30 maio 2025

A pressa que vem do amor




Há pressas que vêm da ansiedade. Outras, do medo. Mas a pressa de Maria, naquele início do Evangelho de Lucas, é de outra natureza. É uma pressa que vem do amor. Uma urgência que brota do coração tocado por Deus.
Maria levanta-se. Sai de casa. Parte ao encontro da sua prima Isabel. E o que poderia ter sido um gesto discreto, quase doméstico, torna-se uma teofania: Deus atravessa montanhas nos passos de uma jovem mulher grávida.
A Visitação não é apenas um episódio da vida de Maria. É uma página onde o Evangelho começa a respirar. É um diálogo entre dois ventres. Um encontro entre duas mulheres habitadas por promessas impossíveis. E no meio desse silêncio cheio de esperança, algo dança: o menino no seio de Isabel estremece, como quem reconhece uma presença maior.
Isabel, tocada pela alegria do Espírito, profetiza. Maria responde com um cântico que não vem apenas dos lábios, mas de toda a sua vida: o Magnificat. Não se exibe. Não se coloca no centro. Exulta em Deus, aquele que repara o mundo por dentro, que olha para o pequeno, que se recorda dos esquecidos.
Este episódio evangélico tem a leveza de um gesto quotidiano e, ao mesmo tempo, a densidade de um mistério. É Deus a visitar Deus. É a humanidade a aprender a mover-se com a delicadeza do Espírito.
Maria ensina-nos aqui que a fé não se vive de joelhos apenas, mas também de pé, a caminho, com os olhos voltados para quem precisa. Mostra-nos que o amor verdadeiro é ativo, atento, disponível. E que, por vezes, as visitas mais simples são as que mais transformam.
Neste mundo de ruídos e dispersão, a Visitação convida-nos a cultivar a presença. A sermos também nós portadores de Cristo no modo como escutamos, como cuidamos, como nos fazemos dom.
Porque, no fundo, a fé é isso: deixar que Cristo passe pelos nossos passos e chegue, através de nós, à casa dos outros.


Ana Conde
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com




29 maio 2025

A partida que nos envia




Há momentos em que a ausência não empobrece, mas revela. Não nos rouba, mas expande-nos. A Ascensão do Senhor é precisamente isso, o instante paradoxal em que o Céu se inscreve na Terra não como um adeus, mas como uma promessa.
Jesus parte. Ou melhor, deixa de estar ao alcance dos nossos olhos para habitar a profundidade dos nossos corações. E o que parece um afastamento, é, na verdade, a mais íntima das presenças. Eleva-se aos Céus, mas não como quem abandona, antes como quem inaugura um modo novo de estar, mais interior, mais total, mais fecundo.
Como escreveu São Leão Magno, "a Ascensão do Senhor é a exaltação da nossa humanidade"¹. Cristo leva consigo, na sua subida, a nossa carne, as nossas histórias, as nossas feridas. Ele não sobe sozinho, leva-nos com Ele. E, ao fazê-lo, abre-nos à esperança de que a nossa peregrinação também conhecerá o horizonte da plenitude.
Mas há mais. Na montanha da Ascensão - onde o céu toca a terra e a terra ousa olhar para o alto - somos enviados. Não para ficarmos paralisados na contemplação do mistério, mas para vivê-lo no concreto dos dias. "Ide, fazei discípulos todos os povos"², diz-nos o Ressuscitado. A missão começa quando aceitamos que o amor não se guarda, transmite-se. Quando deixamos de perguntar "onde está o Senhor?" para começarmos a sê-lo, na humildade do serviço, na ousadia da fé, na paciência da caridade.
A Ascensão é também o tempo do Espírito. De um Deus que não está ausente, mas presente de um outro modo. Invisível, sim, mas não inoperante. Em cada gesto de ternura, em cada luta por justiça, em cada semente de Evangelho lançada ao vento, Ele continua a descer. Continua a fazer-se carne. Continua a viver em nós.
A nós, que ainda olhamos o céu com uma mistura de espanto e nostalgia, a Ascensão recorda que o Céu começa aqui. Quando deixamos que Deus habite os nossos passos. Quando nos tornamos, uns para os outros, sinais de uma presença que salva.



