06 abril 2026

A caminho de Emaús



O caminho para Emaús é, antes de mais, um caminho profundamente humano. Dois discípulos afastam-se de Jerusalém carregando consigo o peso da desilusão. Tinham acreditado, tinham esperado, tinham sonhado, e agora tudo lhes parece perdido. A morte de Jesus não foi apenas a perda de um mestre, foi o colapso de um sentido, de um futuro, de uma promessa. Quantas vezes também nós caminhamos assim, com o coração entristecido, revendo acontecimentos, tentando entender onde tudo falhou.
É nesse movimento de afastamento que o Ressuscitado se aproxima. Este detalhe é essencial: Jesus não espera que os discípulos regressem a Ele, vai ao encontro deles no lugar da sua fuga, no meio da sua confusão. Caminha ao lado deles como um desconhecido, escuta-os, deixa-os falar. Há aqui uma revelação profunda de Deus. Ele não se impõe, não interrompe bruscamente o nosso sofrimento, mas entra nele, partilha-o, acompanha-o.
Contudo, os discípulos não O reconhecem. Não por incapacidade física, mas porque o seu olhar está condicionado pela dor e pelas expectativas frustradas. Esperavam um Messias diferente, e por isso não conseguem ver que a resposta de Deus ultrapassa as suas ideias. Isto convida-nos a uma pergunta exigente: quantas vezes Deus já caminhou connosco sem que O reconhecêssemos, porque estávamos presos às nossas próprias imagens e certezas?
Jesus responde não com explicações rápidas, mas com um processo. Começa pelas Escrituras, ajudando-os a reinterpretar a história à luz do sofrimento e da glória. É como se dissesse: "Nada está perdido, há um sentido mais profundo que ainda não compreendes." O coração dos discípulos começa a arder, não porque tudo ficou claro de imediato, mas porque algo dentro deles desperta, uma esperança que renasce sem ainda ter nome.
O ponto decisivo acontece na hospitalidade: "Fica connosco." Este pedido é simples, mas transforma tudo. Quando abrem espaço, quando acolhem, quando partilham a mesa, é aí que os seus olhos se abrem. Reconhecem Jesus no gesto do partir do pão, um gesto quotidiano que se torna revelação. Deus revela-Se muitas vezes não no extraordinário, mas no gesto simples vivido com profundidade.
Curiosamente, no momento em que O reconhecem, Ele desaparece. Porque já não precisam de O ver com os olhos. Agora reconhecem-no no coração e na fé. A presença torna-se interior, mais profunda, mais verdadeira.
E então acontece a transformação. Aqueles que estavam a fugir regressam. A noite, o cansaço, a distância deixam de importar. Quando o encontro com Cristo é verdadeiro, não nos deixa no mesmo lugar, faz-nos voltar, recomeçar, testemunhar.
Este texto não é apenas uma narrativa do passado, é um espelho da nossa própria vida. Também nós passamos por caminhos de Emaús, também nós experimentamos a ausência, a dúvida, a desilusão. Mas também somos continuamente visitados por uma presença discreta que caminha ao nosso lado.
A grande questão não é se Deus está presente, mas se estamos disponíveis para O reconhecer. Talvez tudo comece com um gesto simples e humilde que é o de parar, escutar, e dizer. Mesmo no meio da incerteza "fica connosco".


Manuel Sampaio
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com



Caminho de Emaús

Dois amigos vão a falar,
passos lentos sem saber,
o que arde no coração
quando tudo faz doer.

Um viajante vem juntar,
faz perguntas devagar,
ouve tudo com atenção,
como quem quer ficar.

Refrão:
Vem caminhar, vem escutar,
Jesus está sem se mostrar,
no pão partido vais ver,
Ele vive em ti a crescer.

Fala de vida e de luz,
mesmo sem O reconhecer,
cada palavra é um sinal
que começa a aquecer.

Sentam-se à mesa ao cair
a tarde que já se vai,
no gesto simples do pão
o segredo aparece mais.

