O amor que não se vai embora



Há pessoas que passam pela vida.
E há mães.
As mães não passam. Ficam. Mesmo quando saem da sala. Mesmo quando os filhos crescem. Mesmo quando o silêncio substitui o barulho dos brinquedos espalhados pela casa.

Uma mãe é um lugar.
O primeiro abrigo.
O primeiro olhar que nos disse, sem palavras: “Tu és amado.”
E talvez passemos a vida inteira à procura dessa mesma paz em tudo o que fazemos.

As mães vivem uma espécie de milagre escondido.
Têm o coração dividido em vários pedaços e, ainda assim, conseguem amar por inteiro.
Carregam o peso dos dias sem fazer barulho. Guardam preocupações no bolso do avental da alma. Sorriem cansadas. Rezam em silêncio. E continuam.

Há mães que acordam cedo para trabalhar.
Outras passam noites sem dormir.
Há mães que esperam telefonemas.
Mães que choram baixinho para não preocupar ninguém.
Mães que têm medo.
Mães que perderam filhos.
Filhos que perderam mães e continuam a ouvi-las dentro de si.
Porque o amor de mãe não acaba. Muda apenas de lugar.

Ser mãe é aprender a desaparecer um bocadinho para que outro alguém possa crescer.
É dar colo quando o mundo magoa.
É fingir força quando o coração treme.
É celebrar pequenas vitórias como se fossem conquistas gigantes.
É amar sem contratos. Sem horários. Sem garantias.
E talvez o mais extraordinário seja isto:
quase nunca as mães se acham extraordinárias.

Acham normal o sacrifício.
Normal a entrega.
Normal o cuidado.
Como se fosse simples dar a vida todos os dias, em pequenas doses invisíveis.

Mas não é simples.
É heroico.

Neste Dia da Mãe, talvez não seja preciso oferecer palavras perfeitas.
Talvez baste um abraço demorado.
Um “obrigado” sincero.
Um olhar atento.
Porque muitas mães passaram anos a cuidar de todos… esquecendo-se de si.

Este dia é dia de lhes lembrar que também merecem ser cuidadas.
Que a sua presença foi luz em dias difíceis.
Que muitas das coisas boas que somos começaram nelas.

E se ainda temos a nossa mãe perto, talvez seja importante não adiar o carinho.
A vida passa depressa demais para deixarmos o amor para depois.

E às mães cansadas, imperfeitas, humanas, que sentem que falharam tantas vezes,
saibam isto, os filhos raramente se lembram das casas perfeitas, das roupas impecáveis ou dos dias organizados.
Lembram-se do amor.
Sempre do amor.

Porque no fim, uma mãe é isso,
alguém que transforma o amor numa casa onde um filho pode regressar a vida inteira.



Maria Pereira
Catequese e Família
catequistascolaboradores@gmail.com




No teu abraço, mãe

Mãe, no teu abraço eu encontro a paz,
És carinho e luz que nunca se desfaz.
Quando estou triste, pegas na minha mão,
E ensinas-me o caminho do amor e do perdão.

Mãe, eu quero agradecer,
Por me ajudares a crescer.
No meu coração vais ficar,
Hoje e sempre vou-te amar.

Mãe, contigo aprendo a partilhar,
A ser bondoso e a saber amar.
Com o teu sorriso tudo fica melhor,
És um presente vindo do Senhor.

Mãe, eu quero agradecer,
Por me ajudares a crescer.
No meu coração vais ficar,
Hoje e sempre vou-te amar.

Quando rezo, lembro-me de ti,
Do teu cuidado desde que nasci.
Deus deu-me a alegria de te ter,
Mãe querida, és o meu viver.

Mãe, eu quero agradecer,
Por me ajudares a crescer.
No meu coração vais ficar,
Hoje e sempre vou-te amar.

Nos dias bons e nos dias maus,
Tu estás comigo e nunca me deixas só.
Com ternura ensinas-me a seguir,
E com esperança a sorrir.

Mãe, eu quero agradecer,
Por me ajudares a crescer.
No meu coração vais ficar,
Hoje e sempre vou-te amar.


Sem comentários

Com tecnologia do Blogger.