² Evangelho segundo São Mateus 28, 19: Comentário litúrgico – Vatican News


Ana Conde
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com




26 maio 2025

Junho, o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus




Junho é, para a Igreja Católica, um tempo de especial intimidade com o Sagrado Coração de Jesus. É o mês em que somos convidados a mergulhar no mistério profundo do amor divino, simbolizado por esse Coração que tanto amou o mundo. Um Coração ferido, mas sempre aberto, que arde em compaixão, misericórdia e fidelidade. Este Coração é o centro da nossa fé. Ali, encontramos a ternura de Deus feita carne, feita gesto, feita dom total.
Celebrar o Sagrado Coração em Junho não é apenas recordar uma devoção bonita e antiga. É escutar, no meio do ruído e da pressa do mundo, o convite sereno de Jesus: "Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração" (Mt 11,29). É deixar-se transformar por esse amor que não impõe, mas propõe. Que não acusa, mas acolhe. Que não desiste, mesmo quando nós O esquecemos.
E, ao lado desse Coração, encontramos sempre Maria. Embora o mês de Maio seja tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora, a presença d’Ela prolonga-se em Junho, como Mãe que permanece junto ao Filho. Foi Maria quem primeiro escutou o bater do Coração de Jesus, ainda no seu seio. Foi Ela que O seguiu até à cruz, onde esse Coração foi trespassado por amor a nós. Foi também Ela quem, com ternura materna, ajudou os primeiros discípulos a compreender o sentido desse amor.
A devoção ao Sagrado Coração floresceu particularmente após as revelações a Santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII, mas as suas raízes mergulham no próprio Evangelho. E Maria é a primeira e mais fiel devota deste Coração. Quem melhor do que Ela para nos ensinar a responder com amor ao Amor?
Neste mês, somos chamados a contemplar esse Coração que pulsa no silêncio da Eucaristia, que se faz próximo na oração, que espera por nós no pobre, no doente, no irmão ferido. E somos também chamados a consagrar-lhe a nossa vida - como indivíduos, famílias e comunidades.
Junho é, portanto, mais do que uma simples etapa no calendário litúrgico. É um tempo de graça, um tempo de regresso ao essencial: o Amor. Um Amor que tem forma de Coração. Um Coração que bate ao ritmo do Céu. E ao lado desse Coração, a Mãe. Sempre.


Ana Conde
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com









25 maio 2025

50 mil crianças depois





Num mundo com excesso de imagens e escassez de compaixão, as crianças mortas em Gaza somam-se aos números como se não tivessem nome, rosto ou brinquedo favorito. Mais de 50 mil - cinquenta mil - crianças mortas e feridas desde 7 de Outubro de 2023, segundo a UNICEF. Um número tão obsceno que deixa de ser número e passa a ser ruído. Um número que nenhuma consciência deveria aceitar como tolerável.
E no entanto, aceita-se.
A estatística é apenas o verniz. Por baixo está o horror. Mais de 13 mil crianças mortas. Vinte e cinco mil feridas. Algumas perderam membros, todas perderam infância. Outras desapareceram nos escombros, e o termo "desaparecido" esconde a violência de uma morte sem corpo nem despedida. Gaza, diz a UNICEF, tornou-se um cemitério para crianças e famílias. E nós, leitores deste lado do mundo, também somos responsáveis por este cemitério porque ainda não exigimos, com suficiente força, que parem.
Há mais. 25 mil crianças hospitalizadas por desnutrição. 19 mil em estado de desnutrição aguda. E o que não se vê: o trauma, a amnésia forçada pela dor, o medo como identidade. Estes números não são fabricados por propagandas. Vêm da UNICEF, da ONU, da Associated Press. São dados validados, cruzados, repetidos. São a verdade, mesmo que nos custe.
Gaza é hoje a mais absoluta negação da infância. Uma anti-infância. Uma zona em que viver até aos cinco anos já é um milagre. As escolas desapareceram. Os hospitais estão a cair. A água falta. E as Nações Unidas lembram que dois terços das vítimas são mulheres e crianças. Dois terços. Que mais será preciso para o mundo girar?
Podemos discutir a legitimidade de estados e fronteiras, os erros históricos, a tragédia dos atentados, o direito à defesa e à sobrevivência. Mas não se discute isto: nenhuma criança deve pagar com o corpo a dívida política dos adultos.
Nenhuma criança deveria ser alvo de artilharia ou morrer à espera de tratamento. Nenhuma. Não há Estado ou religião que justifique esta contabilidade da morte.
Cada criança morta é uma sentença moral sobre o mundo. Somos todos cúmplices do que escolhemos ignorar.
Gaza hoje não é apenas um conflito geopolítico. É um espelho. E nesse espelho, o que se vê é o fracasso rotundo da nossa civilização.