Refrão:
Vem caminhar, vem escutar,
Jesus está sem se mostrar,
no pão partido vais ver,
Ele vive em ti a crescer.

Quando o medo quiser ficar,
e a dúvida fizer parar,
lembra o fogo a acender
no caminho a acontecer.

Refrão:
Vem caminhar, vem partilhar,
Jesus connosco a caminhar,
abre os olhos sem temer,
há mais vida para viver.




A alegria que permanece



A Oitava de Páscoa constitui um prolongamento profundamente significativo do dia da Ressurreição, convidando os cristãos a não reduzirem a Páscoa a um momento isolado, mas a vivê-la como um tempo contínuo de alegria, renovação e esperança. Durante estes oito dias, a liturgia da Igreja celebra como se fosse sempre o mesmo dia, o "dia sem ocaso", em que a vitória de Cristo sobre a morte permanece viva e presente.
Esta continuidade ajuda-nos a compreender que a Ressurreição não é apenas um acontecimento do passado, mas uma realidade que transforma o presente e projeta o futuro. Ao longo da Oitava, somos chamados a revisitar o túmulo vazio, a escutar novamente os relatos das aparições de Jesus e a reconhecer, tal como os primeiros discípulos, que Ele está vivo no meio de nós. Esta repetição não é redundante, é pedagógica. Permite que a alegria pascal se enraíze mais profundamente no coração e na vida de cada crente.
A vivência da Oitava de Páscoa convida também à conversão interior. Tal como os discípulos passaram do medo à coragem, da dúvida à fé, também cada pessoa é desafiada a deixar que a luz da Ressurreição ilumine as suas próprias sombras. É um tempo propício para renovar a confiança, fortalecer a esperança e redescobrir o sentido da vida à luz de Cristo ressuscitado.
Além disso, esta semana sublinha a dimensão comunitária da fé. A Igreja reúne-se diariamente como comunidade pascal, celebrando, rezando e partilhando a alegria comum. A Ressurreição não é uma experiência individualista, mas um acontecimento que cria comunhão e envia em missão.
Assim, viver a Oitava de Páscoa é aceitar o convite a permanecer na alegria da Ressurreição, deixando que ela molde o olhar, as atitudes e as escolhas do quotidiano. É reconhecer que a Páscoa não termina no domingo, mas se prolonga na vida, tornando-se fonte permanente de esperança e de vida nova.


Manuel Sampaio
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com



Ele está vivo outra vez

O jardim acordou bem cedo,
a pedra já não está no lugar.
Há passos leves no silêncio,
alguém voltou para nos chamar.

Chamou pelo nome Maria,
e o medo ficou para trás.
Nos olhos brilhou alegria:
“É Jesus! Ele vive mais!”

Refrão:
Bate palmas, canta alto,
Jesus vive, está aqui!
Corre, salta, não tenhas medo,
Ele sorri para ti!

Bate palmas, dá um abraço,
leva a paz no coração,
No Tempo novo que começa,
vive a Ressurreição!

Caminhavam dois na estrada,
sem saber quem ia ao lado.
Era Ele a explicar a vida,
com o pão depois partilhado.

Entrou sem abrir a porta,
disse “A paz fique convosco”.
Mostrou as mãos bem marcadas,
e o amor ficou entre nós.

Refrão:
Bate palmas, canta alto,
Jesus vive, está aqui!
Corre, salta, não tenhas medo,
Ele sorri para ti!

Bate palmas, dá um abraço,
leva a paz no coração,
No Tempo novo que começa,
vive a Ressurreição!

Mesmo sem O ver agora,
Ele caminha contigo.
Em cada gesto de amor,
Ele diz: “Sou teu amigo.”

Refrão:
Bate palmas, canta alto,
Jesus vive, está aqui!
Corre, salta, não tenhas medo,
Ele sorri para ti!

Bate palmas, dá um abraço,
leva a paz no coração,
No Tempo novo que começa,
vive a Ressurreição!

29 março 2026

Os 7 Dons do Espírito Santo

 



1. Sabedoria 

O que é:
É a capacidade de ver a vida com os “olhos de Deus”.

