafios à Educação e aos educadores. Cabe-nos, portanto, contribuir para que cada ato educativo seja gerador de fraternidade, de paz, de justiça e de cuidado do outro e da “casa comum”. O cuidado é um mandato do Criador e deve estar vinculado ao direito universal, cuidado este que requer uma visão política, económica e cultural, com foco na proteção da Pessoa e do mundo que habita. Face às disparidades de uma sociedade global, a Educação deve ajudar-nos a viver o valor do respeito e ensinar “…o amor capaz de aceitar todas as diferenças, a prioridade da dignidade de cada ser humano em relação a qualquer uma das suas ideias, sentimentos, práticas…” (Fratelli Tutti, 191), um amor que não fica indiferente a nenhum modo de violência e de abuso nem a nenhuma forma de escravidão.
Também o mundo virtual, que, por um lado, permite o acesso rápido a cada recanto do planeta, e tende, por outro, a contribuir para a “globalização da indiferença”, exige discernimento, atitude crítica, sempre com a consciência de que qualquer instrumento é meio e não fim, podendo servir intenções e ideologias que cabe discernir, atenta e lucidamente. Educar para a aprendizagem dos meios e a centralização no fim, que é a Pessoa, é desafio a atender, neste Pacto Educativo Global.


3. Sem horizonte não há meta

A Educação responsabiliza as pessoas e transforma o mundo. Um dos maiores desafios da Educação, na perspetiva cristã, está em descentrar o ser humano de si mesmo, encerrado numa autossuficiência que isola dos outros e do mundo, para o encaminhar na descoberta do Totalmente Outro. É a tentação de sempre e é o desafio nunca acabado de ‘transcender-se’. É, afinal, a grande meta da Educação: apontar para horizontes abertos, que alonguem o olhar e o caminhar, horizontes que a perspetiva cristã assegura serem expressão, no tempo da História, do Horizonte último para onde se encaminha a Humanidade. Requer-se, portanto, uma nova Educação que promova a transcendência da Pessoa Humana, o desenvolvimento humano integral e sustentável, o diálogo intercultural e religioso, a salvaguarda do planeta, não já num registo de medos ou inevitabilidades, mas numa lógica de reconhecimento do mundo como dom, num dinamismo que promove o acolhimento e o cuidado pelo outro, encontros pela paz e a serena abertura a Deus.
Perguntar e escutar as inquietações que habitam o secreto lugar do coração é tarefa primeira da Educação. E, com o palpitar das interrogações, far-se-á o caminho da busca das grandes respostas. Para os crentes, trata-se de despertar nas crianças, adolescentes e jovens, nos tempos certos, o desejo de entrar na própria interioridade para conhecer e amar Deus. Para os não crentes, trata-se de animar uma inquietude estimulante sobre o sentido das coisas e da própria existência, o sagrado altar a um Deus desconhecido, cuja descoberta do nome deve esperar contributo da Educação Cristã.


4. Empreendedores de sonhos

Educar não é, por tudo isto, lugar de mera transmissão de conceitos, mas uma tarefa que exige que todos os seus responsáveis – a começar pela família – nela participem de modo solidário e completo. Todos precisamos ter no coração o bem das pessoas que educamos, em particular das nossas crianças, adolescentes e jovens.
Todos os educadores, sejam pais, professores, formadores, párocos, catequistas… têm de estreitar entre si uma aliança que valorize a unicidade de cada um, graças a um compromisso contínuo na educação e na formação em todas as dimensões da Pessoa. Este é o desafio maior de um Pacto Educativo Global para o qual todos estamos convidados. Afinal, todos fazemos parte dessa ‘aldeia’ reunida na educação de cada criança e jovem, não para que nela permaneçam, mas para que dela partam livres, responsáveis e comprometidos com o bem da humanidade e da casa comum, sem medos, e como “empreendedores de sonhos”, como nos disse o Papa Francisco em Lisboa.

Subamos, juntos, “apressadamente”, à Barca da Educação!

Bom ano pastoral e letivo para cada um e para todos.
Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé

Dia de S. Mateus,
Lisboa, 21 de setembro de 2023