Natália Matos
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com






05 maio 2025

Maria "estava"




No nosso itinerário de catequeses sobre a esperança cristã, hoje meditamos sobre Maria, Mãe da esperança. Maria atravessou mais de uma noite no seu caminho de mãe. Desde a primeira menção na história dos evangelhos, a sua figura destaca-se como se fosse o personagem de um drama. Não foi simples responder com um «sim» ao convite do anjo: e no entanto, ainda na flor da idade, ela respondeu com coragem, não obstante nada soubesse do destino que a esperava. Maria, naquele instante, parece uma das muitas mães do nosso mundo, corajosas até ao extremo quando se trata de acolher no próprio ventre a história de um novo homem que nasce.

Aquele «sim» foi o primeiro passo de uma longa lista de obediências — longa lista de obediências! — que acompanharão todo o seu itinerário de mãe. Assim, nos evangelhos Maria aparece como uma mulher silenciosa, que com frequência não compreende tudo o que acontece ao seu redor, mas medita cada palavra e acontecimento no seu coração.

Nesta perspectiva, podemos ver um perfil belíssimo da psicologia de Maria: não é uma mulher que se deprime face às incertezas da vida, especialmente quando nada parece correr bem. Nem sequer uma mulher que protesta com violência, que se enfurece contra o destino da vida que muitas vezes nos revela um semblante hostil. Ao contrário, é uma mulher que ouve: não vos esqueçais que existe sempre uma grande relação entre a esperança e a escuta, e Maria é uma mulher que ouve. Maria acolhe a existência do modo como se apresenta a nós, com os seus dias felizes, mas também com as suas tragédias que nunca gostaríamos de ter encontrado. Até à noite suprema de Maria, quando o seu Filho foi pregado na cruz.

Até àquele dia, Maria tinha quase desaparecido da trama dos evangelhos: os escritores sagrados deixam entender este lento escondimento da sua presença, o seu permanecer muda diante do mistério de um Filho que obedece ao Pai. Contudo, Maria reaparece precisamente no momento crucial: quando grande parte dos amigos fogem por terem medo. As mães não traem, e naquele instante, aos pés da cruz, nenhum de nós pode dizer qual tenha sido a paixão mais cruel: se a de um homem inocente que morre no patíbulo da cruz, ou a agonia de uma mãe que acompanha os últimos instantes da vida do seu filho. Os evangelhos são lacónicos e extremamente discretos. Mencionam com um simples verbo a presença da Mãe: «estava» (Jo 19, 25). Ela estava. Nada dizem sobre a sua reação: se chorou ou não... nada; nem uma pincelada para descrever a sua dor: sobre esses pormenores mais tarde teria irrompido a imaginação de poetas e pintores que nos deixaram imagens que entraram na história da arte e da literatura. Contudo, os evangelhos dizem só: ela «estava». Estava ali, no momento mais triste, mais cruel, e sofria com o filho. «Estava».