Explicação:
Não é só ser inteligente ou ter boas notas. A sabedoria ajuda-te a perceber o que realmente importa na vida: amor, verdade, paz, e não coisas superficiais como popularidade ou bens materiais.

Exemplo prático:

  • Perceber que ajudar alguém vale mais do que ganhar likes.
  • Saber que fazer o bem é mais importante do que “ter razão”.

É como ter uma bússola interior que aponta sempre para o bem verdadeiro.

2. Entendimento 

O que é:
Ajuda-te a compreender melhor as coisas de Deus e o sentido da vida.

Explicação:
Às vezes ouvimos coisas como “amar o próximo” ou “perdoar”, mas não é fácil perceber a fundo. O entendimento ajuda-te a ir além da superfície e perceber o “porquê”.

Exemplo prático:

  • Entender porque é importante perdoar alguém, mesmo quando custa.
  • Perceber o valor das histórias da Bíblia para a tua vida hoje.

É como quando finalmente percebes uma matéria difícil na escola - faz “clique” na tua cabeça.

3. Conselho 

O que é:
Ajuda-te a tomar boas decisões.

Explicação:
Na vida há muitas escolhas: amigos, atitudes, caminhos. O dom do conselho ajuda-te a escolher o que é certo, mesmo quando tens dúvidas.

Exemplo prático:

  • Decidir não entrar em algo errado só porque os outros estão a fazer.
  • Saber o que dizer a um amigo que precisa de ajuda.

É como ter um “GPS interior” que te orienta no caminho certo.

4. Fortaleza 

O que é:
Dá-te coragem e força para fazer o bem, mesmo quando é difícil.

Explicação:
Nem sempre é fácil fazer o que está certo. Às vezes há medo, pressão ou dificuldades. A fortaleza ajuda-te a não desistir.

Exemplo prático:

  • Defender alguém que está a ser gozado.
  • Não ceder à pressão do grupo.
  • Continuar firme mesmo quando estás triste ou desmotivado.

É como uma força interior que te mantém de pé nas situações difíceis.

5. Ciência (ou Conhecimento) 

O que é:
Ajuda-te a ver o mundo como criação de Deus e a usá-lo bem.

Explicação:
Este dom ajuda-te a perceber o valor das coisas - natureza, pessoas, vida - e a não te deixares prender apenas ao material.

Exemplo prático:

  • Respeitar o ambiente.
  • Valorizar as pessoas mais do que os objetos.
  • Perceber que a felicidade não está só nas coisas.

É como ter uma visão mais profunda da realidade.

6. Piedade 

O que é:
Ajuda-te a ter uma relação próxima e sincera com Deus.

Explicação:
Não é só rezar por obrigação. A piedade faz com que sintas vontade de estar com Deus, confiar nele e tratar os outros com amor.

Exemplo prático:

  • Rezar com vontade, não por rotina.
  • Ajudar os outros com carinho.
  • Sentir que Deus faz parte da tua vida.

É como uma amizade verdadeira com Deus.

7. Temor de Deus 

O que é:
Não é medo, é respeito e amor profundo por Deus.

Explicação:
É perceber que Deus é importante e não querer afastar-se dele. É ter consciência de que fazer o mal prejudica essa relação.

Exemplo prático:

  • Evitar fazer algo errado porque sabes que não está certo, não por medo de castigo, mas por amor.
  • Ter consciência das tuas escolhas.

É como não quereres magoar alguém que amas muito.

Resumo simples

Os dons do Espírito Santo ajudam-te a:

  • Pensar melhor → Sabedoria e Entendimento
  • Decidir melhor → Conselho
  • Ser mais forte → Fortaleza
  • Ver melhor o mundo → Ciência
  • Amar mais → Piedade
  • Viver com sentido → Temor de Deus


Catarina Pereira
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com




Título: Sete Dons, um só Espírito

Há uma chama que começa a arder
No coração de quem quer crescer
Não é um fogo que vem e vai
É o Espírito Santo que em nós quer morar

Ele sopra forte, faz-nos levantar
Mostra um caminho novo para andar
Sete dons que Deus nos quer dar
Para a vida inteira iluminar

Se escutares bem dentro de ti
Há uma voz que te chama assim:
“Não tenhas medo de avançar,
Eu estou contigo para te guiar!”