Maria «estava», simplesmente estava lá. Ei-la novamente, a jovem de Nazaré, agora com cabelos brancos pelo passar dos anos, ainda ocupada com um Deus que só deve ser abraçado, e com uma vida que chegou ao limiar da escuridão mais densa. Maria «estava» na escuridão mais espessa, mas «estava». Não foi embora. Maria está fielmente presente, cada vez que surge a necessidade de manter uma vela acesa num lugar de bruma e neblina. Nem ela conhece o destino de ressurreição que o seu Filho estava a abrir naquele instante para todos nós, homens: está ali por fidelidade ao plano de Deus do qual se proclamou serva no primeiro dia da sua vocação, mas também por causa do seu instinto de mãe que simplesmente sofre, cada vez que um filho atravessa uma paixão. Os sofrimentos das mães: todos nós conhecemos mulheres fortes que enfrentaram muitos sofrimentos dos filhos!

Encontrá-la-emos no primeiro dia da Igreja, ela, mãe de esperança, no meio daquela comunidade de discípulos tão frágeis: um negou, muitos fugiram, todos sentiram medo (cf. At 1, 14). Mas ela simplesmente estava ali, do modo mais normal, como se fosse algo totalmente natural: na primeira Igreja envolvida pela luz da Ressurreição, mas também pelos tremores dos primeiros passos que devia dar no mundo.

Por isso, todos nós a amamos como Mãe. Não somos órfãos: temos uma mãe no céu, que é a Santa Mãe de Deus. Porque nos ensina a virtude da esperança, até quando tudo parece sem sentido: ela permanece sempre confiante no mistério de Deus, até quando Ele parece desaparecer por culpa do mal do mundo. Que nos momentos de dificuldade, Maria, a Mãe que Jesus ofereceu a todos nós, possa sempre amparar os nossos passos e dizer ao nosso coração: «Levanta-te! Olha em frente, olha para o horizonte», porque Ela é Mãe de esperança. Obrigado.


Papa Francisco, Audiência Geral, Praça de São Pedro, 3 de Maio de 2017



01 maio 2025

O Terço com Maria, à Luz de Fátima (para a catequese)

 


Mistérios Gozosos (Meditam-se às Segundas e Sábados)

1º Mistério Gozoso – A Anunciação do Anjo a Maria

“O Anjo disse: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo.’” (Lucas 1,28)

Reflexão:
Em Fátima, o Anjo da Paz apareceu aos pastorinhos e ensinou-lhes a rezar com o coração. Depois, foi Nossa Senhora quem veio trazer uma mensagem clara: “Quereis oferecer-vos a Deus?”
Maria, ao ouvir o anjo, disse "Sim" sem saber tudo o que isso implicava. Também os pastorinhos disseram "sim" e aceitaram sofrer por amor a Deus e pela conversão dos pecadores.

Para pensar:
E tu? Estás disposto a dizer "sim" a Deus, mesmo sem saber todos os planos d'Ele para ti? Pede a Nossa Senhora a coragem de confiar como ela confiou.

 

2º Mistério Gozoso – A Visita de Maria a sua prima Isabel

“Maria pôs-se a caminho e foi apressadamente para a montanha, a uma cidade de Judá.” (Lucas 1,39)

Reflexão:
Maria não ficou parada com a notícia do anjo. Ela foi ajudar a prima Isabel, mesmo estando grávida. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que rezassem o terço todos os dias, fizessem sacrifícios pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo.

Para pensar:
Hoje, quem precisa da tua ajuda? Será que também nós podemos "ir apressadamente" ao encontro de quem precisa de oração, consolo ou companhia?

 

3º Mistério Gozoso – O Nascimento de Jesus em Belém

“Maria deu à luz o seu filho primogénito, envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura.” (Lucas 2,7)

Reflexão:
Jesus nasceu pobre, numa gruta, mas trouxe a maior riqueza: o Amor de Deus. Em Fátima, Nossa Senhora mostrou aos pastorinhos como o mundo precisava desse Amor. Ela disse: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.”
Francisco e Jacinta quiseram consolar o Menino Jesus, oferecendo sacrifícios com alegria.