(Refrão)
Sabedoria para ver mais além
Entendimento para perceber bem
Conselho quando não sei escolher
Fortaleza para não desistir de viver

Ciência para ver Deus na criação
Piedade que aquece o coração
Temor de Deus que ensina a amar
Sete dons para o mundo mudar

Quando a vida parece confusão
E o caminho foge da direção
Há uma luz que não se apaga
É o Espírito Santo que nunca nos larga

Ele ensina-nos a escutar
E a verdade no fundo encontrar
Com coragem para dizer “sim”
Ao sonho de Deus dentro de mim

Se escutares bem dentro de ti
Há uma voz que te chama assim:
“Não tenhas medo de avançar,
Eu estou contigo para te guiar!”

(Refrão)
Sabedoria para ver mais além
Entendimento para perceber bem
Conselho quando não sei escolher
Fortaleza para não desistir de viver

Ciência para ver Deus na criação
Piedade que aquece o coração
Temor de Deus que ensina a amar
Sete dons para o mundo mudar

Não é magia, não é ilusão
É Deus vivo no coração
No dia do Crisma vais receber
Uma força nova para viver

Vai, leva luz por onde passar
Mostra ao mundo como amar
O Espírito sopra sem parar
E contigo quer caminhar

Sabedoria para ver mais além
Entendimento para perceber bem
Conselho quando não sei escolher
Fortaleza para não desistir de viver

Ciência para ver Deus na criação
Piedade que aquece o coração
Temor de Deus que ensina a amar
Sete dons para o mundo mudar

Sete dons, uma só missão:
Levar o amor no coração.


Os Frutos do Espírito Santo

 


Os Frutos do Espírito Santo vêm da Bíblia, mais precisamente da carta de São Paulo aos Gálatas (5, 22-23). São qualidades que se manifestam na vida de quem vive segundo o Espírito de Deus. Vou explicar cada um de forma clara, simples mas com profundidade:

1. Amor

É o fundamento de todos os outros frutos.
Não é só um sentimento, mas uma decisão de querer o bem do outro.

Inclui:

  • Amar mesmo quando é difícil
  • Perdoar
  • Ajudar sem esperar recompensa

2. Alegria

Não depende das circunstâncias externas, mas de uma paz interior.

É:

  • Sentir felicidade mesmo em momentos difíceis
  • Ter esperança constante
  • Viver com entusiasmo e gratidão

3. Paz

É a tranquilidade interior que vem da confiança em Deus.

Manifesta-se como:

  • Calma em situações de stress
  • Capacidade de evitar conflitos
  • Serenidade nas decisões

4. Paciência (Longanimidade)

É saber esperar com calma, sem irritação.

Envolve:

  • Suportar dificuldades sem desespero
  • Não reagir com raiva
  • Dar tempo aos outros para crescerem

5. Benignidade (Amabilidade)

É tratar os outros com bondade e respeito.

Significa:

  • Ser gentil no falar e agir
  • Ter consideração pelos sentimentos dos outros
  • Demonstrar empatia

6. Bondade

Vai além da amabilidade — é agir concretamente para fazer o bem.

Inclui:

  • Ajudar quem precisa
  • Ser justo
  • Fazer o que é certo, mesmo sem reconhecimento

7. Fidelidade

É ser constante e digno de confiança.

Aparece como:

  • Cumprir promessas
  • Ser leal nas relações
  • Permanecer firme nos valores

8. Mansidão

É ter força interior, mas controlada.

Não é fraqueza, é:

  • Responder com calma em vez de agressividade
  • Saber ouvir
  • Ter humildade

9. Domínio próprio (Temperança)

É o controlo sobre os próprios impulsos.

Inclui:

  • Controlar emoções (raiva, inveja, etc.)
  • Evitar excessos
  • Tomar decisões conscientes

Em resumo:

Os frutos do Espírito não são coisas que se “forçam”, mas que crescem naturalmente quando uma pessoa vive em ligação com Deus e procura o bem.


Catarina Pereira
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com


Frutos no Coração

Quando o Espírito chega, a vida muda de cor,
Sementes de alegria, de amor e de calor.
No coração vão brotando, sem ninguém ver,
Frutos que nos fazem crescer!

Alegria, paz e amor,
Bondade que nos dá calor.
Fidelidade e mansidão,
Frutos que vêm do coração!

Refrão
Temos frutos no coração,
Com o Espírito Santo à mão!
Gentileza e alegria,
Tudo floresce em harmonia!
Frutos bons pra partilhar,
E com Jesus caminhar!

Quando sentimos paciência, e conseguimos perdoar,
A mansidão aparece e aprendemos a amar.
Benignidade e fidelidade, a vida vai brilhar,
E a alegria vai contagiar!

Alegria, paz e amor,
Bondade que nos dá calor.
Fidelidade e mansidão,
Frutos que vêm do coração!

Refrão
Temos frutos no coração,
Com o Espírito Santo à mão!
Gentileza e alegria,
Tudo floresce em harmonia!
Frutos bons pra partilhar,
E com Jesus caminhar!

Se cada dia deixarmos o Espírito entrar,
O mundo vai sorrir, vamos todos celebrar!
Frutos que crescem sem parar,
Vamos juntos cantar, cantar, cantar!

Refrão Final
Temos frutos no coração,
Com o Espírito Santo à mão!
Gentileza e alegria,
Tudo floresce em harmonia!
Frutos bons pra partilhar,
E com Jesus caminhar!


Via Sacra

 

Via-Sacra pelos doentes e pelas intenções da comunidade


Introdução

Senhor Jesus, nesta Semana Santa queremos acompanhar-Te no caminho da Cruz.
Trazemos-Te os doentes da nossa paróquia, os que sofrem no corpo e na alma, os que vivem a solidão, os que carregam cruzes escondidas.
Unimos também a nossa oração pelas famílias, pelos idosos, pelos sacerdotes, pelos consagrados e consagradas, e pela paz no mundo.
Que esta Via-Sacra seja um caminho de esperança para todos.


1.ª Estação – Jesus é condenado à morte

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus é condenado injustamente. O inocente é tratado como culpado.

Senhor, olhamos para tantos doentes que vivem momentos de incerteza, especialmente os que enfrentam doenças oncológicas. Muitos sentem medo, angústia e um futuro incerto.
Dá-lhes força para enfrentar cada dia e faz-nos uma comunidade próxima, que não condena à solidão quem sofre.

Rezemos pelos doentes da nossa paróquia.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.



2.ª Estação – Jesus toma a Cruz aos ombros

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus aceita a Cruz e abraça o sofrimento por amor.

Senhor, lembramo-nos de todos os que carregam cruzes pesadas nas suas vidas: dores físicas, tratamentos difíceis, limitações, dependência dos outros.
Dá coragem a quem sofre e ensina-nos a ajudar a levar a cruz dos irmãos.

Rezemos por todos os que cuidam dos doentes: familiares, médicos e cuidadores.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.


3.ª Estação – Jesus cai pela primeira vez

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

O peso da Cruz faz Jesus cair.

Senhor, lembramo-nos daqueles que desanimam, que perdem a esperança, que se sentem vencidos pela doença ou pelo sofrimento.
Levanta-os com a tua graça e dá-lhes a certeza de que não estão sozinhos.

Rezemos por quem perdeu a esperança.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.



4.ª Estação – Jesus encontra Sua Mãe

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Maria encontra o Filho no caminho da dor.

Senhor, pensamos nas famílias dos doentes, que sofrem ao ver quem amam em sofrimento.
Dá-lhes serenidade, coragem e união. Que encontrem em Maria uma Mãe que consola.

Rezemos pelas famílias que acompanham doentes.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.