Para pensar:
Tens espaço na tua “manjedoura” para Jesus? Ou o teu coração está cheio de distrações? Pede a Jesus que nasça no teu interior e te ajude a viver com mais simplicidade e amor.

 

4º Mistério Gozoso – A Apresentação de Jesus no Templo

“Levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor.” (Lucas 2,22)

Reflexão:
Maria e José oferecem Jesus a Deus com alegria e confiança. Em Fátima, Nossa Senhora pediu que todos nos ofereçamos a Deus também, com as nossas alegrias e dificuldades, para colaborar com Ele na salvação do mundo.

Para pensar:
Hoje, o que podes oferecer a Deus? Um tempo de silêncio? Um sacrifício escondido? Um gesto de bondade? Como os pastorinhos, também nós podemos fazer pequenas grandes ofertas.

 

5º Mistério Gozoso – O Encontro de Jesus no Templo

“Depois de três dias, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores.” (Lucas 2,46)

Reflexão:
Maria e José estavam aflitos, mas encontraram Jesus onde Ele devia estar: na casa do Pai. Em Fátima, Nossa Senhora pediu que nunca nos afastássemos de Deus, exortando-nos à conversão, à oração - especialmente do Terço - e à penitência, como meios para alcançar a paz e a salvação das almas.

Para pensar:
Já sentiste que “perdeste” Jesus de vista? Como os pastorinhos, procura-O com fé. Ele está sempre pronto a ser encontrado, especialmente na oração, na Eucaristia e na Palavra.

 


Mistérios Dolorosos (Meditam-se às Terças e Sextas-feiras)

1º Mistério Doloroso – A Agonia de Jesus no Horto

“A sua alma ficou mergulhada numa tristeza mortal.” (Mateus 26,38)

Reflexão:
No Horto das Oliveiras, Jesus sentiu-se sozinho e com medo, mas ofereceu tudo ao Pai por amor a nós. Em Fátima, o Anjo ensinou aos pastorinhos a rezar: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.”
Maria pediu-lhes que aceitassem os sofrimentos em união com Jesus, para consolar o Seu Coração ferido.

Para pensar:
Quando te sentes só, incompreendido ou cansado… pensas em oferecer isso a Jesus? Como os pastorinhos, podes transformar o sofrimento em oração viva.

 

2º Mistério Doloroso – A Flagelação de Jesus

“Mandou que o açoitassem.” (João 19,1)

Reflexão:
Jesus foi chicoteado sem culpa. Sofreu em silêncio por cada um de nós. Em Fátima, Nossa Senhora mostrou aos pastorinhos como tantos pecados ofendem a Deus e pediu que rezassem e fizessem sacrifícios pela conversão dos pecadores.

Para pensar:
Às vezes, somos injustiçados ou gozados por fazermos o bem ou por sermos diferentes. Consegues transformar essas dores em oração? Pede a Jesus que te ajude a ter um coração forte e misericordioso.

 

3º Mistério Doloroso – A Coroação de Espinhos

“Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-lha na cabeça.” (João 19,2)

Reflexão:
Jesus foi humilhado, gozado, tratado como um rei falso. Em Fátima, Nossa Senhora falou de “reparação” – ou seja, consolar Jesus por tanto desprezo e desrespeito que Ele ainda sofre hoje.

Para pensar:
Já viste alguém ser gozado ou humilhado? Ficas calado ou defendes? Também hoje Jesus sofre em cada pessoa que é maltratada. Serás tu um consolo ou mais um espinho?


4º Mistério Doloroso – Jesus com a Cruz às Costas

“Carregando Ele próprio com a cruz, saiu para o lugar chamado Calvário.” (João 19,17)

Reflexão:
Jesus cai, levanta-se, continua... nunca desiste. Em Fátima, os pastorinhos aprenderam a carregar as suas “cruzes” com alegria, oferecendo tudo a Deus, até as pequenas dores e dificuldades.

Para pensar:
Tens alguma “cruz” que custa a carregar? Problemas em casa, na escola, dúvidas, medos? Oferece tudo a Jesus, como fizeram os pastorinhos. Ele caminha contigo.

 

5º Mistério Doloroso – A Morte de Jesus na Cruz

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23,46)

Reflexão:
Na cruz, Jesus deu tudo por amor. Foi o maior ato de amor da história. Nossa Senhora, em Fátima, mostrou aos pastorinhos como muitos esquecem este amor e vivem longe de Deus. Por isso pediu: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores.”

Para pensar:
Jesus deu a vida por ti. E tu, o que estás a dar por Ele? Um pouco do teu tempo? A tua oração? A tua fidelidade? Pede a Nossa Senhora que te ensine a amar Jesus com o coração inteiro.


 

Mistérios Luminosos (Meditam-se às Quintas-feiras)

1º Mistério Luminoso – O Batismo de Jesus no rio Jordão

“Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência.” (Mateus 3,17)

Reflexão:
Jesus não precisava de ser batizado, mas quis colocar-se ao lado dos pecadores. Em Fátima, Nossa Senhora lembrou aos pastorinhos a importância da conversão. Disse-lhes: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.”
O Batismo é o início da nossa caminhada com Deus. E a conversão é uma escolha de todos os dias.

Para pensar:
Lembras-te do teu Batismo? Sabias que naquele dia te tornaste filho(a) de Deus? Como estás a viver esse dom? Estás a tentar seguir Jesus de verdade?

 

2º Mistério Luminoso – O milagre nas Bodas de Caná

“Fazei tudo o que Ele vos disser.” (João 2,5)

Reflexão:
Nas Bodas de Caná, Maria percebe o problema antes de todos e apresenta-o a Jesus. Ela confia que Ele fará algo – e Ele faz o seu primeiro milagre.
Em Fátima, Maria também veio alertar a humanidade e apontar para Jesus. Pediu oração, penitência e confiança na salvação que vem de Deus.

Para pensar:
Qual é o teu “vinho que falta”? Alegria? Esperança? Paz? Maria diz-te hoje: “Faz o que Jesus te disser”. Confias Nele, mesmo sem ver o milagre logo?

 

3º Mistério Luminoso – O anúncio do Reino de Deus

“Convertei-vos e acreditai no Evangelho.” (Marcos 1,15)

Reflexão:
Jesus percorreu vilas e cidades, anunciando um Reino diferente – onde o amor, a justiça e o perdão têm a última palavra. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que rezassem pela conversão dos pecadores, para que todos pudessem fazer parte desse Reino.

Para pensar:
Que tipo de “reino” estás a construir com a tua vida? Só para ti, ou para os outros também? Estás disponível para dizer “sim” a esse Reino como os pastorinhos disseram?

 

4º Mistério Luminoso – A Transfiguração de Jesus

“O seu rosto brilhou como o sol.” (Mateus 17,2)

Reflexão:
Jesus mostra aos apóstolos um pedacinho da sua glória, para que não desanimem nas horas difíceis. Em Fátima, Nossa Senhora também mostrou aos pastorinhos a luz do Céu e disse-lhes que o sofrimento aqui é passageiro, mas que vale a pena viver com os olhos na eternidade.

Para pensar:
Tens esperança? Ou desanimas facilmente? Pede a Deus que te mostre a Sua luz, mesmo nos dias escuros. Como os pastorinhos, confia que o Céu existe – e espera por ti.

 

5º Mistério Luminoso – A instituição da Eucaristia

“Isto é o meu corpo, entregue por vós.” (Lucas 22,19)

Reflexão:
Na Última Ceia, Jesus dá-Se por inteiro. É o maior presente: a Sua presença real na Eucaristia. Em Fátima, o Anjo ensinou esta oração:

"Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido."
Os pastorinhos aprenderam a amar profundamente a Eucaristia. Francisco passava horas a consolar Jesus escondido no sacrário.