5.ª Estação – Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Simão é chamado a ajudar Jesus.

Senhor, desperta na nossa comunidade o desejo de ajudar: com uma visita, uma palavra, uma oração.
Que ninguém se sinta sozinho na doença.

Rezemos para que sejamos comunidade solidária e atenta.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

6.ª Estação – Verónica limpa o rosto de Jesus

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Um gesto simples consola Jesus.

Senhor, lembramo-nos dos pequenos gestos que aliviam o sofrimento: uma chamada, uma visita, um sorriso.
Dá-nos sensibilidade para consolar quem sofre.

Rezemos pelos que confortam os doentes com gestos simples.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.



7.ª Estação – Jesus cai pela segunda vez

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus volta a cair sob o peso da Cruz.

Senhor, lembramo-nos dos idosos que se sentem frágeis, abandonados ou esquecidos.
Dá-lhes a certeza da tua presença e faz-nos atentos às suas necessidades.

Rezemos pelos idosos da nossa comunidade, especialmente os que vivem sozinhos.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 


8.ª Estação – Jesus consola as mulheres de Jerusalém

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus, mesmo sofrendo, consola os outros.

Senhor, lembramo-nos de todos os que vivem em zonas de guerra, especialmente na Ucrânia, em Gaza, no Irão e em tantos lugares do mundo.
Consola os que sofrem, protege os inocentes e concede a paz.

Rezemos pela paz no mundo.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

9.ª Estação – Jesus cai pela terceira vez

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus cai novamente, quase sem forças.

Senhor, lembramo-nos dos sacerdotes, dos consagrados e consagradas que se sentem cansados, sozinhos ou desanimados.
Renova neles a alegria da vocação e dá-lhes comunidades que os apoiem.

Rezemos pelos sacerdotes e consagrados.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

10.ª Estação – Jesus é despojado das suas vestes

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus é humilhado e privado de tudo.

Senhor, lembramo-nos dos doentes que perderam autonomia, dignidade aparente, independência.
Dá-lhes conforto e ajuda-nos a respeitar sempre a dignidade de cada pessoa.

Rezemos por quem sofre limitações físicas ou mentais.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 


11.ª Estação – Jesus é pregado na Cruz

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus é fixado na Cruz.

Senhor, lembramo-nos daqueles que vivem dores intensas, tratamentos difíceis, longas hospitalizações.
Une o sofrimento deles à tua Cruz e transforma-o em fonte de graça.

Rezemos pelos doentes em maior sofrimento.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

12.ª Estação – Jesus morre na Cruz

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus entrega a vida por amor.

Senhor, lembramo-nos dos doentes em fim de vida e dos que partiram recentemente.
Recebe-os no teu Reino e consola as suas famílias.

Rezemos pelos doentes mais graves e pelos defuntos da nossa paróquia.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

13.ª Estação – Jesus é descido da Cruz

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus é colocado nos braços de Maria.

Senhor, lembramo-nos das famílias que choram os seus mortos e vivem o luto.
Dá-lhes esperança e a certeza da ressurreição.

Rezemos por quem vive o luto.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.


14.ª Estação – Jesus é colocado no sepulcro

V. Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que remistes o mundo pelo vossa santa cruz.

Jesus é sepultado. O silêncio prepara a esperança.

Senhor, mesmo na escuridão acreditamos na luz da Ressurreição.
Confiamos-Te todos os doentes, os idosos, as famílias, os sacerdotes, os consagrados e o mundo inteiro.
Transforma a dor em esperança e a cruz em vida nova.

Rezemos por toda a nossa comunidade paroquial.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

 

Oração Final
Senhor Jesus, que percorrestes o caminho da Cruz,
olhai pelos doentes da nossa paróquia,
consolai os que sofrem,
dai esperança aos desanimados,
fortalecei os que cuidam,
dai paz ao mundo,
amparai os idosos,
sustentai os sacerdotes e consagrados,
abençoai as nossas famílias.

Que, unidos à vossa Paixão,
possamos participar também na alegria da Ressurreição.
Ámen.