Para pensar:
Como vives a Missa? É uma obrigação ou um encontro? E quando passas diante de uma igreja... lembras-te que Jesus está lá? Ele espera por ti.

  

 

Mistérios Gloriosos (Meditam-se aos Domingos e Quartas-feiras)

1º Mistério Glorioso – A Ressurreição de Jesus

“Ele não está aqui, ressuscitou, como disse.” (Mateus 28,6)

Reflexão:
A Ressurreição de Jesus é o maior milagre e a maior vitória. Ele venceu a morte para que todos nós pudéssemos viver a vida nova. Em Fátima, Nossa Senhora falou sobre a importância da conversão e da oração. Ela sabia que a vitória de Cristo era a resposta para todos os nossos problemas.

Para pensar:
Acreditas que, mesmo quando as coisas parecem difíceis, Jesus já venceu a morte e te oferece uma vida nova? O que precisas de ressuscitar na tua vida hoje? Fé? Esperança? Amor?

 

2º Mistério Glorioso – A Ascensão de Jesus ao Céu

“Quando O viram, adoraram-No, mas alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Toda a autoridade me foi dada no Céu e na terra.’” (Mateus 28,17-18)

Reflexão:
Depois de ressuscitar, Jesus sobe ao Céu, mas antes de ir, promete estar connosco até ao fim dos tempos. Em Fátima, Nossa Senhora pediu que rezássemos o Terço para fortalecer a nossa fé e lembrarmo-nos da presença de Deus, mesmo quando não O vemos fisicamente.

Para pensar:
Ainda que não possas ver Jesus, sabes que Ele está perto de ti. Como vives a certeza de que Ele cuida de ti? Como te prepara para a vida eterna ao lado d'Ele?

 

3º Mistério Glorioso – A Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo.” (Atos 2,4)

Reflexão:
No Pentecostes, o Espírito Santo veio dar força aos apóstolos para anunciarem o Evangelho. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que rezassem para que o Espírito Santo iluminasse o coração das pessoas, ajudando-as a viver segundo o plano de Deus.

Para pensar:
Já sentiste a força do Espírito Santo na tua vida? Pede ao Espírito Santo que te dê coragem para viver como discípulo de Jesus, com os dons da sabedoria, da fortaleza e do amor.

 

4º Mistério Glorioso – A Assunção de Maria ao Céu

“Maria, a Mãe de Jesus, foi elevada ao Céu em corpo e alma, e a sua glória é sinal de esperança para todos os cristãos.”

Reflexão:
Maria foi elevada ao Céu, corpo e alma, porque foi a Mãe de Jesus, cheia de graça. Em Fátima, ela revelou a sua imensa bondade e misericórdia, pedindo aos pastorinhos que rezassem e fizessem penitência para que todos pudessem encontrar a glória do Céu. A Assunção de Maria mostra-nos que, com a graça de Deus, também nós podemos alcançar a vida eterna.

Para pensar:
Sabias que Maria, nossa Mãe, está sempre a interceder por nós junto de Deus? Como vives a tua relação com Maria? Pede-lhe para te ajudar a caminhar com mais fé e confiança em Jesus.

 

5º Mistério Glorioso – A Coroação de Maria como Rainha do Céu e da Terra

“Maria é elevada à condição de Rainha do Céu, porque, sendo a Mãe de Cristo Rei, partilha da Sua glória e realeza.”

Reflexão:
Maria é coroada Rainha, porque é a Mãe de Jesus, o Rei. Ela não está no Céu para ser adorada, mas para interceder por nós. Em Fátima, Nossa Senhora apareceu com um manto brilhante, mostrando que a sua missão é conduzir-nos até ao Coração de Jesus. Ela é a nossa Mãe e Rainha, e quer que confiemos n'ela.

Para pensar:
Sabes que Maria, como Rainha, cuida de ti com um amor imenso? Que atitude tens para com ela? Pede-lhe para te guiar no caminho de fé, sempre com confiança na sua intercessão.

 

Catarina Pereira
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com